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Pastor iraniano enfrenta pena de morte; complicações de saúde

O pastor iraniano Behnam Irani, preso em Teerã, no Irã por apostasia, pode enfrentar uma possível pena de morte e passa por sérios problemas de saúde, informou uma fonte próxima à ele, de acordo com o Worthy News.

“Depois de dois anos na prisão ele sofre de terríveis complicações, incluindo problemas intestinais e reumatismo”, disse Firouz Khandjani para a publicação.

Khandjani, que é um membro do conselho do movimento ‘Igreja do Irã’ a qual o pastor pertence, disse que as condições higiênicas da prisão são precárias e que os presos não tem acesso regular ao vaso sanitário.

A prisão de Ghezel Hesar é considerada uma das mais duras do país, localizada na cidade de Karaj, cerca de 20 quilômetros a oeste da capital do Irã, Teerã.

Khandjani, que já esteve preso por um momento devido às suas atividades cristãs, também apontou que no local os presos abusam sexualmente de garotos jovens publicamente. Entretanto, não há sinais de que Behnam possa ter sofrido abuso.

Behnam Irani, 42, foi inicialmente penalizado com uma sentença de 1 ano, mas que depois foi estendida para 5 anos, com a alegação de crimes contra a segurança nacional.

O veredito do tribunal recente sugere que Irani “merece” a pena de morte e Khandjani diz que teme que o Ministério Público prossiga com o caso.

“Irani, é, até onde sabemos, o único pastor atualmente no país atrás das grades, que foi implicitamente condenado à morte.”

Atualmente, outros líderes cristãos se encontram presos por causa de sua fé. Um deles é o pastor Saeed Abedini, cidadão americano que está preso na prisão de Teerã. Similarmente ao Behnam, Saeed vem sofrendo complicações de saúde na prisão enquanto não se decide o seu futuro. Ele foi condenado a uma pena de oito anos por “pôr em risco a segurança nacional”.

Outros líderes cristãos presos incluem Mohammad-Reza Farid, Saeed Safi, e Hamid-Reza Ghadiri. Eles teriam sido detidos em 29 de maio, durante um culto de uma igreja doméstica na cidade de Isfahan, cerca de 340 quilômetros ao sul de Teerã.

No ano passado, o mundo assistiu a liberação do pastor Youcef Nadarkhani que foi solto depois de três anos preso por apostasia e condenado à morte. O caso ganhou grande repercussão internacional, o que contribuiu para a sua soltura.

Christian Post Port

Pastor Saeed Abedini sai da solitária e esposa comemora

Pastor está encarcerado na prisão Evin,
no Irã, desde setembro de 2012
Na última sexta-feira (10), o pastor Saeed Abedini, que está encarcerado na prisão Evin, no Irã, desde setembro de 2012, saiu da solitária, onde passou "o pior aniversário possível". Sua esposa, Naghmeh, afirmou ao Centro Americano de Lei e Justiça (ACLJ, sigla em inglês), que está aliviada com a notícia.

"Sua soltura da solitária é resultado de muitas preces. Estou aliviada em ver meu marido fora da solitária, mas ainda estou profundamente preocupada com a saúde de Saeed. Enquanto isso é uma pequena vitória, ainda procuro que a justiça seja feita para que Saeed seja solto", disse Naghmeh.

Segundo o ACLJ, Abedini e outros prisioneiros teriam assinado uma carta na qual demonstravam sua insatisfação com relação ao atendimento médico recebido na prisão. Essa carta seria a razão de seu confinamento na solitária.

Um representante do ACLJ afirmou que "o desenvolvimento do caso é crítico..."

Fonte: Portas Abertas

Assassino é perdoado por família de vítima antes da execução no Irã

Homem já estava na forca com a corda no pescoço quando teve perdão. Segundo lei iraniana, assassinos e estupradores são condenados à morte.

Um iraniano declarado culpado do assassinato de um policial foi perdoado pela família da vítima no momento de sua execução, quando o homem já estava pendurado na forca, informou nesta quinta-feira (9) a agência Mehr.

A família da vítima "gritou que o perdoava quando o assassino já estava pendurado há alguns segundos". As pessoas correram para dar apoio ao corpo do homem e tiraram a corda de seu pescoço, de acordo com as fotos divulgadas pela agência.

O assassino deveria ser enforcado publicamente em Machhad (nordeste do Irã). A lei iraniana indica que a família da vítima pode conceder seu perdão para evitar que um criminoso seja executado.

O assassino escapa da pena capital, mas deve pagar o preço pelo sangue derramado (diyeh), que equivale a cerca de US$ 36 mil, e passar mais algum tempo na prisão.

De acordo com a lei iraniana, assassinos e estupradores são condenados à forca.

Fonte: AFP
Fé em Jesus

Saeed Abedini sofre com hemorragia interna por causa de espancamentos

Mantido em prisão do Irã, pastor diz que só
será solto se negar a Cristo
O pastor Saeed Abedini foi enviado para uma cela solitária no presidio de Evin, em Teerã, Irã. Isso mostra que os rumores sobre a piora de sua saúde podem ser verdadeiros, confirmaram os familiares.

Abedini está sofrendo com hemorragias internas e os problemas com os rins após seguidas sessões de tortura. Ele e outros nove detentos foram colocado em confinamento solitário. Embora sabidamente necessite de ajuda médica, o pastor não recebe a atenção devida, divulgou o Centro Americano para Lei e Justiça.

Sua esposa, Naghmeh, declarou “Saeed sofre com uma hemorragia interna por causa da tortura. Nós acreditamos que ele é espancado em confinamento solitário. Não temos como saber exatamente como está a saúde dele. Não haverá mais visitas e não poderemos saber como Saeed está. Anteriormente, ele disse a nós que ficar no confinamento solitário da outra vez foi o momento mais difícil de sua vida. Cada hora parecia um ano e ele sentia sua saúde se deteriorar rapidamente”.

De acordo com o Christian Post, Abedini e os demais prisioneiros foram punidos por terem reclamado da falta de atendimento médico recebido. A penitenciária de Evin, onde o pastor está desde sua prisão em setembro passado, é conhecida como uma das prisões mais violentas do mundo. Aqui no Brasil no caso foi
comentado pelo pastor Marco Feliciano.

O Centro Americano para Lei e Justiça tem feito campanha em nome do pastor nas igrejas e junto aos políticos.
Injustamente condenado, a oito anos de prisão, Abedini já foi avisado que, se não negar sua fé cristã e voltar ao islamismo, esse período de tempo pode ser prorrogado.

“Minha resposta a eles é Romanos 8: 35-39. A realidade da vida cristã é que as dificuldades ou problemas surgirão em nossas vidas. Perseguição e dificuldades não são novidades, mas coisas muitas vezes corriqueiras na vida cristã. É passando por sofrimento e tribulações que entramos no Reino de Deus “,
disse o pastor em uma carta anterior endereçada à mulher e aos dois filhos.

Um ex-prisioneiro político iraniano, que também passou um tempo em Evin conta que os guardas da prisão usam de violência física e psicológica rotineiramente e que Saeed só continua vivo porque sua fé é forte”.

Pastor Abedini fará 33 anos dia 7 de maio, e existem campanhas que pedem aos cristãos de todo o mundo que orem para que mesmo isolado, o pastor lembre que não está sozinho em sua luta.

