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Pródigos Filhos




Um dia o filho vai voltar, pois o mundo, o pai sabe, a cara do filho vai quebrar, deixando só uma opção: retornar.

O capítulo 11 de Lucas inspira,
mostra um filho que liberdade respira,
quer sair de casa, conhecer o mundo, senão pira.

Para sua aventura, exige já sua herança,
afinal, pensa, já não é mais criança,
o pai concorda, porém guarda esperança.

Um dia o filho vai voltar,
pois o mundo, o pai sabe, a cara do filho vai quebrar,
deixando só uma opção: retornar.

O filho vai e aproveita o mundo,
se envereda em orgias sem perder um segundo,
até ter de comer aquilo que sempre considerou imundo.

Agora é preciso andar a estrada da humildade,
eeconhecer erros e encarar a verdade,
na casa do pai é que se usufruía liberdade.

Essa também é a nossa história,
em nosso coração cada sentimento incomoda a memória,
pois com nossas desobediências ofendemos o Rei da Glória.

Ao arrependimento não devemos nos opor,
precisamos todos os dias nos render ao Pai, nosso Senhor,
único caminho para voltarmos à casa do primeiro amor.


Guiame

Somos todos filhos pródigos

Quando vemos parentes e amigos abandonarem a fé agimos como o pai.
Daniel Smith, de 23 anos, entrou para a Universidade de Cedarville, uma faculdade cristã dos Estados Unidos, em 2008. Por fora, ele parecia um cristão genuíno – mas, por dentro, era como um filho pródigo. Embora educado na fé, o rapaz tinha dúvidas acerca de algumas doutrinas essenciais, mas sentia medo de perguntar a colegas e professores a respeito de Deus, inferno e outros temas básicos do Cristianismo. "As pessoas provavelmente me viam como o típico bom menino cristão", lembra. "Eu me esforçava para manter essa imagem. No íntimo, contudo, minha fé estava completamente morta."

Um de seus colegas, Steven, que acabou se tornando seu companheiro de quarto, demonstrava carisma e espiritualidade contagiantes. "Nós tínhamos muitas afinidades e ficamos muito unidos", conta Smith. "O mundo era nosso e nos tornamos como irmãos". Mas a mãe de Steven foi diagnosticada com um câncer agressivo. 

A evolução da doença foi rápida e fulminante. Steven, então, começou a se sentir frustrado com a forma banal com que os cristãos respondiam ao sofrimento de sua mãe – e ficou furioso com Deus. Quando ela morreu, o rapaz aderiu à meditação e ao misticismo oriental em busca de consolo. Quando o último ano de faculdade chegou, ele já havia assumido a homossexualidade e abandonado a fé. Aquilo fez Smith refletir bastante sobre a própria vida.

Alise Wright é uma dona de casa com vida bem diferente dos dois universitários. Casada com Jason, ele levava uma vida cristã dentro do convencional, com frequência regular à igreja e a prática de algumas disciplinas espirituais, como oração e leitura bíblica, com os quatro filhos. Um belo dia, o marido, cristão confesso, voltou de uma consulta com o terapeuta dizendo que não acreditava mais em Deus. Ela não conseguiu compreender. 

"Meu marido cresceu em um lar evangélico. Quando começamos a namorar, ele estudava teologia e liderava o louvor na igreja. Eu não tinha dúvidas de que sua fé era verdadeira – maior que a minha, até", reconhece.

Agora, depois de 12 anos de casamento, eis Jason se declarando ateu. "Eu estava apavorada", diz Alise. Ninguém tocou no assunto por duas semanas, e ela só chorava – entre outras coisas, porque não sabia se Jason queria continuar casado com uma crente. Eles continuaram juntos, e depois de um tempo anunciaram a mudança radical aos filhos, às duas famílias e à igreja. Agora, quatro anos mais tarde, segundo Alise Wright, seu marido continua sendo seu "amigo mais próximo". Mas a situação é complicada.

DIFICULDADE DE CRER

Em algum momento de suas vidas, um em cada três americanos deixará o Cristianismo, de acordo com um estudo feito em 2011 no Journal of religion and society. Chamados de "desconvertidos" ou "ex-cristãos", eles são o alvo de uma nova preocupação entre as denominações evangélicas que estão vendo seus números diminuírem. Pesquisadores e blogueiros procuram razões para essa redução da fé individual de pessoas até então dedicadas ao Evangelho. 

