Em Qual Deles Nós Cremos?

"Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará" (Salmos 37:5).
O pai costumava, antes das refeições, orar agradecendo a Deus por todas as bênçãos recebidas por sua casa. Logo após a oração, como também era seu hábito, iniciava as murmurações: "Essa carne está cada vez pior; e vejam o tamanho desses ovos, parece que diminuem a cada dia; as taxas de juros estão altíssimas; as batatas parecem plástico; o salário não dá para nada; o café está amargo; os preços estão absurdos. Um dia, sua pequena filha virou-se para ele e perguntou: "Papai, Deus ouve quando você Lhe agradece por todas as bênçãos?" Mostrando um semblante confiante, ele respondeu: "Sim, querida, Ele ouve". "Papai", ela continuou, "Deus também ouve quando você reclama sobre a carne e as batatas?" Mostrando, agora, alguma indecisão, ele respondeu: "Sim, Ele ouve também". "E em qual Deus você acredita?" Concluiu a menina.
Aproveitando a pergunta da menina de nossa ilustração, podemos refletir e dar a nossa resposta pessoal. Em qual Deus nós acreditamos? A quem estamos entregando nossas vidas? Em qual Deus estamos firmados para a edificação de nossa vida espiritual?
Se nós cremos em um Deus Todo Poderoso e temos nos alegrado em Sua proteção, Seus cuidados e Sua provisão, por que reclamamos tanto? Por que nossa família, nossos irmãos da igreja, nossos amigos e até companheiros de trabalho e estudos têm testemunhado nossas constantes murmurações? Cremos no nosso Deus ou não? Abrimos, de verdade, nossos corações para o Senhor ou ele continua fechado?
Se nós confiamos no Deus que servimos, saibamos agradecer-lhe por tudo. Ele sabe o que é melhor para nós e o tempo certo para cada bênção. Se eu tenho tudo, devo agradecer ao Senhor. Se eu não tenho tudo, devo agradecer também, crendo que Ele está no controle de todas as coisas. Ele é o meu Deus e o meu Senhor em todas as ocasiões. Eu sou feliz por isso e as circunstâncias não mudarão o meu pensamento e nem impedirão a minha felicidade.

Eu creio no Deus a quem sirvo, e você?

Por Paulo Roberto Barbosa

As Emoções Religiosas

Jonathan Edwards (1703-1758) escreveu um tratado com o título The Religious Affections (As Emoções Religiosas). Esta é provavelmente a mais penetrante análise já produzida sobre o assunto da experiência.
Os títulos dos capítulos, que seguem como citação direta do tratado de Edwards, não apenas revelam o pensamento notável do autor, mas também fornecem um comentário revelador sobre no que consiste a experiência espiritual genuína.
Demonstrando que não há sinais seguros de que as emoções religiosas são verdadeiramente da graça, ou que não sejam, têm-se:
1. Que as emoções religiosas são muito grandes não é sinal
2. Grandes efeitos no corpo não são sinal
3. Fluência e fervor não são sinais
4. Que não são estimulados por nós não é sinal
5. Que vêm com textos da Escritura não é sinal
6. Que há uma aparência de amor não é sinal
7. Que as emoções religiosas são de muitos tipos não é sinal
8. Se a alegria acontece em uma certa ordem não é sinal
9. Muito tempo e muito zelo no dever não são sinal
10. Muita expressão de louvor não é sinal
11. Grande confiança não é sinal seguro
12. Testemunhos comovedores não são sinal

Mostrando quais são os sinais característicos de santas emoções provenientes verdadeiramente da graça,
temos:
1. Emoções da graça são de influência divina
2. Seu objetivo é a excelência das coisas divinas
3. São fundadas na excelência moral de objetivos
4. Surgem de iluminação divina
5. São acompanhadas de uma convicção de certeza
6. São acompanhadas de humilhação evangélica
7. São acompanhadas de uma mudança de natureza
8. Geram e promovem o temperamento de Jesus
9. Emoções da graça enternecem o coração
10. Têm linda simetria e proporção
11. Emoções falsas se satisfazem em si mesmas
12. Emoções religiosas têm seus frutos na prática cristã
o A prática cristã é o principal sinal para os outros
o A prática cristã é o principal sinal para nós
Errol Hulse, O Batismo do Espírito Santo
(São José dos Campos: Fiel, 1995), p. 16.
Extraído do Blog Pr. Max Miler Freitas

Melodia, Ou Apenas Barulho?

