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Cantora diz que tatuagem de Jesus ajudou a superar depressão: “Queria olhar para Ele”


A cantora americana Monica Brown diz que a tatuagem fortaleceu sua fé durante a depressão. (Foto: Reprodução/Instagram)


Embora a tatuagem seja um tema polêmico entre os cristãos, a cantora americana Monica Brown conta que a figura de Jesus em seu braço fortaleceu sua fé durante a depressão.

Embora a tatuagem seja um tema polêmico entre os cristãos, a cantora americana Monica Brown conta que a figura de Jesus tatuada em seu braço fortaleceu sua fé durante o período de depressão.

A mãe da cantora de 36 anos foi uma das pessoas que, na época, se opôs à tatuagem. "Minha mãe disse: 'Você conhece a Jesus, você não precisa olhar para Ele todos os dias', ela revelou no talk show americano The Real.

"Mas eu queria olhar para Ele todos os dias, porque houve um tempo em que eu acordava e eu nem sequer sabia porque meus olhos estavam abrindo. Eu apenas pensava: 'me deixe voltar a dormir, sentir a dor e ir embora'", ela lembrou.

Durante o período de depressão, Monica disse que sua tatuagem a lembrava de sua fé cristã. "Eu gostava de olhar para os meus braços, mesmo quando eu tomava banho e gostava de ter esta força que eu não podia explicar para outras pessoas", disse ela. "Eu vestia minha tatuagem com orgulho naquele momento".

Além da cantora, a apresentadora do programa, Loni Love, citou Levítico 19:28 como uma das razões pela qual muitos cristãos se opõem as tatuagens. "Não façam cortes em seus corpos por causa dos mortos, nem tatuagem em si mesmos", diz o trecho bíblico.

Loni defendeu a decisão de Monica diante do que dizem as Escrituras. "Muitas pessoas religiosas olham Levítico e ficam dividas porque… com base nos meus estudos da Bíblia, a interpretação real dessa frase fala sobre os rituais dos mortos. Então, isso era isso o que significava", disse ela. "Os tempos mudam. Assim como os tempos mudam, as pessoas e as coisas que acontecem realmente mudam".

"Portanto, antes de julgar alguém por causa de algo que tenha em seu corpo, você deve perguntar o que isso significa para ele", disse Loni. "Talvez você possa compreendê-lo um pouco mais".

Monica não é a única artista cristã que representa com orgulho sua fé através de uma tatuagem. A cantora americana Sadie Robertson, de 19 anos, revelou nas mídias sociais o significado da tatuagem em seu braço com as palavras "sem medo".

"Eu entendo perfeitamente que as tatuagens não são para todos", disse Sadie antes de explicar que ela fez sua tatuagem após um período de batalha contra a ansiedade. "Eu não fiz para ser ‘bacana’. Eu fiz para poder sempre lembrar que eu posso viver sem medo, em nome de Jesus".




Guiame

É lícito o Cristão Convertido fazer tatuagens?

"Tatuagens" Pode ou não pode? É pecado ou não?
Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.
I Co. 6:12


Eu não postarei apenas meus pensamentos ou minhas palavras, ou o que eu penso sobre este assunto de tatuagem. O certo é que tem muitas pessoas, principalmente os jovens, que são atraídos pela moda e pela mídia e assim são incentivados a fazerem tais marcas em seus corpos. 

Já vemos até algumas igrejas que permitem o uso de tatuagens entre os seus membros. Não quero aqui impor nenhuma regra de prática, mas gostaria apenas de esclarecer a você, jovem cristão, que está pensando fazer uma pequena tatuagem. 

Primeiramente, nada que marque o meu corpo ou o que marque o seu corpo pode ser usado como estratégia para evangelismo. Muitas pessoas usam este pretexto para usarem da liberdade que temos para libertinagem. 

Dizem até que o Apóstolo Paulo se fez de tudo para ganhar alguns para Cristo. Mas no contexto vemos que momento algum, Paulo fez o que o mundo e os ímpios faziam com esta “desculpa”. Vejamos:

Pois, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos para ganhar o maior número possível: 

Fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse eu debaixo da lei (embora debaixo da lei não esteja), para ganhar os que estão debaixo da lei; para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. 

Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. I Co 9:19-22

Tem muita gente usando este texto, para brincar de carnaval, beber cerveja ou bebida alcoólica, contar piadas indecentes, fazer tatuagem com versículos bíblicos dizendo ser uma estratégia de evangelismo. 

Paulo fazia de tudo para evangelizar e ganhar almas para o reino, mas não vemos Paulo participando dos manjares mundanos nem desonrando seu corpo com este pretexto.

Nós somos diferentes e temos isso como marca, pois carregamos o Espírito Santo em nós e temos a maior marca que é a marca de Cristo gravada em nossos corações.

Escuto de jovens, muitas vezes no pátio de nossa igreja, algumas perguntas como:

É lícito ou não o Cristão Convertido fazer marcas em seu corpo, ou as “chamadas tatuagens”? 

Gostaria apenas de postar textos extraídos das escrituras sagradas que por si só, fazem todo um contexto do que o cristão deve ou não fazer. Use seu raciocínio e deixe o Espírito Santo te falar, se é lícito ou não fazer [Tatuagens].

O cristão é diferente. Sal para temperar o que não tem gosto. Luz para alumiar a escuridão deste mundo tenebroso e água ou rios que jorrem para saciar a sede dos sedentos. Isto realmente faz toda diferença entre nós e o mundo.

Sem demora segue abaixo os textos acompanhe e tire suas conclusões.

1Pe 2:9-10 Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós que outrora nem éreis povo, e agora sois de Deus; vós que não tínheis alcançado misericórdia, e agora a tendes alcançado. 

Os Nossos Corpos São Membros do Corpo de Cristo. 1 Co 6:15,18,19 

Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei pois os membros de Cristo, e os farei membros de uma meretriz? De modo nenhum. 

1Co 6:19 Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?

1Co 6:20 Porque fostes comprados por preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo. 

Romanos 12:1-2 Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. 

Romanos 6:12 6 Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências; 

Provérbios 11:17 O homem bondoso faz bem à sua, própria alma; mas o cruel faz mal a si mesmo. 

I Tessalonicenses 5:23 E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 

Gálatas 6:17 Daqui em diante ninguém me moleste; porque eu trago no meu corpo as marcas de Jesus. 

Lv 19:28 Não fareis lacerações na vossa carne pelos mortos; nem no vosso corpo imprimireis qualquer marca. Eu sou o Senhor. 

Outra Versão (Almeida Corrigida)
Lv 19:28 Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o Senhor. Eu sou o Senhor. 

Deus o abençoe Ricamente.

Por Josiel Dias

Seita obriga pais a tatuarem crianças com o 666

Denúncia foi feita por ativista Cristã
O programa Reporte Semanal, do canal Latina, divulgou a denúncia de que a seita chamada King of Salem têm obrigado os pais a tatuarem seus filhos com a marca da besta – 666. A denúncia foi feita por uma ONG do Peru, liderada por uma ativista Cristã, que está se esforçando para que as autoridades intervenham.

King of Salem é o novo nome da conhecida seita “Crescendo em graça”, que foi criada por um líder religioso – já morto – que se auto-intitulava Jesus.

Veronica Pachas, enfermeira e diretora da ONG, há sete anos luta contra a seita para que as práticas deixem de ser feitas com crianças. Outro objetivo é forçar a religião a sair do país, segundo declarações dela ao programa de TV.

A seita prega que o número 666, atribuído por muitos à besta do Apocalipse, seria na verdade um símbolo de prosperidade e as tatuagens expressariam sua devoção ao “papito”, termo usado para se referir a Miranda, o fundador da crença.

Entre os fiéis, há que opte por tatuar a sigla SSS (Salvo, Sempre Salvo), que seria uma saudação a Miranda, encarado por seus seguidores como uma divindade. Atualmente, a seita é dirigida pela viúva do autointitulado “Jesus Cristo Homem”, que agora se define como o “arcanjo Miguel”.

