O novo convertido sabe de onde veio

“Quem olha pra mim, não sabe o que passei para chegar aqui. Quantas vezes disse: ah, é o meu fim! Não vejo saída”. O trecho da canção Pássaro Ferido, interpretada por Noemi Nonato, reflete muitas questões. A primeira delas é a que esta canção pode se encaixar bem com a vida de quem um dia era nada e Jesus lhe deu tudo. Os novos convertidos, embora engatinhando, conseguem ouvir esta música de uma forma diferente.

Para quem foi resgatado do abismo, como eu, medita numa letra como esta e não evita a emoção. Só quem sabe a importância de um novo convertido é quem um dia já foi um e passou das “trevas para a maravilhosa luz de Cristo”. 

A sensação de ser novo crente é a mesma quando se ganha um presente agradável e surpresa. Tudo é novidade e a cada momento vai se descobrindo algo diferente. E quem nunca desfrutou da presença do próprio Deus em sua vida somente extravasando para liberar tanta felicidade, tanta satisfação.

É a magia – não a fantasia, nem a utopia – de viver uma situação diferente. Agora, você sabe o seu futuro. Parece que quem anda segundo os preceitos do mundo vive se planejando, mas, intimamente, não consegue transpor os limites da razão e da emoção, ficando sem compreender o que irá acontecer mais à frente.

É daí que os crentes mais experientes na fé precisam dar uma forcinha para indicar qual a direção mais correta a seguir pelo novo convertido. Porque se não houver instrução, este recém-chegado ao povo de Deus vai voar tanto nas asas do Espírito que raiz alguma terá. 

Em algumas congregações – como a minha, no Benedito Bentes 1 – tem grupos que orientam os novos crentes. O Discipulado tem a intenção de inserir o recém-convertido no mundo espiritual. E a importância dele é grande, viu. A partir destas instruções se poderá compreender melhor a igreja enquanto organização e organismo vivo de Cristo. Por isso, é bom que à frente deste trabalho estejam pessoas vocacionadas, cheias de amor para dar e pacientes no momento das dúvidas – elas são muitas.

Por um período, o novo convertido vai se alimentar do leite materno – a Bíblia. Depois de um tempo já estará pronto para discipular e assumir outras posições na obra do Senhor. Ele só não pode esquecer de onde foi tirado. Isso o deixará vivo espiritualmente. Todas as vezes que ele pensar em desistir da caminhada, vai lembrar que lá fora o abismo é bem profundo.

Um grande abraço de paz aos novos e aos crentes experientes na fé.

Por Thiago Ad-Alagoas

Só faço o que não quero. Miserável que sou!

Você já se deparou com alguma pessoa – seja ela de qual idade for – que travava uma batalha com o seu próprio íntimo? Se lutar com um agente externo, do mundo físico, já é tarefa complicada, imagine quem está em confronto consigo mesmo.
O apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos, traduziu bem para os meditadores da Palavra de Deus esta situação. No capítulo 7, a partir do versículo 15, ele relata uma guerra interior. É o espírito dele contra a carne. É a vontade pelo Reino de Deus lutando contra as aspirações terrenas.
Ele sabe tanto da sua condição miserável que desaprova as próprias atitudes. “Porque o que faço, não aprovo”. Vamos refletir um pouco nisto que o apóstolo Paulo falou. Ora, a condição pecaminosa do personagem aqui está em um patamar diferente. Vou explicar... Ele cede à atitude contrária a Deus, confessa que praticou e reconhece o erro.
Enquanto esteve na terra, Jesus passou por várias situações, inclusive foi tentado, como nós somos diariamente. Como era homem também, Cristo sabe o quanto uma tentação força a barra e desestrutura a personalidade. Lembram de José? Ele estava cheio da presença do Senhor, mas se não tivesse corrido o pecado iria corroer o seu coração e fazer um grande estrago.
Com Paulo, o pecado foi praticado, mas foi aborrecido, desaprovado por ele mesmo. É uma atitude que demonstra arrependimento, aversão. No versículo 19, o escritor completa o seu pensamento: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço”.
Já imaginou ou já esteve nesta condição? É a mesma coisa de você sair da sua casa certo das ações que pretende executar durante o dia, mas cede aos encantos de tarefas mais fáceis e muda o percurso. E a luta interior por saber que está praticando o que não estava em seus planos? Assim é quando não conseguimos suportar a tentação e abrimos espaço para ela.
Termino aqui com as brilhantes palavras – embora repudiadas – expressadas pelo apóstolo Paulo neste mesmo trecho bíblico. É aqui que ele se despeja ao pés do Mestre por reconhecer a sua condição: “Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim que eu mesmo, com o entendimento, sirvo à lei de Deus, mas, com a carne, à lei do pecado”. (vv. 24,25).

Fique na paz e até a próxima reflexão.

Por Thiago AD Alagoas


O Nascimento De Um Bebê




"Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lucas 2:11).
Você já teve dificuldades em responder ao questionamento de uma criança? Tente somente responder algumas de suas perguntas: "De que o céu é feito? Por que Vovó teve que morrer? De onde Deus veio?" Pode ser realmente um problema. 

A diferença entre sua habilidade mental e a da criança não é tão grande quanto a habilidade mental entre Deus, o Criador, e você, Sua criatura. Que método Ele usou para comunicar com o homem? Enviou um grande cataclismo da natureza para que obedecêssemos atemorizados? Não, Ele enviou um bebê que nasceu em Belém. Claro, bebês nascem todos os dias, mas este era um Bebê muito especial. Ele era Deus feito carne.