Gospel Prime

Irã convoca muçulmanos para a guerra contra Israel

Crenças no Messias e mudanças na política apresentam quadro pessimista
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, ordenou que todas as forças armadas do regime islâmico se preparem para a guerra. Segundo uma fonte da Guarda Revolucionária iraniana, o regime acredita que Israel está prestes a atacá-los. Seu desejo é convocar todos os muçulmanos para se unirem a eles na “última guerra”

O clima de guerra iminente no mundo ficou mais pesado quando a Coreia do Norte disse que estava cortando a comunicação com a Coreia do Sul e ameaçou usar seus mísseis nucleares.

Ocorreram negociações na semana passada no Cazaquistão, reunindo o Conselho de Segurança das Nações Unidas mais a Alemanha. O objetivo seria forçar uma intervenção no desenvolvimento de armas nucleares por parte do Irã, algo inaceitável segundo o governo iraniano que se sentiu ameaçado.

Informações veiculadas recentemente dizem que o general Masoud Jazayeri autorizou um ataque da Al-Qaeda contra os EUA e a Europa ainda este ano. O vice-comandante da Guarda Revolucionária Iraniana, general Hossein Salami, advertiu recentemente que os mísseis de seu país poderiam chegar além da região do Oriente Médio.

Com a morte do presidente Hugo Chávez e a iminente queda do presidente da Síria, Bashar Assad, o Irã está enfraquecido no cenário internacional após perder esses dois importantes aliados.

Além disso, oficiais muçulmanos xiitas têm falado sobre a vinda iminente do Mahdi, o 12 º Imã, uma espécie de último profeta que descerá à Terra no momento do Armagedom.

Recentemente, Ali Saidi, representante de Khamenei junto à Guarda Revolucionária, disse a seus soldados que uma das formas de acelerar a chegada do Mahdi é uma “grande turbulência” no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, o aiatolá Khazali, membro da Assembleia de Especialistas, órgão que escolhe o líder supremo do Irã, deu uma entrevista à revista “Guardião do Islã” que a vinda do Mahdi está mais próxima que nunca e todos os inimigos do Islã serão destruídos, espacialmente Israel e os Estados Unidos.

Mês passado, o general Mohammad Reza Naqdi, em um discurso na Universidade Sharif, em Teerã, rejeitou negociações bilaterais com os americanos e foi enfático: “Os EUA estão hoje no auge de sua inimizade com o Irã”.

O presidente Obama deve visitar Israel nas próximas semanas para tentar negociar com os palestinos e israelenses uma divisão de território. Esta semana, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, alertou que o programa nuclear do Irã já cruzou a “linha vermelha”, e que Israel precisa tomar medidas urgentes para contê-los.

Com informações WND.
Gospel Prime

Pastor Youssef Nadarkhani é novamente libertado

CSW envia comunicado à ANAJURE informando
sobre a libertação do líder religioso.
O pastor Youssef Nadarkhani foi libertado nesta segunda-feira (7) depois de passar cerca de duas semanas na prisão de Lakan, em Rasht, onde foi novamente encaminhado por ordens de autoridades prisionais iranianas.

Depois de absolvido das acusações de apostasia, Nadarkhani foi preso de novo de forma totalmente irregular, informou a Christian Solidarity Worldwide (CSW), que comunicou sobre a libertação do líder religioso no Brasil por meio de e-mail enviado à Associação Nacional dos Juristas Evangélicos (ANAJURE).

Para o dr. Uziel Santana, presidente da ANAJURE, a libertação do líder religioso iraniano foi o resultado da firme atuação de entidades de juristas cristãos de todo o mundo e chama a atenção para fatos semelhantes que ainda ocorrem em todo o mundo.

“Nossa parceira, a CSW, tem lutado com intrepidez pela defesa das liberdades civis fundamentais dos cristãos. Aqui no Brasil a Anajure tem atuado na mesma direção, com a graça de Deus. Devemos orar e trabalhar em outras situações, pois como o caso do pastor Youssef, existem outras centenas em todo o mundo”, comentou Santana.

Na carta, o Dr. Mervyn Thomas, presidente da CSW, comemora a libertação, mas lembra que seu advogado, dr. Mohammed Ali Dadkhah, se encontra ainda preso e passando por grave violação em seus direitos civis.

“Estamos satisfeitos em saber da liberação do Pastor Nadarkhani. (…) Nós também nos preocupamos ao saber da condição do Dr. Dadkhah, da deterioração da sua saúde. Além disso, as tentativas oficiais para justificar a sua prisão agora tentando coagi-lo a fazer uma declaração de culpa ‘ao vivo’ não só é condenável, mas também são indicações claras de que as acusações contra ele eram falsas”.

No comunicado, a CSW voltou a pedir a libertação imediata do dr. Dadkhahe que “se ponha um fim à campanha de perseguição da sociedade civil”.

“Continuamos a apelar ao governo iraniano para defender o Estado de direito e permitir às minorias religiosas do país que desfrutem da liberdade religiosa”, declara. Thomas ainda lembra que o Irã é signatário do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, adotado pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1966 e que tem amplitude mundial.

Relembre o caso

Após mais de três anos detido em Rasht, o Pastor Nadarkhani foi absolvido da acusação de apostasia, mas recebeu uma sentença de três anos por evangelizar muçulmanos.

Como já havia cumprido cerca de três anos na prisão, o líder religioso foi liberado com o pagamento de fiança. Porém em pouco tempo foi levado, justamente no dia de Natal, sob o comando de autoridades do sistema prisional iraniano. Tais autoridades alegaram que ele havia sido liberado cedo demais devido à insistência de seu advogado, o Dr. Mohammed Ali Dadkhah.

Youssef Nadarkhani nasceu muçulmano e converteu-se ao cristianismo aos 19 anos. Três anos depois passou a praticar evangelismo na cidade de Rasht, noroeste de Teerã e chegou a liderar um grupo de cerca de 400 cristãos no Irã.

Em 2009 chegou a protestar quanto ao que chamou de doutrinação islâmica nas escolas onde seus filhos estudavam. Ele se posicionou contra o costume de ensino compulsório às crianças das doutrinas islâmicas.

Inicialmente sentenciado à execução por enforcamento, o veredicto foi adiado após pressão internacional sobre o sistema judicial iraniano. O caso então passou para o aiatolá Ali Khamenei, autoridade suprema da nação, para revisão.

Outros casos

O caso do pastor Youssef Nadarkhani não é o único a respeito de graves violações às liberdades civis fundamentais no Irã. Recentemente o Centro Americano de Direito e Justiça (ACLJ) iniciou uma campanha pela libertação de outro líder religioso cristão, pastor Saeed Abedini, 32, que está preso no Irã.

Ele foi chamado a interrogatório por diversas vezes por autoridades iranianas, sob a acusação de ter abandonado o islamismo e se tornado um cristão.

Como Abedini possui também cidadania americana, inicialmente não chegou a ficar preso. Mas em julho, Saeed, a esposa e os filhos retornaram ao Irã para trabalhar na construção de um orfanato cristão e então ele foi preso, enquanto que sua família foi deportada para os EUA.

Gospel Prime

Pastor Yousef Nadarkhani foi, mais uma vez, preso no Irã

A organização Christian Solidarity Worldwide (CSW) informou que Yousef Nadarkhani, pastor da Igreja do Irã, recentemente absolvido da acusação de apostasia, foi novamente detido.

Em setembro desse ano, um tribunal absolveu Nadarkhani da acusação de apostasia, mas o condenou a três anos de prisão por evangelizar muçulmanos. Uma vez que, ao longo do processo até o julgamento final, ele já havia passado cerca de três anos na prisão Lakan, em Rasht, o pastor foi liberado em setembro mesmo, após pagar fiança.