Uma delas é a dificuldade intelectual de crer, principalmente entre aqueles com maior preparo acadêmico. O comportamento equivocado de pastores que dão mau testemunho na área sexual ou financeira, ou agem de maneira autoritária e intolerante, também, assim como o sofrimento sem explicações plausíveis. Mas o fenômeno dos desconvertidos não é novo. Ele já é visto, pelo menos, na parábola do Filho Pródigo, contada por Jesus e registrada em Lucas 15.11-32.

Mas, e quanto às pessoas deixadas para trás pelos filhos pródigos, como o pai da narrativa bíblica? E aqueles que amam os desconvertidos? Os que ficaram responsáveis por manter famílias e comunidades? Existem poucos recursos teológicos e práticos para os dois em cada três cristãos que permanecem com o Pai enquanto observam o "irmão mais novo" partir. 

A parábola é centrada no relacionamento entre um pai e seus dois filhos – porém, a essência da história permanece a mesma, seja aquele que se afasta um filho, um irmão, o cônjuge, o pai ou um amigo chegado. É que a história do Filho Pródigo, assim como a do Natal ou da Páscoa, engloba todo o Evangelho.

O pai, ansioso para se reconciliar com o filho, representa Deus, o Pai, ou Jesus, que está contando a história. O ressentido filho mais velho representa os fariseus, que faziam parte dos ouvintes originais de Jesus. A parábola deixa clara para nós, crentes e salvos pela graça, que atitude devemos ter; contudo, é provável que, ao sermos confrontados por um filho pródigo de carne e osso, não tenhamos a atitude do pai e nem a do filho mais velho; normalmente, agimos como ambos.

Para a maioria de nós, é fácil ser influenciado pelo cálculo rigoroso do filho mais velho. Um dos motivos de sua indignação foi justamente a questão financeira. Assim como na parábola dos trabalhadores (Mateus 20.1-16), é muito desagradável que aqueles que chegam tarde recebam o mesmo que aqueles que sempre foram fiéis.

Sim, nós queremos a graça, mas no fundo de nossos corações, se formos honestos, teremos de admitir que o que queremos, mesmo é graça com justiça. Isso estava na base do temor de Alise Wright com sua situação – ela receava que os irmãos da igreja a culpariam pelo fato de seu marido ter abandonado a fé, como se ela não tivesse feito o bastante. "Quando as pessoas tentam consertar as coisas, tenho uma sensação de insegurança. Isso dói", desabafa Alise. "O grande médico é Jesus. Ele pode fazer por nossos filhos pródigos o que não conseguimos."

SOBRECARGA DE CULPA

Acreditar que nós, cristãos fiéis, podemos consertar nossos filhos pródigos acrescenta uma sobrecarga de culpa às nossas vidas, como aconteceu com a professora aposentada Izolda Sant'anna, crente assembleiana de Duque de Caxias (RJ) durante anos. Ao se recordar das brigas que tinha com Marcella, a filha então adolescente, por causa das roupas apertadas e das festas que frequentava, ela agora percebe que os atritos eram por motivos que iam muito além disso.

"Na verdade, o que estava em jogo mesmo era a minha pretensa capacidade de controlá-la e fazer com que ela vivesse do meu jeito, embora fosse uma pessoa diferente de mim", reconhece. "Era como se através daquelas brigas, eu estivesse atacando a personalidade dela", diz. O aconselhamento e a ajuda das amigas de fé ajudaram Izolda a desistir do papel do filho mais velho; ela não podia assumir responsabilidades que são apenas do Pai; e um pai, embora tente ser "perfeito", não garante a fé de um filho. Afinal, o Pai de Adão e Eva era perfeito e, mesmo assim, eles se rebelaram contra ele.

"Essa provação esclareceu muitas coisas em minha vida", diz a aposentada. Tempos depois, Marcella, já na idade adulta, voltou ao Evangelho e hoje é uma crente fiel, que cria a própria filha da mesma maneira como foi educada. "Só aprendi que não há caminho bom fora de Jesus depois de muito sofrimento", testemunha. Mas a igreja nem sempre sabe como ministrar aos filhos pródigos ou àqueles que os amam. Alise Wright diz que uma das maiores dificuldades de estar casada com uma pessoa nessas condições foi a forma como isso afetou o seu relacionamento com outros cristãos. "Eu o protejo muito, e, como resultado, às vezes mantenho à distância pessoas que considero como uma ameaça a ele". 