GpsGospel

Tatuagem não serve para cristãos, por ser uma 'prática pagã', questiona apresentador

Telespectador pergunta ao apresentador Pat Robertson se um fiel pode tatuar um símbolo cristão
Ao relatar sua opinião sobre tatuagens, o evangelista e apresentador Pat Robertson relatou recentemente que os cristãos não devem aderir à prática de gravar desenhos na pele por se tratar de uma "prática pagã", conforme relatado em seu programa The 700 Club, no canal americano Christian Broadcasting Network.

O assunto veio à tona a partir do momento em que um telespectador perguntou se seria aceitável fazer uma tatuagem, mas que tivesse um tema cristão, pois seu amigo "estava pensando em fazer uma tatuagem de Jesus" nas costas, e Robertson afirmou que não estaria tudo bem.

Embora, cada vez mais, alguns círculos cristãos aceitem que fiéis expressem suas convicções religiosas com tatuagens, o apresentador diz que o tema não faz diferença. "Você olha para a Bíblia, e está escrito para o povo não marcar o corpo e se cortar como pagãos fizeram. Tatuagem é uma prática pagã, e não cristã", resume.

Uma das passagens bíblicas, que fala a respeito de gravar sinais na pele, está em Levítico 19:28, que relata: "Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o Senhor".

Por sua vez, o pastor Steve Bentley, que montou um estúdio de tatuagens em sua igreja não-denominacional The Bridge, em Michigan Flint (EUA), consta que a prática é mal compreendida, além de questionar que a igreja só tem o papel de abrigar os cristãos, tendo cada um o direito de exercer sua fé. "A igreja somos nós", diz ele.

Já a Igreja Ecclesia, da cidade de Houston (EUA), se dedica a fazer tatuagens que retratam a crucificação e morte de Jesus Cristo como forma de observar o tempo da Quaresma. Segundo Chris Seay, pastor da congregação, esta é uma forma de arte feita para contar a história de Jesus, revelando que a ideia é fazer reproduções diferentes, com a possibilidade de trabalharem também com crochê.

Defensores de tatuagens têm combatido a proibição levítica sob o argumento de má interpretação das escrituras. "O problema não era com tatuagens, mas com o fato de que fazer uma tatuagem ou cortar o cabelo ou barba era um símbolo que na época era identicada com a adoração de deuses pagãos", afirmou Seay sobre a passagem em Levítico.

Christian Post

Evangélico, Neymar tatua “fé” antes de jogar a Copa

Jogador já possui outras tatuagens com motivação religiosa
Entre as muitas novidades mostrada pelos jogadores da Seleção para o período de concentração na Granja Comary está a nova tatuagem de Neymar Jr. O camisa 10 compartilhou no Instagram alguns dias atrás o trabalho do tatuador Rodrigo Morbeck. Trata-se da palavra “Fé”, escrita no braço esquerdo, próxima ao punho.

Essa não é a primeira tatuagem com motivação religiosa do craque. Em janeiro de 2013 tatuou uma cruz na parte de trás do braço, que traz ainda a menção do texto bíblico de 1 Coríntios, capítulo 1, versículos 24 a 27. Em maio passado, optou em escrever a palavra ‘blessed’ (abençoado, em inglês) na nuca. Poucos meses depois apareceu na mídia com a frase ‘Deus é Fiel’ tatuada no pulso.

Nascido em família evangélica, Neymar muitas vezes faz menção de sua fé. Já comemorou título com faixa dizendo “100% Jesus”, pediu música gospel no Fantástico após goleada, participou de clipes do grupo Ao Cubo.

Mas fora de campo, o astro milionário tem um estilo de vida que não condiz muito com o que deve ter aprendido na Igreja Batista Peniel, que começou a frequentar com a família desde que era criança. Tem um filho, Davi Lucca, e aparece constante em festas regadas a bebida e cercado de mulheres.

Sua mãe, Nadine já disse que até hoje doa parte do salário do filho como dízimo à igreja. Seu pai deu entrevistas que o jogador do Barcelona cultiva sua fé. “Ele ouve muitas músicas com mensagens bíblicas. É daí que ele tira inspiração. Sempre que ele pode vai a cultos”.