No entanto, fontes da CSW informaram que o pastor Nadarkhani foi encaminhado novamente à prisão, por ordem do diretor da prisão Lakan, que alegou que ele havia sido liberado muito cedo, devido à insistência de seu advogado, Mohammed Ali Dadkhah. O líder cristão foi preso mais uma vez para cumprir o restante do tempo de condenação e completar a papelada que, supostamente, não tinha sido resolvida durante a sua liberação, há dois meses.

Em novembro, Yousef foi convidado especial da conferência nacional da CSW, em Londres, onde agradeceu a todos que oraram e pediram a Deus por ele durante sua prisão.

Mervyn Thomas, diretor executivo da CSW, afirmou: "Ficamos bastante desapontados ao ouvir que o pastor Nadarkhani foi devolvido à prisão de maneira tão irregular. O momento é insensível e especialmente triste para sua esposa e filhos, que devem ter estado ansiosos para celebrar o Natal com ele pela primeira vez em três anos.

Esperamos que Yousef seja libertado rapidamente, uma vez que ele já cumpriu sua pena de três anos anteriormente. Nós também pedimos oração pela segurança do pastor e por sua família neste momento tão delicado."

A agência de notícias Fox News confirmou: "Yousef Nadarkhani, 35 anos, foi chamado a retornar à prisão Lakan, em Rasht, no local em que cumpriu pena e de onde foi então libertado, com base na acusação de que deveria completar o restante de sua sentença." O tribunal iraniano ordenou que Yousef servisse os 45 dias restantes de sua condenação.

Segundo o The American Center for Law and Justice (ACLJ), a atualização desse caso é um flagrante desrespeito do Irã para o direito internacional. Preso pela segunda vez por causa de sua fé, o que Nadarkhani passou não ocorreu coincidentemente no dia de Natal. De acordo com a instituição, o Irã tem, cada vez mais, perseguido os cristãos e qualquer um que esteja disposto a defendê-los.

Para piorar a situação, o advogado iraniano de Youcef, Dadkhah, fundamental para garantir a sua libertação este ano, está, atualmente, em um dos centros de detenção mais abusivos do país, prisão de Evin. Há notícias de que sua saúde tem se deteriorando rapidamente sob as terríveis condições em que se encontra. Ele foi preso logo após a libertação de Yousef, em aparente retaliação por sua defesa aos direitos humanos contra os ataques do regime islâmico radical iraniano.

A repressão brutal que domina o Irã e a forte perseguição ao cristianismo não passaram despercebidas. A pressão internacional que surgiu sobre o Irã no início deste ano e que resultou na liberdade de Yousef anteriormente pode ser a única esperança de liberdade para quem sofre restrições do governo por conta de seu amor a Jesus. Não cesse de orar por Yousef e os demais cristãos iranianos.
FonteCWS e ACLJ
TraduçãoAna Luíza Vastag

Ofensiva contra Gaza pode ser prévia de guerra contra o Irã

Irã, EUA e ONU já se manifestaram enquanto o mundo observa de perto a situação
Foi amplamente divulgado pela mídia que Israel concordou em adiar qualquer ataque contra o Irã até depois das eleições norte-americanas. Pouco mais de uma semana após a eleição, Israel iniciou o que chamou de “uma campanha de assassinatos dirigidos” contra líderes do Hamas.

As forças israelenses estão atacando e sendo atacadas pelos palestinos de Gaza pelo quinto dia consecutivo. O governo de Israel já anunciou que suas forças militares estão prontas para uma invasão por terra.

Segundo o site do jornal Haaretz, “Em 14 de novembro, o comandante militar do Hamas, Ahmed Jabari foi assassinado em um ataque de míssil israelense. Numa ironia amarga, poucas horas antes do ataque, o Hamas recebeu o projeto de proposta de um acordo de trégua permanente com Israel. Isso incluía mecanismos para a manutenção do cessar-fogo, no caso de um conflito entre Israel e as facções na Faixa de Gaza”.

O Ministro da Defesa de Israel, Ehud Barack, culpa a Palestina por ter cometido atos de agressão primeiro: “As provocações que sofremos e os foguetes lançados contra as colônias do sul de Israel nos obrigaram a tomar esta ação”.

Ao que parece, trata-se de uma operação de guerra planejada. O objetivo seria forçar os Estados Unidos e o Irã a se pronunciarem antes das eleições que ocorrerão em Israel daquia dois meses. Muitos comentaristas políticos acreditam que os ataques contra Gaza são uma manobra do primeiro-ministro israelita para vencer a reeleição. O jornal alemão Spiegel afirma que Netanyahu espera que a força ofensiva na Faixa de Gaza se converta em mais votos para seu partido, Likud.

Como era previsto, o presidente reeleito dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste domingo que apoia totalmente o direito de Israel de se defender. Mas ele também pediu o fim dos ataques mútuos, para que o processo de paz pudesse avançar.

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou hoje que a guerra de Israel com os palestinos da Gaza é por sua sobrevivência e que o regime israelense sempre se pautou pela ocupação, pela guerra e pelo derramamento de sangue.

Segundo informou a agência oficial Irna, Ahmadinejad reuniu-se com o Gabinete do Governo do Irã e condenou oficialmente os “crimes contra a humanidade e de guerra” de Israel. Afirmou ainda saber que o Estado judeu “sonha em atacar também outros países da região”, em referência às ameaças de Tel Aviv de atacar o Irã visando parar seu programa nuclear.

Até hoje, a República Islâmica do Irã não reconhece o Estado de Israel e o considera seu maior inimigo, juntamente com os Estados Unidos. As autoridades de Teerã pediram nos últimos dias que diversas organizações internacionais intervenham para por um fim na ofensiva israelense.

Egito, Marrocos e outros países convocaram uma sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU. Foram reunidos às pressas os 15 membros do Conselho. O presidente do Conselho de Segurança, Hardeep Singh Puri, da Índia, disse que houve unanimidade e que todos concordam que é preciso fazer alguma coisa, mas não soube precisar o que será feito. O mesmo aconteceu antes em relação aos conflitos na Síria, sem resultado prático. O agravente é que, oficialmente, a Palestina não é um Estado independente, então não seria uma guerra entre duas nações, mas uma tentativa de Israel em acalmar as milícias que operam numa área ocupada dentro da nação judia.

Não está claro ainda se essa realmente é uma tentativa de Israel de arrastar o Irã para a guerra. É sabido, contudo, que o Irã apoia o Hamas. Provocando uma reação do Hamas na faixa de Gaza, poderia forçar uma reação do maior apoiador do grupo militar palestino, o Irã.
Por diversas vezes nos últimos meses, tanto Ahmadinejad como o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, qualificaram Israel de “tumor cancerígeno” que deve ser “extirpado”. Mas até agora não há evidências de que o governo iraniano tomará nenhuma iniciativa para defender os palestinos. Oficialmente, já morreram 69 palestinos e 3 israelenses. 

Com informações Huffington Post, There Al News e Agências.
GP

Pastor Behnam Irani preso no Irã pode morrer se a situação for ignorada

Um grupo vigilante da perseguição cristã começou uma nova campanha prometendo apoio ao pastor em um estado médico crítico e atualmente preso no Irã, bem como muitos outros crentes sofrendo perseguição no mundo.

“Enquanto você lê isso, a saúde do pastor Behnam Irani está em condição crítica e há uma chance muito real de ele morrer na prisão de Ghezel Hesar se ele permanecer em sua situação atual”, explicou Christian Solidarity Worldwide em uma declaração compartilhada ao The Christian Post por Kiri Kankhwende, assessora de imprensa da organização.