Esse tipo de misericórdia, misturada com certa dose de controle, surge, em parte, do legado dos evangélicos. Muitas vezes, não sabemos como reconciliar nossa tradição cristã com a verdade universal de que o Evangelho, nas palavras do próprio Cristo, é para os doentes, os perdidos – e agimos como se a Igreja fosse para os puros. Mas as mesmas passagens de Paulo que usamos corretamente para nos posicionar de maneira firme contra o pecado oferecem a evidência de que pecados têm ocorrido na Igreja desde o começo. Então, por que deveríamos esperar que a Igreja moderna fosse diferente daquela que existiu no primeiro século?

Ao invés de nos vermos como o pai e, ao fazê-lo, continuarmos desempenhando o papel do filho mais velho – afinal, o que ficou em casa estava essencialmente usurpando a autoridade do pai ao repreender o irmão –, nós deveríamos nos considerar como sendo iguais ao filho pródigo: iguais na necessidade de graça e iguais como receptores de tal graça. 

Nós nos consideramos como aqueles que estendem a graça aos filhos pródigos, mas estamos simplesmente compartilhando a graça que recebemos e continuamos a receber. Precisamos, assim, parar de alimentar essa obsessão cristã de consertar todo mundo. Não há magnanimidade em expandir a graça, simplesmente porque todos nós precisamos dela.

AMOR RADICAL

Foi isso que aconteceu com Daniel Smith. Em meio às dúvidas de seu colega de quarto, Steven, ele sentiu-se atraído a Deus. "O pico dos questionamentos de Steven foi provavelmente meu período mais potente de crescimento espiritual", conta. A agonizante luta de Steven em busca de respostas parecia libertar Smith para buscar as respostas para si mesmo. 

Apesar de terem continuado a ser colegas de quarto, os dois rapazes começaram a se falar cada vez menos. Depois da formatura, no ano passado, cada um seguiu o seu caminho. Smith agora está firme em sua fé e espera, um dia, ensinar teologia.

Seja na igreja ou fora dela, vagando pelos montes ou trabalhando nos campos do Senhor, todos precisamos do amor radical do Pai da mesma maneira – o filho mais velho não precisa menos disso do que o filho pródigo. Assim, no âmago da própria noção de prodigalidade, encontra-se um intrigante paradoxo. 

A palavra pródigo, que significa "abundante", carrega tanto o sentido negativo de desperdício, significado aplicado ao filho mais novo, quanto a noção de extravagante, exuberante ou esbanjador – e, dessa maneira, aplica-se igualmente ao filho mais novo e ao pai nas polaridades correspondentes.

O amor do pai é mais prodigioso do que os caprichos do filho. O amor que o pai mostra ao filho pródigo – tanto quando ele vai embora quanto em seu retorno – nada mais é do que extravagante. É um amor cego aos erros do passado e às consequências do presente; um amor que oferece ao amado a liberdade para desperdiçá-lo sem perturbá-lo ou tentar forçar uma atitude sábia de sua parte. É um amor que espera pacientemente, em oração e até mesmo em sofrimento. 

Muitos teólogos concordam que, ao solicitar sua herança, o que o filho pródigo estava pedindo mesmo era a morte do pai. Considerando a morte necessária para a salvação de todos nós, as nossas orações pelos filhos pródigos não exigem menos do que isso. Somos filhos pródigos – sim, todos nós.

Cristianismo de hoje

Ninguém está tão longe que não possa voltar



Então dali buscarás ao Senhor teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma. Deuteronômio 4:29

Este capítulo 4 de Deuteronômio mostra Moisés exortando o povo de Israel, sobre, uma possível apostasia, idolatria e esquecimento do que Deus havia libertado eles. Interessante que todos os pontos exortados por Moisés foram mais à frente desobedecidos e quebrados por ISRAEL.