Em entrevista ao site evangélico espanhol “Protestante Digital”, o pastor batista Newton Lobato, que batizou Neymar em 2008, conta que deu uma palavra profética ao jogador quando ele ainda era criança. 

Na ocasião, Lobato anunciou diante da igreja que Neymar seria um instrumento de Deus e um jogador importante no mundo do futebol. Ao entrar em campo com a Seleção para disputar a Copa do Mundo, Neymar terá a chance de mostrar que fé para ele é mais que uma tatuagem nova.

GospelPrime

"Não piche o seu corpo"

Piercings e tatuagens são assuntos polêmicos dentro das igrejas. Pode ou não pode fazer? E se for uma tatuagem relacionada a Deus, muda alguma coisa?

O rev. Hernandes Dias Lopes escreveu uma pequena reflexão sobre o tema, lembrando que o importante não é ter "uma tatuagem de Cristo no peito, mas ter peito para viver para a glória de Jesus no mundo". Confira.
"Sempre sou abordado com a seguinte pergunta: 'Pastor, eu posso colocar um piercing ou fazer uma tatuagem?'.

Sem entrar no mérito da origem e da filosofia que estão por trás dessas práticas, vale destacar que o nosso corpo não nos pertence. Ele foi comprado pelo sangue de Cristo e devemos glorificar a Deus no nosso corpo.

O nosso corpo é o santo dos santos onde o Espírito Santo habita.

O que é relevante não é você fazer uma tatuagem de Cristo no peito, mas ter peito para viver para a glória de Jesus no mundo. Não piche o templo do Espírito Santo!"
Por Hernandes Dias Lopes
Guiame

Igreja faz campanha para os membros façam “tatugens cristãs”

A Comunidade Eclesia defende que essa é uma forma moderna de evangelização
Em diversas culturas do mundo, tatuagens com temas religiosos são bastante comuns. Para algumas tribos é um elemento essencial para definir a identidade individual ou coletiva. O mesmo ocorre entre prisioneiros e mafiosos de alguns países.
Para os cristãos o assunto é controverso. Há ainda um debate, muitas vezes cultural e geracional, sobre se os cristãos podem ou não fazer tatuagens. Alguns entendem que é uma forma de usar o corpo como ferramenta de evangelismo. Outos lembram passagens do Antigo Testamento que condenariam tal prática.
O pastor Chris Seay, da Comunidade Ecclesia, em Houston, Texas, decidiu fazer uma “campanha” durante a Quaresma, pedindo que os membros de sua congregação façam tatuagens ilustrando de algum modo a vida e a crucificação Jesus.
Seay é filho e neto de pastores. Pós-graduado em Teologia pela Universidade Batista Baylor é autor de sete livros, entre eles The Gospel According to Tony Soprano, The Gospel Reloaded, and The Last Eyewitness. Ele também é um preletor interncional, sendo apontado como um dos novos líderes o movimento conhecido como “Igreja Emergente”.
Ele acredita que metade dos membros da comunidade Ecclesia tÊm uma tatuagem. De acordo com o Pew Research Center, desenhar sobre o corpo é algo mais popular do que nunca entre os jovens. Cerca de 40% dos americanos com menos de 30 anos carregam uma.
“Há definitivamente algumas passagens do Velho Testamento que têm algo a dizer sobre (tatuagem), mas não acho que elas dizem respeito à vida conteporânea”, disse Seay. ”Se achássemos que as Escrituras as proibiam, não estaríamos fazendo isso.”
Ele chamou o tatuador e artista plástico Scott Erickson, para criar, inicialmente, 10 desenhos que representassem as “Estações da Cruz”. Ao mesmo tempo, anunciou que procurava 10 pessoas que desejassem fazer essas tatuagens. A ideia atraiu mais de 50 voluntários e todos foram tatuados com um desenho personalizado de Erickson. Sem fazer cruzes ou imagens do rosto de Cristo, alguns optaram por fazer desenhos tribais, de pássaros, flores e frases curtas.
“Eu acho a cruz totalmente importante, mas como um símbolo ela não inspira mais as pessoas. Tornou-se algo decorativo”, explica Erickson. Por isso, ele incorporou símbolos cristãos mais sutis, como o pintassilgo, que tradicionalmente representa Cristo na Paixão e escreveu algumas frases em latim.
“O protestantismo tem uma cultura visual muito pouco desenvolvida”, acredita o artista. ”As Estações da Cruz, mostram uma história muito intensa. Não há espaço para os cordeiros fofinhos e cores brilhantes.”
Wayne Brown, um dos membros da Ecclesia, participou da iniciativa e disse: “Em Houston faz sentido representar [a história de Jesus] visualmente”, que agora carrega no corpo o desenho de uma mão espalmada e a frases “Nós fomos curados”. Sua tatuagem representa a chamada “sétima estação”, quando Jesus é pregado na cruz.
Muitas igrejas evangélicas acreditam que a Quaresma é uma prática tradicionalmente católica, que começou na quarta-feira de cinzas e termina na Páscoa. Porém, cada vez mais igrejas como a Comunidade Ecclesia tem procurado resgatar essa antiga tradição e dar a ela um significado renovado.
As chamadas “estações da cruz” podem ser vistas em milhares de igrejas no mundo todo. Elas surgiram como quadros e esculturas que eram usados para contar sobre a crucificação de Cristo durante os primeiros séculos do cristianismo, pois muitos eram analfabetos e não teriam outro modo de conhecer a mensagem.
Brent Plate, que ministra um curso sobre religião e cultura pop em Hamilton College, em Nova York, afirmou: “Este é um projeto fascinante, criativo e provocador. Fazer as Estações como tatuagens é claramente algo que se encaixa bem com o movimento da chamada igreja emergente. Afinal, eles desejam estar totalmente envovidos com a cultura contemporânea, sem perder sua identidade espiritual cristã”.