O pastor iraniano foi preso em 2011, alegadamente por agir contra os interesses da segurança nacional, apesar dos grupos de vigilância da perseguição terem dito que a razão real foi por pregar o Evangelho e conduzir pessoas à Cristo no grande país islâmico. Ele tem conduzido a Igreja do Irã na cidade de Karaj na província de Alborz, e está atualmente servindo uma sentença de seis anos na prisão de Ghezel Hesar.

Diversos relatórios na condição de Irani na prisão notaram que ele apanhou e está sofrendo de úlcera hemorrágica, mas está tendo tratamento adequado negado. De acordo com as últimas informações da CSW, a condição do pastor de 41 anos está piorando, e ele precisa de
ajuda urgente e orações.

“Ele está sangrando severamente das úlceras estomacais e complicações no cólon. Ele mal pode caminhar e tem problemas com sua visão. Os espancamentos brutais que ele recebeu das autoridades prisionais e outros prisioneiros resultaram em ferimentos horríveis, e ele precisa urgentemente de ajuda médica”, dissea CSW.

“Ele pode morrer nos próximos meses se ele não tiver o tratamento que precisar. E ele não deveria estar na prisão em primeiro lugar: ele foi acusado de crimes políticos para cobrir o fato de que ele foi preso porque ele é cristão e um líder de igreja”.

Quanto ao que pode ser feito para ajudar o pastor, pai de dois filhos, e outro cristão preso pelo mundo, a CSW insistiu que “quanto mais alto o barulho das comunidades internacionais, maior é a chance que os prisioneiros possam ser tratados adequadamente de acordo com os padrões internacionais, e mais provável de que os presos injustamente sejam libertados”.

A organização fornece links em seu site para informação de contato para o chefe do Judiciário do Irã e exige o tratamento urgente ao pastor Irani e implora a liberação da prisão.

Christian Post

Em encontro com embaixador iraniano, Roberto de Lucena confirma absolvição do pastor Youcef

O deputado Roberto de Lucena reuniu-se na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados com o Embaixador da República Islâmica do Irã, Mohammad Ali Ghanezadeh. O objetivo do encontro, que tratou de assuntos diversos como o Sistema Prisional Iraniano e temas relacionados aos Direitos Humanos naquele país, foi estreitar as relações daquele país com o Parlamento Brasileiro. Roberto de Lucena faz parte da Comissão de Direitos Humanos da Câmara eles trataram de assuntos diversos como a Lei Carcerária no Irã e também sobre direitos humanos.

Roberto de Lucena, ao lado do Presidente da Comissão de Direitos Humanos, Deputado Domingos Dutra, saudou o Embaixador como Vice- Líder do Partido Verde no Congresso Nacional, Vice-Presidente da Frente Parlamentar Evangélica, Vice-Presidente da Frente da Família, além de ativo membro da Comissão de Relações Exteriores e da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Na ocasião, o Embaixador Mohammad Ali Ghanezadeh confirmou oficialmente ao deputado a absolvição e libertação do Pastor Yousef Nadarkhani. Roberto de Lucena foi um defensor da libertação do iraniano, que havia sido preso e estava no corredor da morte em seu país pelo crime de apostasia - por causa de sua conversão ao Cristianismo.

O deputado Roberto de Lucena comemorou a informação e a reproduziu na tribuna da Câmara, onde homenageou ao povo do Irã.

“A partir de agora nossos corações estão mais tranquilos. Espero que outros casos, como os dos Bahais, tenham o mesmo desfecho. Nesta minha celebração, rendo homenagem ao povo iraniano, de reconhecida bravura e tradição, presente em nosso país através de milhares de seus filhos” ,afirmou.

Entenda o caso

Lobby pela liberdade

O diário americano “Christian Post” destacou em sua edição virtual que a participação das lideranças e dos parlamentares evangélicos do Brasil contribuiu de forma decisiva na campanha internacional para a libertação do pastor iraniano.

Roberto de Lucena foi uma dessas lideranças. Acompanhado de outros congressistas da Frente Evangélica, ele expressou pessoalmente ao então embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, a preocupação quanto à preservação da vida e bem estar do pastor iraniano.

O Deputado Federal também pediu um posicionamento da Presidenta Dilma Roussef sobre o caso, e levou a questão ao Ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota e ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. “Nós fizemos uso da tribuna repetidas vezes para mostrar que o Brasil estava atento ao caso Nadarkhani. Eu cheguei a propor que o Irã expulsasse o pastor porque nós o receberíamos aqui”, relembrou.

Roberto de Lucena enfatizou que a Frente Parlamentar Evangélica agiu de forma coesa e eficaz ao se reunir com diplomatas do Irã e, paralelamente, promover o caso junto ao governo Dilma para garantir uma participação efetiva do Brasil no esforço pela libertação de Yousef Nadarkhani.
 
Guiame

Especialista em profecias afirma que “guerra de Gogue e Magogue” está próxima

Conferência nos EUA analisou a
realidade profética do mundo
Doutor Mark Hitchcock, autor de dezenas de livros, esteve pregando durante o final de semana na conferência “Compreendendo os Tempos” em Minnesota, organizada pelo Ministério Olive Tree. A 15 ª conferência anual teve participantes de vários países, como Índia e Jerusalém.

Ele afirma que as notícias que estampam os jornais de hoje revelam a existência de uma nova aliança de nações que repetem os tempos bíblicos, e seu inimigo comum seria Israel. “É como se as manchetes de hoje fossem escritas há 2.600 anos”, disse Hitchcock.

Apontou especificamente para uma profecia encontrada em Ezequiel 38, que parece estar próxima de se cumprir. Conhecida como a guerra de Gogue e Magogue, o texto fala sobre uma aliança de nações que guerreiam com Israel.

O que torna este último século diferente dos outros, disse Hitchcock, é que Israel foi novamente reconstituído, conforme descrito em Ezequiel 37, na profecia dos “ossos secos”. Ele diz que nações como Rússia, Irã, Líbia e Turquia nunca foram aliadas ao longo da história, mas nos últimos tempos esses países não são apenas destaque nas manchetes, eles parecem estar formando alianças não muito amigáveis com Israel.

“Todas as nações de Ezequiel 38 são identificáveis hoje e estão fazendo alianças umas com as outras”, disse Hitchcock.

Ele também aponta que a profecia mostra que as nações que podem atacar Israel passaram a olhar para o país com outros olhos nos últimos dois anos. “A partir de 2010, descobriu-se que Israel tinha gás natural e petróleo, algo que, de repente faz a sua terra ser muito atraente”, disse Hitchcock.

Haverá grandes poderes mundiais unidos nessa batalha:

1 – a federação de dez reinos, que constitui a forma final do quarto grande Império Mundial;
2 – a federação do Norte, (Rússia e seus aliados);
3 – os reis do Leste, povos além do Eufrates (Irã);
4 – o rei do Sul, poder ou coligação de poderes do Norte da África.

Embora a hostilidade dos quatro primeiros seja de uns contra os outros e contra Israel (Zc 12.2,3; 14.2), é particularmente contra o Deus de Israel que eles lutam (Sl 2.2; Is 34.2; Zc 14.3; Ap 16.14; 17.14; 19.11,14,15,19,21).

Enquanto essa profecia pode ser perturbadora para alguns, Hitchcock tem certeza que ela pode oferecer conforto também. “Deus está sempre no controle”, disse ele.