O primeiro verso deste capítulo 4 de Deuteronômio, já faz uma condicional para ISRAEL, eles deveriam obedecer a Deus e guardar sua palavra para que pudesse possuir a terra prometida. Caso contrário, continuariam vagando e sofrendo antes da promessa ser cumprida.

O que mais me chamou a atenção é que nesta exortação feita por Moisés, mesmo que acontecesse quebra de algum ponto dessa exortação, Deus, por sua infinita misericórdia, ouviria a eles, perdoaria, contanto que eles “clamassem de todo coração”.

Veja: “Então dali” buscarás ao Senhor teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma.

Perguntamos: Dali onde? De onde eles estivessem [desviados] poderiam clamar ao seu Deus e prontamente seriam atendidos. Glórias a Deus por sua misericórdia sobre nossas vidas.

Basta clamar de todo coração e alma

Claro e evidente que não podemos usar isso como desculpa para desviarmos dos caminhos do senhor e pecar premeditadamente, mas caso aconteça, Ele é misericordioso para nos perdoar de todo pecado e injustiça. 1 João 2:1

Assim como Israel, muitos crentes também passam por momentos frios, momentos distantes do Senhor. Eu diria “momentos de filho pródigo”, por estarem em terra estranha, com práticas estranhas, vivendo em desobediência longe do padrão que Deus deixou para as suas vidas.

Mas “dali” mesmo, de onde eles estão, podem clamar de todo coração e serão ouvidos, serão perdoados, serão recebidos, serão aceitos, pois Deus é misericordioso para ligá-los novamente.

O inimigo não quer que a ovelha afastada volte ao aprisco
O inimigo de nossas almas quer colocar na mentes desses desviados que eles jamais terão perdão. O diabo quer inculcar na mente de todos que Deus não terá misericórdia dos filhos pródigos. O diabo quer que eles continuem comendo lavagem dos porcos. Lucas 15:11-32. Essa é a real intenção do diabo “que esses filhos pródigos” continuem distante de seu Pai, que esses se atolem cada vez mais no lamaçal do pecado.

Diante dessa situação ele [diabo] o acusará de dia e de noite. Mas é preciso coragem, é preciso levantar-se dessa situação e voltar correndo para o Pai, reconhecendo seu estado e pedir perdão.

“Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros. Lucas 15:18-19”

Outro dia conversei com uma jovem que se encontrava desviada, e ela me falava exatamente isso: “O que fiz foi grave, Deus não vai me perdoar. Como voltar para casa do Pai, se eu sei que estou em pecado, sou indigna”, completou. Veja, o inimigo prende, escraviza e ainda acusa diariamente aqueles que se distanciam de Deus.

O Perdão e o abraço do Pai

Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés; E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos; Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se. Lucas 15:22-24

“Então dali” buscarás ao Senhor teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma. Deuteronômio 4:29

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra.” II Crônicas 7:14

Não sei qual sua real situação espiritual, não sei se estás afastado dos caminhos do Senhor, talvez o diabo tem te acusado diariamente dizendo que não há jeito para você. Mas Deus, por sua infinita misericórdia e palavra, hoje diz pra você: “Daí mesmo onde você se encontra, busque-me, clama-me de todo seu coração, de toda sua alma e me encontrarás”

Verás que Ele nunca se afastou de ti, sentirás seu abraço, receberás uma nova veste e terá o perdão dos pecados.

Deus por Cristo Jesus continue a nos abençoar ricamente


Pb. Josiel Dias

Ainda é possível sair do chiqueiro e retornar à casa do Pai!

Lucas 15.11-24.

Saímos do pó, da terra e do chão, mas Deus através do Evangelho de Cristo Jesus nos propõe a glória das mansões celestiais. Infelizmente, alguns de nós perdemos essa revelação perfeita exatamente porque nossa visão e posição de vida estão de volta ao chão, fazendo nos sentir pó, tentando materializar nossas esperanças no que é simplesmente da terra. 

Antes, nosso coração pulsava pela presença de Deus, havia uma vontade em nosso ser por buscá-lo, de estar na presença Dele, a fim de reverenciá-lo. Hoje, o quadro é outro; como se uma imanência terrena ultrapassasse todo o sentido do Soberano Deus transcendente, que mesmo sendo o Rei da Glória se importa conosco. 