Alguns crêem que o Natal é apenas uma oportunidade comercial para lojistas do mundo inteiro. Alguns nem crêem que Jesus nasceu. Alguns preferem crer em outros senhores e seguem, desta forma, os seus caminhos. Eu não sei em que dia Jesus nasceu, mas eu creio perfeitamente que "Ele nasceu!"

Ele nasceu e me deu nova vida. Ele nasceu e tirou de meu coração toda a tristeza de minha juventude. Ele nasceu e me fez deixar os caminhos incertos por onde eu andava. Ele nasceu para ser o meu Deus, o meu Senhor, a minha maior alegria.

Eu estou plenamente convencido de que aquele bebê especial, nascido em uma humilde manjedoura em Belém, foi enviado por Deus para ser o meu Salvador. Eu não podia recebê-lo em minha casa -- eu nem sonhava em nascer naquela época. Mas eu pude, dois mil anos depois, convidá-lo a morar em meu coração. Eu não mereço nada, não sou digno de Sua presença em mim, mas sei que Ele me ama, cuida de mim, supre minhas necessidades, orienta-me em cada decisão, consola-me quando enfrento problemas, ajuda-me a ultrapassar os obstáculos, conduz-me, a todo momento, a grandes e maravilhosas vitórias.

Sou, tenho plena consciência disso, um grande conquistador. Ele me fez assim, e assim eu vivo. Um pequeno bebê... muito especial... único no mundo... Obrigado, querido Jesus, por ter nascido para me fazer feliz!

Feliz Natal para todos!

Por Paulo Roberto Barbosa

Uma Jóia De Real Valor

"... Não tendes vós muito mais valor do que elas?" (Mateus 6:26)
Uma família tinha um belo vaso que era uma relíquia dos antepassados. A pequena filha ouviu de sua mãe: "É nosso tesouro de família". Certo dia, ouviu-se um grande estrondo e a pequena menina começou a lamentar-se. A mãe, correndo, veio a seu encontro e a encontrou caída, chorando, ao lado do vaso quebrado. "Que aconteceu?" perguntou à filha. "Eu quebrei o tesouro de família", ela respondeu, ainda soluçando. Sua mãe a levantou e disse: "Sim, mas você está bem". Quando a menina se tornou adulta ela comentou: "eu descobri, naquele dia, que eu era o verdadeiro tesouro de família."
É incrível como valorizamos as coisas materiais desse mundo, como se fossem tesouros imprescindíveis à nossa felicidade. Cremos que seremos felizes se tivermos muitos desses tesouros e infelizes se nada tivermos. Damos exagerado valor a coisas que não têm valor e não atinamos para o fato de que nós, filhos escolhidos e separados por Deus, somos os verdadeiros tesouros desse mundo. Somos nós que temos valor e não os objetos que possuímos ou não.
Não é o nosso belo carro que herdará os Céus de glória, nem a nossa bela casa próxima ao mar, nem o grande saldo em nossas contas bancárias. Tudo isso é passageiro e ficará aqui neste mundo. O que realmente tem valor é a nossa vida. Foi por nós que Jesus veio a este mundo. Foi por nós que Ele morreu na cruz. Foi para nós que Ele preparou as moradas celestiais. Nós somos o tesouro real e eterno!
Sim, temos muito mais valor que os pássaros de nosso verso inicial. Temos mais valor que as mais caras jóias desse mundo. Temos muito mais valor do que os anseios frustrados que ficaram para trás.
Você é a grande jóia de Deus! Deixe que Ele guarde esse tesouro... para sempre!

Por Paulo Roberto Barbosa

Vivos Ou Petrificados?

"Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina" (2 Timóteo 4:1, 2).
"A lei de qualquer igreja é, e sempre será, evangelizar ou petrificar." (George E. Sweazy) "Evangelismo não faz parte do programa de trabalho da igreja; é o programa de trabalho da igreja." (Brett Blair)
O que nós, igrejas vivas do Senhor, temos feito durante a nossa caminhada com Cristo. Qual tem sido o nosso propósito espiritual? Em que temos empenhado os talentos que recebemos de Deus?
Muitas vezes passamos dias, meses e anos dizendo que somos discípulos de Jesus, mas, nunca falamos de Seu amor, nunca compartilhamos a bênção da salvação, nunca brilhamos como luz do mundo. Quando nos convidam para um retiro na fazenda, aceitamos com muito prazer. Quando nos convidam para um" passeio missionário", somos os primeiros a dizer "sim". Quando nos procuram para um festival de sorvete, uma noite do cachorro-quente, um jantar de namorados... exultamos de gozo e bradamos: "Sim, sim, sim!" E, quando somos convocados para um dia de evangelização nas ruas da cidade, ou na praça central, ou junto à Rodoviária local... estamos cansados, estamos ocupados, está muito calor, está chovendo, temos outros compromissos...!!!
Nossos corações estão petrificados; nossas vidas espirituais estão petrificadas; nossa lâmpada está sem óleo, apagada e petrificada; nossa igreja está petrificada e o Senhor está triste e não pode nos chamar de "servos bons e fiéis".
Eu não quero virar pedra, não quero envergonhar o Senhor a quem amo, não quero fingir que sou filho de Deus. Eu estou vivo, quero vibrar de felicidade proclamando o nome do meu Senhor e Salvador, quero repartir tudo de maravilhoso que tenho recebido de Cristo. E você? Está vivo ou já petrificou?

Por Paulo Roberto Barbosa
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