Traduzido e adaptado de Chron e ABC Local
Gospel Prime

Geração tatuada, um gado marcado! [O cristão e a tatuagem]

Antes de ser apedrejado pelos tatuados e afins, gostaria de adiantar que cada um é dono de seu nariz, ops!!...
Antes de ser apedrejado pelos tatuados e afins, gostaria de adiantar que cada um é dono de seu nariz, ops!! corpo e tem a liberdade, não o direito, de acordo com a Bíblia, de fazer o que quiser de sua vida; não se esquecendo que um dia daremos conta a Deus de tudo o que fizemos.

Por alguns anos meu avô foi o proprietário de umas poucas terras e lá plantava e criava alguns animais. Me lembro que uma certa vez uma vaquinha sua deu uma escapadela dos limites de sua propriedade e foi perambular nas terras de um outro sitio fronteiriço. Tão logo o vizinho percebeu as marcas (também conhecido como carimbo de gado ou marcador de gado, geralmente feito com ferro-em-brasa) das iniciais do nome de meu avô no couro da vaca fujona e rebelde, imediatamente devolveu-a, pois sabia ser “propriedade” de outrem.

Warren W. Wiersbe, em seu comentário Bíblico Expositivo, categoricamente afirma que na cultura judaica, quem atribui o nome a algo (no caso animal), ou alguém (pessoa), passa a ter o direito de posse. Por isso que o Senhor, quando demonstrava interesse em intervir na vida de algum personagem mudava-lhe o nome, como nos casos clássicos de Abrão, que passou a ser Abraão e Jacó que passou a se chamar Israel.

Hoje observamos uma geração que não se incomoda em colocar sobre seus corpos, de forma indiscriminada, desenhos, frases ou ícones que evocam idéias satânicas de entidades (supostos espíritos protetores “Tribais”), trazendo sobre si, inconscientemente, o direito de serem “POSSUÍDOS” pelos ditos espíritos que as gravuras ou ícones estão relacionados. Uma grande porcentagem, após algum tempo, se arrependem da desgraça que causaram a si mesmos, justificando que quando se tatuaram não tinham conhecimento das origens das imagens. Outros, ainda são sinceros e confessam não saberem nada sobre a origem das gravuras tatuadas, que simplesmente tatuaram porque é bonito ou está na moda.