Como foi bom nos sentirmos esclarecidos, superiores e trafegando sobre as vias do sucesso que este século prega. As vozes acadêmicas nos abriram os olhos (como a proposta da serpente no Éden, para sermos donos de nosso destino) e a essa altura, restam poucas coisas absolutas pra nós, relativizamos tudo – até Deus.

As ruínas espirituais, morais e existenciais, começam quando deixamos de olhar para Deus e quando perdemos a comunhão com Ele. Dispensamos a sabedoria do Pai Onisciente para confiar em nossos conhecimentos e capacitações (como somos tolos). 

Erramos o endereço da Nova Jerusalém quando abandonamos o mapa de Sua palavra. Relegamos a posição de filhos quando exigimos pela prematura partilha do que achamos que é nosso, por simples ignorância e tenra vivência. O erro maior foi quando concluímos que a liberdade para ganhar o mundo, seria mais promissora que nossa obediência à Sua voz terna e segura. 

Como o filho pródigo, às vezes não percebemos a grandeza do Pai, sua generosidade e amor por nós. Ignoramos que a nossa posição junto à mesa farta e familiar é incomparavelmente melhor que a realidade ignorada de um futuro infeliz na companhia de porcos e seus cochos, numa desesperada tentativa de comer suas bolotas azedas e impróprias à nossa alimentação e sobrevivência.

Algumas pessoas estão numa semelhante situação desesperadora, se sentido literalmente no chão. E o pior; essa posição não é sinal de humilhação; são decepções e frustrações puras – se pudéssemos assimilar as experiências degustáveis (do pródigo com a nossa, às vezes), estes sentimentos comporiam o nauseante sabor daquelas bolotas. 

A situação parece a cada dia piorar, e não é o peso das mãos do Pai Eterno; são as conseqüências de nossas escolhas – a colheita do que plantamos. Não estamos apenas olhando para o chão, estamos com o rosto na lama. Não é como estar cabisbaixo (desanimado), é chegar ao ponto culminante da derrota; é não ter mais esperanças. 

Que contraste, há tempos passados, encontrávamos na bênção e não sabíamos; agora, estamos quase a chafurdar sobre o resultado de nossa desobediência e altivez. A dramática melancolia e a conjunção metafórica impregnada neste texto estão longe de ser uma abordagem poética – será literal para muitos – mas há esperança.

A reflexão de quem você é realmente sob a ótica de Deus, junto da decisão de mudar essa realidade momentânea são peças que se complementam em outra ação importante: atitude. Não existem fórmulas mágicas para viver a vontade de Deus, existe um caminho que é Cristo; o alimento para a caminhada que é a Palavra de Deus e coexistem consolo e esperança para a jornada de retorno: o amor do Pai e suas promessas. 

Há sem dúvida bênçãos para sua vida, reservadas para todas as vezes que você toma uma decisão de fazer o que é certo, conforme a vontade de Deus; há graças do Espírito Santo para todas as atitudes que você desenvolve para se aproximar do Pai, que está de braços abertos a te esperar. 

O milagre da transformação de sua vida só depende de você e Deus, e ocorrerá quando você cair em si; quando romper com os encantos e afagos deste cosmos usurpador, quando não se conformar em viver abastado das riquezas deste mundo e em misérias existenciais. Deus tem coisas melhores pra você: levante-se, saia do chiqueiro e retorne para a casa paternal; pois lá ainda na chegada, os braços abertos do Pai lhe dispensarão perdão e acolhimento – Ele fará uma festa por e com você!

Gospel Prime

Perdido dentro da igreja...

A conhecida parábola do "filho pródigo" revela que o filho mais velho, representado pelos escribas e fariseus, mesmo proclamando sua auto-justiça e fazendo propaganda de sua irretocável obediência a Deus, fica do lado de fora da festa promovida pelo pai.

Já o pródigo representado por publicanos e pecadores, que viveu dissolutamente, mas arrependido voltou para a casa do pai, recebeu o abraço do perdão e o beijo da reconciliação.


A justiça própria e a síndrome de perfeição podem revelar que ainda hoje há perdidos dentro da igreja.


Gente que nunca gastou seus bens e sua vida na dissolução, mas também gente que nunca se reconheceu pecador e carente da graça de Deus. Essa parábola é um alerta para nossa geração!