Enquanto as pessoas anseiam pelas respostas de uma infinidade de perguntas sobre o que o futuro reserva, Hitchcock disse à multidão: “A
Bíblia é o único lugar que podemos ir para saber o diz o futuro”. Ele disse ainda que os cristãos devem “viver suas vidas com intensidade”. “Há duas grandes magnitudes na vida que todos nós devemos viver com plena consciência: a pequenez do tempo e a grandeza da eternidade”, disse.

Bill Koenig, conhecido escritor e jornalista que já trabalhou na Casa Branca, também participou do evento.

“Estes não são tempos normais”, disse ele. “Todas as principais áreas da profecia estão em jogo”.

Koenig escreveu um livro que pesquisou e documentou as catástrofes que correspondiam aos esforços para se pressionar Israel a dividir sua terra. Ele disse à multidão que as ações contra Israel parecem persistir ao longo dos tempos.

Também alertou sobre o impacto do Islã radical, e disse que Obama tem defendido o Islã. “O que Obama está fazendo em relação à perseguição e morte de cristãos?”.

Outro palestrante de destaque no evento foi escritor e pastor da Moody Bible Church, Erwin Lutzer.
Lutzer abriu seu sermão mencionando a guerra do Islã contra o Cristianismo e falou sobre as semelhanças entre a Alemanha nazista e a América de hoje, e lembrou os ouvintes: “Quando Deus é separado do governo, o julgamento vem em seguida”.

Em seguida, falou sobre a próxima eleição norte-americana. “As coisas estão tão ruins que não podemos mudá-las simplesmente mudando a administração”, disse. “O verdadeiro problema da América é reconhecer novamente que só Deus deve ser adorado”.

Traduzido de World News Daily
GP

Presidente do Irã fala na ONU sobre Nova Ordem Mundial sem Israel

Ahmadinejad diz que apoiar gays 
é coisa de capitalistas
Um dia após o presidente Barack Obama alertar o Irã sobre seu programa de armas nucleares, Mahmoud Ahmadinejad esteve esta semana na Assembleia das Nações Unidas e fez declarações polêmicas, como de costume. Em entrevista a Associated Press, afirmou: “Se Deus quiser, uma nova ordem virá junto e nós vamos acabar com tudo o que nos distancia”, disse.

O presidente iraniano disse que o Irã é um dos países que formaram um novo “grupo de contato” para tentar acabar com a guerra civil na Síria, que já dura 18 meses. “Eu farei tudo em meu poder para criar a paz, estabilidade e entendimento na Síria”, afirmou Ahmadinejad.

Em anos anteriores, várias delegações se retiraram da assembleia durante os discursos do presidente iraniano, que costuma criticar os países que ele acusa de usarem o Holocausto como uma “desculpa” para a expansão sionista.

O governo de Teerã continua alegando que seu projeto tem objetivos pacíficos e será usado para amenizar a escassez de energia no país. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tem cobrado insistentemente que Obama assuma uma postura mais agressiva em relação ao programa nuclear iraniano.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu em seu discurso que o Irã provasse sua intenção pacífica com o programa nuclear. Ao ser questionado pela CNN sobre as consequências de um ataque israelense ao Irã, Ahmadinejad afirmou apenas que “qualquer nação tem o direito de se defender”.

Este ano, seu discurso foi novamente boicotado pelos representantes dos Estados Unidos e de Israel.

Na segunda-feira (24) Ahmadinejad já havia afirmado a jornalistas que Israel não tem raízes no Oriente Médio e que o país será “eliminado do mapa”. Criticou ainda o conselho de segurança da ONU, que, segundo ele, falhou na tarefa de estabelecer a justiça, a paz e a segurança no mundo, permitindo “a contínua ameaça de sionistas de recorrer à ação militar”.

Ron Prosor, embaixador de Israel, ficou contrariado com essas declarações e afirmou que Ahmadinejad voltou a mostrar que é uma ameaça para o futuro do povo judeu.

Entre as outras declarações polêmicas de Ahmadinejad está sua percepção que a homossexualidade é “um comportamento muito desagradável”, sendo proibido por “todos os profetas de todas as religiões e todas as fés”. Ele ridicularizou os políticos e partidos que apóiam gays e lésbicas, “apenas para ganhar quatro ou cinco votos a mais”.

“Este tipo de apoio à homossexualidade está apenas nas mentes dos capitalistas de linha dura e daqueles que apenas apóiam o crescimento do capital, mais do que os valores humanos”, finalizou Ahmadinejad, com a ajuda de seu intérprete.

Com informações Carta Capital e AP
Gospel Prime

Irã está pronto para se defender de ataque israelense--Ahmadinejad

NOVA YORK, 24 Set (Reuters) - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ignorou na segunda-feira um alerta da Organização das Nações Unidas para evitar a retórica incendiária, e declarou a jornalistas durante a sessão anual da Assembleia Geral da ONU que Israel não tem raízes no Oriente Médio e será "eliminado".
Ele disse também que não leva a sério a ameaça militar israelense contra as instalações nucleares iranianas, negou ter enviado armas à Síria e disse que as condições econômicas do seu país "não estão tão ruins quanto são retratadas", apesar das sanções internacionais ao Irã.
"Fundamentalmente, não levamos a sério as ameaças dos sionistas (...). Temos todos os meios defensivos à nossa disposição, e estamos prontos para nos defender", disse Ahmadinejad, que discursa na quarta-feira à Assembleia Geral.
Os Estados Unidos rejeitaram os comentários do presidente iraniano, classificando-os como "odiosos, ofensivos e ultrajantes".
No domingo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se reuniu com Ahmadinejad e alertou-o sobre os perigos da retórica incendiária para o Oriente Médio. Ahmadinejad ignorou o conselho.
Na conversa com os jornalistas, ele aludiu ao fato de ter anteriormente negado o direito de Israel à existência. "O Irã está aí há 7, 10 mil anos. Eles (israelenses) ocuparam esses territórios nos últimos 60 a 70 anos, com o apoio e a força dos ocidentais. Eles não têm raízes históricas lá", disse ele, falando a jornalistas por meio de um intérprete.
O moderno Estado de Israel foi fundado em 1948, em terras que os judeus dizem ser o seu lar bíblico.
"Acreditamos que eles se encontraram em um beco sem saída e estão agora buscando novas aventuras para escapar desse beco sem saída. O Irã não será danificado por bombas estrangeiras", disse Ahmadinejad.
 
"Nem contamos com eles em nenhuma parte de nenhuma equação para o Irã. Durante uma fase histórica, eles representam perturbações mínimas que entram em cena e aí são eliminadas", acrescentou.
Em 2005, Ahmadinejad chamou Israel de "tumor" e ecoou as palavras do primeiro líder da República Islâmica do Irã, aiatolá Ruhollah Khomeini, ao dizer que o Estado judeu deveria ser eliminado do mapa.
O presidente disse que a polêmica nuclear é um assunto a ser resolvido entre Estados Unidos e Irã por meio de negociações. Os EUA e seus aliados acusam o Irã de tentar desenvolver armas nucleares, o que Teerã nega.
"A questão nuclear não é um problema", disse Ahmadinejad. "Mas a abordagem dos Estados Unidos para o Irã é importante. Estamos prontos para o diálogo, para uma resolução fundamental dos problemas, mas sob condições baseadas na justiça e no respeito mútuo. Não estamos esperando que um problema de 33 anos (desde o rompimento de relações) entre os Estados Unidos e Irã seja resolvido de forma acelerada. Mas não há outra forma senão o diálogo."
 
 
Reuters Brasil

Esforços internacionais para a libertação de Youcef Nadarkhani são aplaudidos pela BCLJ

O Centro Brasileiro para Lei e Justiça (BCLJ) aplaudiu os esforços internacionais para libertar o pastor iraniano Youcef Nadarkhani, diz o diretor da BCLJ, Filipe Coelho.
 