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine" (1 Coríntios 13:1).
Certa noite, um adolescente voltou cedo para casa após o ensaio do Coral Jovem da igreja. Seu pai ficou bastante surpreso. O rapaz jamais voltava cedo de qualquer coisa. Olhando por cima do jornal que estava lendo, o pai perguntou: "Por que você voltou tão cedo?" "Nós tivemos que cancelar o ensaio desta semana", disse o jovem. "O organista e o regente do Coral tiveram uma disputa terrível sobre como cantar 'Amor Divino', então, nós encerramos por hoje à noite."
Parece engraçado o fato de alguém discutir ao tentar passar uma mensagem de amor divino, mas, na realidade, é muito triste. De que adianta eu falar ou cantar o amor de Deus se este amor não existe em mim? O meu testemunho, ao falar do amor do Senhor, deveria transmitir paz e tranqüilidade e jamais contendas e desentendimento.
Deus é amor e nós, como Seus filhos, devemos mostrar o que dEle aprendemos -- o amor. E o amor não exige direitos, não promove dissensões, não justifica atitudes egoístas, não provoca mal-estar. O apóstolo Paulo diz que o amor tudo sofre, tudo suporta. Quem ama oferece e não reivindica, serve ao próximo e não espera ser servido. Oferece o que tem e não espera recompensa.
O Coral Jovem daquela igreja dispensou seus participantes porque não houve acordo no cantar o "Amor Divino". Melhor seria se reunisse os "brigões" para que aprendessem o que significa o amor de Deus. Cantavam sem saber o que é louvar, se reuniam sem entender o que significa estar unidos, estavam entre os que pregam, mas, deveriam estar entre os que necessitavam ouvir a pregação.
Eles eram apenas metais fazendo barulho. Não transmitiam a verdadeira melodia celestial. E nós?

Por Pr. Paulo Roberto Barbosa

Limpando O Nosso Armazém

"O coração alegre é como o bom remédio, mas o espírito abatido seca até
os ossos" (Provérbios 17:22).
Dizem que uma cascavel, quando encurralada, às vezes se torna tão perturbada que morde a si mesma. Isto é exatamente o que acontece com aqueles que guardam ressentimentos contra outras pessoas -- acabam destruindo a si mesmos. Pensamos que estamos prejudicando a outros, alimentando esses ódios e rancores no coração, mas, o dano maior é causado contra nós mesmos. (Michael Verde)
A quem julgamos fazer mal quando demonstramos mau-humor e grosserias? Quem sofrerá, de maneira especial, os efeitos de nosso rancor? Quem perderá a paz quando nossa alma estiver ocupada com os ressentimentos e traumas do passado? Que utilidade terá para nós um armazém espiritual onde guardamos as coisas ruins que experimentamos ao longo de toda a nossa vida?
Os maiores sofredores seremos nós mesmos! As tristezas irão corroer a nossa alegria, sepultar os nossos sonhos, secar os nossos ossos. Nosso sorriso perderá o encanto, nossa luz estará sempre apagada, nosso encanto não terá qualquer cor. Deixaremos de amar, deixaremos de cantar, deixaremos de viver.
Se ainda estamos guardando todas essas atitudes danosas no estoque de nosso armazém espiritual, está na hora de promover uma grande limpeza. Vamos jogar tudo fora! O prazo está vencido! Elas não servem para nada a não ser tornar impura a nossa vida. Vamos nos livrar dessa carga inútil e arrumar o nosso armazém. Sem aqueles produtos nocivos, temos agora espaço livre para estocar amor, fé, amizade, esperança, solidariedade. Vamos enfeitar o nosso armazém com a presença do Senhor Jesus e deixar as janelas abertas para que todos que passam por nós, contemplem as nossas bênçãos e sejam contagiados pela nossa felicidade.

Você já limpou o armazém de seu coração? Pretende começar agora mesmo?

Por Paulo Roberto Barbosa

O Andar de baixo e o de Cima

"E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus" (Lucas 12:19-21).
Existe em Kansas, Estados Unidos, uma casa grande e pitoresca. Um cidadão local chamado Stone começou a construir uma mansão para ele. Depois de um certo tempo,seu dinheiro acabou. O primeiro piso era magnífico: escadarias esculpidas, lareiras maciças, painéis de almofadados de madeira muito caros . Mas o piso de cima foi concluído com o pinho mais barato. No local a construção foi apelidada de "Loucura de Stone".
De que forma nos parecemos com Stone? Até onde vai a nossa loucura? Temos nos preocupado, também, apenas com o "piso de baixo", ignorando completamente o "piso de cima"?
Muitas vezes gastamos todas as nossas energias na busca de uma pretensa alegria, passageira, enganadora. Esquecemos que o vento dos anos logo soprará tudo e, então, perceberemos que não haverá nada que garanta a nossa felicidade durante a eternidade.
Investimos o que temos na construção de uma vida material próspera, luxuosa, capaz de causar inveja a muitos outros, igualmente insensatos. O que nos interessa é apenas o piso de baixo. Não nos importamos com o andar de cima, com a vida espiritual, que definirá se somos ou não abençoados e vitoriosos.
Stone queria construir um palácio mas foi chamado de louco. Nós, quando o imitamos, ignorando o mais importante -- o andar de cima -- também estaremos agindo como loucos.
Se queremos e podemos construir um belo primeiro piso, excelente. Contudo, o mais importante, em nossa construção de vida, é o piso superior -- o nosso relacionamento com o Senhor, que permanecerá para sempre.

Por Paulo Roberto Barbosa
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