Por Hernandes Dias Lopes
Guiame

"O bom filho ao Pai torna. A casa é só um detalhe"

"Será que um dia vamos entender que Jesus é melhor do que as coisas que podemos ter materialmente?"

Essa é a indagação que faz José Bruno, músico e pastor, em uma reflexão publicada em seu twitter.

Em uma sequência de postagens, Zé Bruno lembra aos internautas que voltar para o Pai é mais importante que apenas voltar para casa, baseado na parábola do filho pródigo.

Confira o que ele escreveu:

"Quando o filho pródigo voltou pra casa pode receber de volta o que sempre teve de melhor, o seu pai.

Acho que erramos quando achamos que o filho pródigo foi abençoado por receber uma roupa, uma sandália, um anel e uma festa.

Muitos dizem "Volte pra Jesus pra receber de volta o que você perdeu". Achamos que a bênção da reconciliação é apenas material.

Ensinamos as pessoas a não se afastarem de Cristo pra não perderem seus bens e riquezas, como o filho pródigo perdeu.

Será que um dia vamos entender que Jesus é melhor do que as coisas que podemos ter materialmente?

Deveríamos ensinar às pessoas a permanecerem em Cristo pra não perderem a Cristo.

O filho pródigo quis trabalhar pra recompensar o prejuízo que deu ao pai e merecer seu perdão.O pai não queria dinheiro de volta, mas o filho.

Se você vai à Jesus esperando pelos bens que ele pode dar, você acaba de perder o melhor que Deus tem.

O bom filho à casa torna? Acho que o bom filho ao pai torna. A casa é só um detalhe.

Alguém pode se aproximar de Deus por uma necessidade, mas quando o encontra precisa perceber que a maior necessidade era não tê-lo."
 
Por José Bruno
Guiame

Portas abertas

Foi em Glasgow, na Escócia, que esta
história se   passou.
Uma adolescente fugiu de casa para viver "sua"   liberdade, mas logo caiu na realidade da vida. Sem dinheiro para se manter e   sem coragem de voltar para casa, acabou por entrar no mundo da prostituição.  

Os anos se passaram, mas, apesar da saudade dos   pais, ela nunca mais tentou qualquer contato com eles.
Seus pais sempre a procuraram, em vão, porém, desde   a morte do seu pai (que ela nem ficou sabendo), sua mãe intensificou as   buscas, deixando um cartaz de "Procura-se" em qualquer lugar onde lhe   permitissem.

Neste cartaz a mãe havia colocado sua própria foto,   escrito embaixo: "Eu ainda amo você. Volte para   casa".

Os meses se passaram sem qualquer notícia, até que um   dia, numa fila de sopa para pessoas carentes, a moça viu a foto da sua mãe,   que apesar de ter  envelhecido bastante, ainda conservava o mesmo olhar   que ela guardava em suas lembranças.

Não pode conter a emoção e, naquele dia mesmo,   voltou para casa. Era tarde da noite quando chegou. Tímida, ela se aproximou   da porta. Ia bater, mas ela se abriu sozinha.

Entrou assustada, apavorada com a idéia de que algum   ladrão tivesse invadido a casa e "sabe lá Deus o quê" poderia ter   feito.
Correu para o quarto e viu sua mãe dormindo.   Acordou-a. Ambas choraram muito. Abraçaram-se.    Reconciliaram-se.

Lembrando-se da porta aberta, a moça   disse:
- Puxa, mãe, levei um susto tão grande quando   cheguei.
- Por que, minha filha?
- É que a porta da frente   estava aberta e eu pensei que algum ladrão tivesse invadido a casa. Você   precisa tomar mais cuidado, mãe. Não pode mais esquecer a porta   aberta.
- Não meu amor, você não está entendendo. Eu não esqueci a   porta aberta. Desde o dia em que você foi embora, esta porta nunca mais foi   fechada.

E, [o filho pródigo] levantando-se, voltou para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. Lucas 15.20

Do livro "Histórias para Aquecer o Coração das Mães",   de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jennifer Read Hawthorne e Marci Shimoff.   Editora Sextante.

Onde Estou?

– Fique calma. Não se preocupe ainda – Tatiana disse para si mesma enquanto caminhava. Depois de meia hora na montanha, tinha certeza de que estava perdida.