O pastor Youcef foi libertado neste sábado depois de ser absolvido da acusação de apostasia. Suas acusações foram reduzidas a evangelismo aos muçulmanos que tem a pena de três anos de prisão, mas como já cumpriu este tempo, Youcef foi libertado.

“Nós aplaudimos os esforços internacionais para assegurar que a justiça fosse feita e a liberdade preservada”, disse Filipe Coelho.

Entretanto, o Irã ainda tem a necessidade de melhorar as aparências por condenar o pastor Youcef de evangelizar muçulmanos. Segundo Filipe, o direito universal de liberdade de religião inclui não somente o direito de mudar de religião como também o direito de expressar exteriormente uma fé.

“A insistência do Irã de achar pastor Youcef culpado de alguns crimes representa seu padrão contínuo de supressão à liberdade religiosa com táticas de intimidação”, afirmou.

Depois da vitória, Filipe acredita que a pressão internacional pode fazer a diferença.

No caso do Brasil, que tem boas relações diplomáticas com o Irã, o país manteve semanalmente reuniões entre o embaixador do Irã no Brasil, Mohammad Ali Ghanezadeg Ezabadi e o senador Magno Malta e o presidente do Partido Social Cristão (PSC), Pr. Everaldo Pereira, em prol da libertação de Youcef.

Além disso, pastores e líderes evangélicos brasileiros protestaram durante a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio +20, bem como enviaram uma carta direta ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad exigindo que o Irã libertasse o pastor. Tais ações tiveram resultados positivos, segundo Filipe.

Uma campanha do Twitter “Tweet para Youcef” atingiu mais de 3 milhões de contas, com o intiuito de levar notícias e informações sobre o pastor cristão preso. Segundo o Centro Americano para Lei e Justiça (ACLJ), a história do pastor esteve alcançando a cada dia 2.246.388 contas de Twitter na língua inglesa e 785.921 na língua portuguesa, através da BCLJ.

Na semana passada, Filipe disse em um email ao The Christian Post. que a campanha poderia trazer consciência mundial para a situação do pastor e criar um despertar internacional para o abuso dos
direitos humanos no Irã. Os resultados disso, Filipe disse ele, seriam de um esforço multinacional a pressionar o Irã a cumprir suas obrigações internacionais, que inclui a de proteger o direito de uma pessoa exercer livremente a sua fé. Com a libertação de Youcef, os resultados parecem estar se cumprindo.

Youcef Nadarkhani foi preso em 13 de outubro de 2009, depois de protestar contra a decisão do governo de forçar todas as crianças, incluindo seus próprios filhos cristãos, de ler o Alcorão.

Youcef foi inicialmente acusado de protestar, mas as acusações foram posteriormente alteradas para a apostasia e evangelismo aos muçulmanos. Em 2010, ele foi condenado à morte e a decisão foi confirmada pelo Tribunal Supremo do Irã no ano passado.

Nadarkhani, que está agora com sua família, agradeceu os esforços e orações de todos ao redor do mundo por sua libertação.

"Obrigado a todos que me apoiaram com as suas orações," Nadarkhani disse, de acordo com Present Truth Ministries

CP

Yousef Nadarkhani é liberto da prisão no Irã

Após quase três anos preso e muitos protestos em todo o mundo, o pastor Yousef Nadarkhani é absolvido da acusação de apostasia.

Yousef Nadarkhani, o pastor iraniano que conquistou os corações de milhões de pessoas ao manter-se firme em sua fé, enquanto enfrentava a prisão, foi absolvido da acusação de apostasia.

Duas organizações que vinham acompanhando de perto o caso e tem fontes no Irã informaram neste sábado que Nadarkhani, que foi a julgamento no início do sábado, foi liberto da prisão e está em casa com sua família.

“Obrigado a todos que me apoiaram com as suas orações” disse Nadarkhani, de acordo com o Present Truth Ministries.

Embora absolvido da acusação de apostasia, o pastor iraniano foi considerado culpado de evangelizar muçulmanos. Ele foi condenado a três anos de prisão, mas foi liberado porque já cumpriu esta pena.

“Damos graças a Deus por sua libertação e a resposta às nossas orações”, disse Jason DeMars, fundador do Present Truth Ministries em um comunicado. A Christian Solidarity Worldwide também confirmou a libertação do pastor.

“Nós elogiamos o judiciário iraniano por este ato, que é um triunfo para a justiça e o Estado de Direito”, disse o presidente-executivo da CSW, Mervyn Thomas.
                 Pastor Yousef Nadarkhani recebido após ser liberto.

“Enquanto nós nos alegramos com esta notícia maravilhosa, nós não esquecemos de centenas de outros que são molestados ou injustamente detidos por conta de sua fé, a CSW está empenhada em continuar a campanha até que todas as minorias religiosas do Irã sejam capazes de desfrutar da liberdade religiosa garantida sob o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, do qual o Irã é signatário.”

Nadarkhani, pastor em uma rede de igrejas domésticas, foi preso em 13 de outubro de 2009, depois de protestar contra a decisão do governo de forçar todas as crianças, incluindo seus próprios filhos cristãos, ao lerem o Alcorão.

Ele foi inicialmente acusado por protestar, mas as acusações foram posteriormente alteradas para a apostasia e evangelismo aos muçulmanos. Em 2010, ele foi condenado a morte e a decisão foi confirmada pelo Tribunal Supremo do Irã no ano passado.

De acordo com a Sharia, um apóstata tem três dias para se retratar. O pastor cristão se recusou a negar sua fé.

Cristãos de todo o mundo têm orado pela liberação de Nadarkhani. A campanha no
Twitter defendendo sua liberdade atingiu mais de 3 milhões de tuites.

Traduzido de
The Christian Post

Entrevista: Diretor da BCLJ fala sobre a 'grande influência' do Brasil na libertação de Youcef Nadarkhani

O Brasil, considerado um dos país-chaves nas negociações com o governo iraniano para a libertação do Pastor Youcef Nadarkhani, tem trazido bons resultados para o caso, segundo afirmou o diretor de operações do Centro Brasileiro para Lei e Justiça (BCLJ), Filipe Coelho.

Em entrevista ao The Christian Post, Filipe falou sobre a influência do Brasil na libertação de Youcef, o julgamento de 8 de setembro, campanhas online, entre outros assuntos.

Segundo Filipe, as manifestações brasileiras ocorridas durante a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio +20, incluindo uma carta direta ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, bem como reuniões políticas em favor da libertação de Youcef, têm sido bastante positivas.

Confira os trechos da entrevista:

CP: Qual é a situação atual do Pastor e o que está programado no julgamento de 8 de setembro?

Filipe: Estamos esperando pacientemente a audiência prevista para o dia 8 de setembro. A única informação que temos neste momento é que ele foi intimado a comparecer perante o tribunal pelo crime qual ele foi acusado.

CP: Qual foi a repercussão das manifestações e carta em favor ao pastor entregue ao presidente iraniano, em sua estada no Brasil, durante da Rio+ por pastores brasileiros? Tem a pressão internacional, e em particular a brasileira surtido algum efeito em seu julgamento?

Filipe: Foi ótima. A princípio ele não aceitou a carta das mãos do nosso Vice Presidente. Ele tinha uma reunião marcada e cancelou quando ficou sabendo da pressão que os evangélicos estavam fazendo. Não sabemos se a carta chegou ou não em suas mãos, mas sabemos que muita gente se envolveu no qual nem estava sabendo do caso após esta manifestação dos pastores.
Vamos ficar sabendo agora dia 8 de setembro, pois será o dia de seu julgamento.