– Por que eu vim sozinha? – Ela queria ter um tempo para pensar, longe do barulho e das pessoas da cabana. Continuou olhando por sinalizadores e tentando ouvir sons familiares. Depois de caminhar por quase uma hora, sentou-se num tronco e começou a chorar.
– Senhor ajude-me a sair dessa – ela orou. Ao longe, ouviu risadas e um pessoal conversando. Ela não estava completamente sozinha!
Seguiu os sons até encontrar um outro grupo de acampantes e o caminho para casa.
– Na próxima vez que eu for dar uma caminhada – contou aos seus amigos mais tarde – levarei um guia ou um mapa, ou ambos!
As Escrituras descrevem quão perdidos nos sentimos quando não seguimos a Deus. Leia como é a vida sem Deus em Isaías 63.16 e 64.8.
De que maneira estar perdido fisicamente é parecido com afastar-se de Deus, como os israelitas fizeram nesse texto?
Quando foi que você se afastou de Deus como fizeram os israelitas?
QUE TAL...
Criar um calendário da sua vida, até aqui, que realce épocas em que você seguia a Deus e épocas em que se sentiu perdido? Peça que deus o ajude a segui-Lo mais de perto.

Preparar um estojo de sobrevivência para ser usado enquanto você segue a Deus? Inclua uma lista de pessoas a quem você poderia ligar quando você está com problemas, uma Bíblia, um hinário, um diário e uma caneta.


PARA INFORMAÇÕES ADICIONAIS, VEJA...
– Salmo 25
– Jeremias 18.1-10
– João 14.1-14

Via- Em jesus.com

Síndrome do Irmão do Pródigo

Nós tínhamos que celebrar a volta deste seu irmão e alegrar-nos, porque ele estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado. Lucas 15:32
O post-scriptum (P.S.) que às vezes colocamos no fim de uma mensagem indica que estamos colocando alguma informação adicional. Tem efeito ampliador. A parábola do filho pródigo poderia ter terminado com a festa. Mas Jesus deixou para o grupo que O escutava um post-scriptum sobre o irmão mais velho do pródigo.
Afinal, não sejamos tão duros com o filho mais velho. Ele sempre chegava em casa no horário e nunca trouxe problemas para o bom nome da família. Mas um dia, vindo do campo (parece que era viciado em trabalho), ouviu música e sons de festa. Quis saber o que estava acontecendo. Um dos empregados lhe contou: “Seu irmão voltou, seu pai está dando uma festa e matou aquele novilho gordo.”
“Não acredito! Logo o novilho que eu tinha reservado para um almoço com minha equipe de trabalho!” Emoção à flor da pele, ele logo começou a despejar: “Mas que tipo de música estão tocando? Olha só a frivolidade! Será que alguém não vai tomar providências?” Ressentido e com raiva, não entrou. Quando o pai foi convidá-lo, nem o chamou de “pai”. Foi logo disparando: “Olha, eu trabalhei, eu nunca desobedeci, o senhor nunca me deu...”
Ele queria um relacionamento não baseado no amor, mas no trabalho. Mostrou que não perdoava o irmão pelo dinheiro que ele havia esbanjado, nem desculpava o pai pela graça que estava demonstrando para com o pródigo.
Criticamos o filho mais velho, mas quantos de nós temos traços de legalismo, fiapos de justiça própria e vestígios de orgulho pelos projetos que patrocinamos e por aquilo que fazemos. O irmão mais velho do pródigo é uma das melhores demonstrações daqueles que não dão lugar à graça de Deus em sua vida. A resposta do pai para ele foi: “Filho, eu valorizo mais nosso relacionamento do que o seu trabalho. Você tem acesso a todos os meus recursos. O que é meu é seu. Mas seu irmão está voltando, e não tem nada, senão a nós, sua família! Não é razão para celebrar? Sou eu que estou dando a festa. Venha! Você e eu temos que celebrar. Não é a festa do seu irmão, é a minha festa.”
E como termina a parábola? Suspense. Teria ele entrado ou não para a festa?
Deus hoje está pedindo que entremos e celebremos em família, para nos unir e nos regozijar com aqueles que estavam perdidos e foram achados.

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