CP: De que maneira a campanha de internet Tweet para Youcef pode influenciar na decisão do governo iraniano?

Filipe: A campanha no Twitter pode trazer a consciência mundial para a situação Pr. Youcef. Essa campanha pode criar um despertar internacional para o abuso dos
direitos humanos no Irã, o que resultará em um esforço multinacional a pressionar o Irã a cumprir suas obrigações internacionais, incluindo a proteger o direito de uma pessoa exercer livremente a sua fé.

CP: Foi noticiado que o advogado de Youcef foi condenado à nove anos de prisão por supostos atos que violam a segurança nacional e por espalhar propaganda contra o regime. Qual é a verdade sobre isso e quem estará a defender o pastor Youcef a partir de agora?

Filipe: O advogado do Pr. Youcef, Mohammad Ali Dadkhah, como muitos advogados de direitos humanos no Irã, criaram acusações falsas sob o pretexto dele agindo contra o regime. Porque Dadkhah representa muitos presos políticos e prisioneiros de consciência, como o pastor Youcef, livre de cobrar o regime alegou que Dadkhah teria ajudado e instigado nos crimes de seus clientes. Dadkhah tem o orgulho de lutar por Direitos Humanos no Irã, embora soubesse que o regime provavelmente iria tentar silencia-lo, trazendo acusações contra ele.

CP: O Brasil é considerado como um país-chave para influenciar o governo iraniano nesta questão, visto as suas boas relações com o país. De que maneira isso pode ser feito, o quais as ações e os resultados até momento dessa influência?

Filipe: Temos tido um ótimo relacionamento com o Embaixador do Irã no Brasil através do Senador Magno Malta e o Presidente do PSC, Partido Social Cristão, Pr. Everaldo Pereira. Eles tem reunido com o Embaixador semanalmente e com isso temos tido um bom resultado e uma grande influência no caso. Nosso Vice-Presidente Michel Temer também tem nos atendido sempre.

CP: Existe algum caso de cristão brasileiro perseguido em países muçulmanos como o Irã?

Filipe: Temos certeza que sim, mas no momento não estamos envolvido em nenhum desses casos.

CP: Quais são suas palavras de incentivo e conselho a todos os cristãos que estão a enfrentar perseguição e aos que não estão e podem ajudar os perseguidos?

Filipe: Como o corpo de Cristo nós devemos apoiar aqueles que são perseguidos por sua fé. Sabemos que Deus promete que os perseguidos serão abençoados, mas também sabemos que em Hebreus 13:03 diz, "Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo". Nos dias 22-23 setembro, todos os cristãos ao redor do mundo vão apoiar a igreja perseguida no Irã. Recursos e informações sobre como podem se envolver com o evento chamado “48 HORAS DE LIBERDADE RELIGIOSA” está disponível no site
www.48hoursforfreedom.org.

CP

Brasil ajuda Tweet para Youcef Nadarkhani a alcançar 3 milhões

Brasileiros ajudam a campanha #TweetforYoucef em prol do pastor iraniano preso por sua fé em Cristo, Youcef Nadarkhani, a alcançar 3 milhões de pessoas, segundo informou o Centro Americano para Lei e Justiça (ACLJ).

A ACLJ anunciou que a campanha está agora atingindo 3,032,309 no Twitter por dia com notícias e informações sobre o pastor cristão Youcef, que já está preso há mais de 1.000 dias. Em inglês a história dele está alcançando 2,246,388, e através da ACLJ no Brasil, ela está alcançando 785,921 em português cada dia.

"Em menos de sete meses, a história de Pastor Youcef, através de Tweet para Youcef, literalmente viajou pelo globo, alcançando 3 milhões de contas no Twitter em 234 países e territórios, incluindo mais de 97% de estados membros das Nações Unidas e 40 nações de maioria muçulmana ou sob a Lei sharia."

O objetivo da campanha é inundar a rede social com os pedidos de oração e mobilizar os cristãos de todo o mundo em favor de sua causa.

“Ele só está vivo hoje por causa da pressão internacional sobre o Irã - das pessoas do mundo que levantaram suas vozes, exigindo que sua vida fosse poupada. Precisamos manter essa pressão”, afirma a organização em seu site.

Recentemente, líderes cristãos brasileiros se mobilizaram durante Conferência Rio+ que aconteceu em junho, manifestando-se contra o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, na frente do hotel onde ele ficou hospedado, na zona sul do Rio de Janeiro.

Pastores cristãos brasileiros também entregaram uma carta oficial ao presidente iraniano, contendo um apelo pela vida do pastor preso e condenado à morte.

“Nós, pastores cristãos do Brasil, representando milhões de evangélicos em nosso país, vemos por meio desta apelar pela vida de seu co-cidadão preso, Sr. Youcef Nadarkhani, que tem através da internet enviado apelos por orações em seu nome e em nome de sua família”.

Nadarkhani foi preso em 2009, depois de protestar contra a decisão do governo de forçar as crianças a estudarem o Alcorão, incluindo seus filhos. Ele foi acusado mais tarde de apostasia e de evangelizar muçulmanos.

Christian Post

Julgamento de Yousef Nadarkhani está marcado para 8 de setembro

Há quase três anos o pastor iraniano está preso sob acusação de apostasia por ter deixado o Islã para se tornar cristão

O tribunal iraniano convocou
Yousef Nadarkhani para um julgamento marcado para o dia 8 de setembro, nesta data a corte vai decidir a situação do pastor preso desde 2009 sob a acusação de apostasia, por ter deixado o Islã e se convertido ao cristianismo.

Com a pressão internacional, o governo do Irã começou a transmitir a informação de que na verdade Nadarkhani está preso por outros crimes, tentando assim tentar mudar a opinião pública que pede pela libertação do pastor.

É por essas novas acusações que o executivo do American Center for Law and Justice (ACLJ), Jordan Sekulow, se mostra preocupado com o futuro do iraniano. “O Irã tem tentado repetidamente confundir a comunidade internacional, alegando que o pastor Yousef é nada mais do que um criminoso comum. O que acontece é que se o Irã tiver sucesso mascarando o caso de Yousef, o mundo vai parar de gritar por sua libertação”, disse em entrevista ao The Christian Post.

Yousef Nadarkhani está preso há quase três anos, sendo condenado a morte por outros tribunais regionais, prisão contestada pelo conselheiro da ACLJ. “As próprias leis do Irã exigem que o Judiciário emita sua decisão por escrito no prazo de dez dias após a audiência, realizada em setembro de 2011. Sua incapacidade de fazê-lo significa o seu total desrespeito ao Estado de Direito”, explica.

Assista reportagem do Jornal Nacional:


Com informações Portas Abertas
Gospel Prime

Pastor Yousef Nadarkhani recebe nova convocação ao tribunal


Em menos de duas semanas, o cristão Yousef Nadarkhani enfrentará novo julgamento no Irã. Marcado para o dia 8 de setembro, a corte deve recebê-lo após mais de 1.060 dias em que ele esteve na prisão por nenhuma outra razão se não sua fé em Jesus Cristo – uma prisão que viola a própria Constituição iraniana    
Em sua convocação mais recente aos tribunais iranianos, o pastor Yousef Nadarkhani, de 35 anos, foi intimado a comparecer à corte para enfrentar as "acusações feitas contra ele."
 
A referência evasiva à acusação de apostasia de Nadarkhani, questionada internacionalmente, é recebida como "surpresa nenhuma " por Jordan Sekulow, conselheiro executivo do American Center for Law and Justice, ACLJ, que acompanha o caso desde o início.
 
"O Irã tem tentado repetidamente confundir a comunidade internacional, alegando que o pastor Yousef não é nada mais do que um criminoso comum. O que acontece é que se o Irã tiver sucesso mascarando o caso de Yousef, o mundo vai parar de gritar por sua libertação", disse Sekulow ao The Christian Post via e-mail datado de 16 de agosto.
 
"Depois que conseguimos tornar público o veredito de tribunais tradicionalmente secretos, no qual o pastor Yousef foi julgado e condenado apenas por ter se convertido ao cristianismo, o Irã teve de voltar atrás em suas mentiras", acrescentou.
 
Na intimação judicial, Nadarkhani é convocado a comparecer à audiência de 8 de setembro, às 9h, horário local.
 
O pastor que, inicialmente recebeu uma sentença de execução sob a acusação de apostasia, permaneceu na prisão por 1.060 dias, situação que, de acordo com o ACLJ, viola a própria Constituição iraniana.
 
"A detenção indefinida e arbitrária do pastor Yousef, por quase três anos, viola o artigo 9º do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, do qual o Irã é obrigado a seguir", disse Sekulow ao CP.
 
"As próprias leis do Irã exigem que o Judiciário emita sua decisão por escrito no prazo de dez dias após a audiência, realizada em setembro de 2011. Sua incapacidade de fazê-lo significa o seu total desrespeito ao Estado de Direito", continuou Sekulow.
 
"O Irã também parece ignorar que o caso de Yousef tenha causado grande dano à reputação do Islã e às relações entre as nações e pessoas de fé em todo o mundo", concluiu.
 
Como tudo aconteceu
Yousef Nadarkhani foi preso em outubro de 2009, acusado de apostasia e propagação do evangelho a muçulmanos.
Em setembro de 2011, a agência iraniana de notícias semi-oficial, Fars News, informou que Nadarkhani foi a julgamento por acusações de estupro, extorsão e sionismo.
 
Documentos do tribunal que vazaram dias depois esclareceram que Nadarkhani foi, de fato, julgado por apostasia; críticos suspeitam que o relatório falho da Fars News não passa de uma tentativa de aliviar a pressão internacional sobre as acusações baseadas na fé e religião de Nadarkhani.
 
Países, incluindo Grã-Bretanha, Estados Unidos e Brasil, têm se pronunciado a favor da libertação de Nadarkhani.
 
Embora a intimação judicial mais recente implique na possibilidade de a acusação contra Nadarkhani sobre apostasia ser descartada, Sekulow disse ao CP que não conta com isso.
 
"Nós não temos nenhuma informação de que o governo absolveu o pastor Yousef da acusação de apostasia, para a qual ele foi condenado à morte. O regime iraniano tem sido repetidamente desonesto no passado. Até vermos Yousef andando livremente, não podemos confiar em nada do que dizem", ressaltou.
 
Nadarkhani continua na prisão, aguardando a data decidida pela corte; enquanto sua esposa, Fatema Pasindedih, e seus dois filhos, esperam por melhores notícias.

Fonte: Portas Abertas

Irã e Israel travam guerra às escuras

Uma bomba magnética é detonada num carro diplomático em Nova Déli. A polícia descobre explosivos na cidade queniana de Mombaça. Cinco turistas israelenses e um motorista de ônibus búlgaro são mortos num atentado na localidade litorânea de Burgas.

Esses são alguns entre cerca de uma dúzia de complôs apontados por algumas autoridades de inteligência israelenses e americanas como parte de uma contínua ofensiva do Irã e do Hizbollah contra Israel e seus aliados.

Mas as ligações às vezes parecem tênues, as táticas parecem variáveis e os alvos parecem espalhados demais.

"Isso não é um 'thriller' de espionagem que o leitor pode acompanhar de página em página", disse Matthew Levitt, diretor do programa de contraterrorismo e inteligência do Instituto de Washington para a Política do Oriente Próximo.

"O Irã e o Hizbollah prosperam com base em uma razoável capacidade de negar."

Analistas dizem que a guerra às sombras tem mais em comum com as manobras da CIA e da KGB durante a Guerra Fria do que com o terrorismo da Al Qaeda.

"Eles querem uma ambiguidade suficiente para que você não possa cravar que foram eles, a semente da dúvida que dificulta que Israel ou os EUA reajam", disse Andrew Exum, pesquisador graduado do Centro para uma Nova Segurança Americana, em Washington.

Após a explosão na Bulgária, o Irã e o Hizbollah negaram seu envolvimento quase com a mesma rapidez com que Israel apontou o dedo para eles. Autoridades americanas e búlgaras concordam reservadamente com essa avaliação, mas não dizem isso abertamente.

A inteligência israelense tem indícios de muitos telefonemas entre o Líbano e Burgas nos dois meses que antecederam ao atentado, segundo um funcionário graduado do governo.

"Conhecemos as fontes no Líbano", mas não a identidade de quem estava do outro lado, na Bulgária, segundo o funcionário, que não deu mais detalhes. "Eles não deveriam saber que nós sabemos os números no Líbano."

As autoridades búlgaras ainda não informaram ter identificado o autor do atentado, que também morreu na explosão, nem seus supostos cúmplices.

Sófia hesita em declarar o Hizbollah como suspeito sem uma prova cabal, já que a União Europeia nunca qualificou o grupo como uma organização terrorista.

Aliados europeus mantêm "certo ceticismo de que tenha sido o Hizbollah como organização e não, por exemplo, o Irã usando indivíduos com alguma filiação ao Hizbollah", disse um alto funcionário alemão de segurança.

A investigação em Nova Déli parece mais avançada, mas, lá também, as relações diplomáticas e comerciais internacionais deixam a Índia num dilema.

O Irã é um importante fornecedor de petróleo para a Índia, que busca equilibrar as suas relações com o Irã, Israel e os EUA.

A polícia indiana expediu em março mandados de prisão contra três cidadãos iranianos por causa do atentado em Nova Déli. Mas autoridades negaram que agentes da Guarda Revolucionária do Irã tenham sido identificados como responsáveis, conforme noticiou recentemente o jornal "The Times of India".

Vários dos complôs são feitos com desleixo. Isso dá a alguns especialistas a impressão de que os atentados foram planejados às pressas, talvez como uma reação do Irã e do Hizbollah a uma série de ataques contra o programa nuclear iraniano.

A guerra civil na Síria, que ameaça um governo aliado-chave de Teerã, pode ser outra motivação.
"Havia uma espécie de desespero para realizar esses ataques", disse um alto funcionário israelense.
"Mesmo quando eles foram frustrados, havia uma sensação de que eles haviam feito alguma coisa. Eles precisam mostrar alguns resultados."

O Hizbollah já jurou vingança pelo assassinato, cometido em 2008 por Israel, de Imad Mughniyah, ex-chefe de segurança do grupo, que foi vítima de um carro-bomba na Síria. O Irã também responsabiliza Israel pela morte de pelo menos quatro cientistas nucleares iranianos.

Yoram Schweitzer, pesquisador-sênior do Instituto de Estudos da Segurança Nacional, disse que os responsáveis pelos recentes complôs querem envolver Israel em confrontos com seus vizinhos.

"Por essa razão, o melhor para Israel é adotar uma política moderada e reagir em um momento de sua própria escolha", afirmou ele, "de forma focada e dissimulada".
O conflito, em outras palavras, pode continuar acontecendo sob as sombras.
 
Agência de notícias. Jornal Floripa
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