Ora, o simples fato de eu beber inocentemente um copo com um líquido venenoso parecido com água como se fosse água não o tornará menos venenoso pela minha ignorância. Quem aceita ser tatuado ou ser perfurado pelo “Piercing” está se envolvendo em uma atividade muito mais profunda que a aparência estética. Está aceitando ser marcado como um gado, um gado que tem por proprietário um outro senhor que não é o Senhor Jesus Cristo. Este outro senhor é também chamado por Jesus de pai da mentira em João 8.44:

“(…) Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira.(…)”

Apocalipse 12.9 retrata-o como “Dragão”, o mesmo símbolo que se usa em muitas tatuagens:

“(…) E foi precipitado o grande [dragão], a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele.(…)”

No Salmo 79.13 Davi sabia a qual Senhor ele pertencia, bem como todos aqueles que observam as Santas Escrituras:

“(…) Assim nós, teu povo, ovelhas de teu pasto, te louvaremos eternamente; de geração em geração publicaremos os teus louvores.(…)”

Querido irmão, se você quer alguma marca em seu corpo faça como Paulo, o apóstolo dos gentios, que era portador de algumas marcas, mas de forma alguma eram tatuagens ou piercings, coisas que o Senhor abomina em Levíticos 19.28:

“(…) Não fareis lacerações na vossa carne pelos mortos; nem no vosso corpo imprimireis qualquer marca. Eu sou o Senhor.(…)”

O grande apóstolo carregava muitas marcas sim, mas de cicatrizes de pauladas, pedradas, naufrágios, picadas de cobra, chicotadas, etc; tudo pela causa do evangelho. Estas marcas o Senhor se agrada em nós, mas… infelizmente, não estão na “MODA”.

“ Desde agora ninguém me inquiete; porque eu trago no meu corpo as marcas de Jesus. (Gálatas 6.17)

Texto Gospel Prime
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Tema de Mensagem Edificante para alma

Justin Bieber faz tatuagem com o rosto de Jesus na panturrilha

Essa é a segunda tatuagem com tema religioso que o astro da música pop exibe
O cantor Justin Bieber foi flagrado na praia em Los Angeles, Califórnia, ao lado de seu pai e a bermuda deixou que os fotógrafos identificassem a nova tatuagem que o astro teen tem na panturrilha: o rosto de Jesus Cristo.
 
Segundo o site TMZ no mês de dezembro alguns paparazzi conseguiram ver parte do desenho, mas não foi possível identificar o que era, até que a visita à praia deixou o desenho à mostra.
 
Essa é a segunda tatuagem com mensagem religiosa que o cantor faz no corpo. A primeira foi o nome de Jesus tatuado em hebraico na costela e agora a imagem dEle na perna. Além dessas duas, o cantor tem um pássaro tatuado no quadril.
 
Na nova tatuagem Jesus Cristo aparece com a coroa de espinhos na cabeça e um olhar de sofrimento. Com barba e cabelos compridos a imagem foi inspirada em obras de arte que retratam o sofrimento de Jesus na cruz.
 
Justin sempre se mostra muito religioso e faz questão de dizer que sem Deus ele não teria tanto sucesso. O astro da música pop é canadense e foi descoberto depois que seus vídeos no Youtube começaram a fazer sucesso. Hoje ele é um dos cantores que mais vende CDs ao redor do mundo.
 
Com informações MIXTV
Via Gospel prime

Igreja abre estúdio de tatuagem dentro do templo

Iniciativa polêmica visa atrair pessoas que de outras maneiras nunca entrariam numa igreja
A igreja independente The Bridge [A Ponte] está convencida que as igrejas de hoje tornaram-se ineficazes e irrelevantes para a maioria das pessoas. Por isso, decidiu inovar e abriu um estúdio de tatuagem anexo ao seu templo.
 
O Tattoo Serenity fica ao lado do escritório do pastor Steve Bentley. No estúdio, os tatuadores licenciados Ryan Brown e Drew Blaisdell exercem seu ofício entre o meio-dia e às 20horas, de segunda a sábado.
 
“Eu já tinha esse estúdio. Estava trabalhando, mas sem muito propósito “, disse Brown, 32, um ex-alcoólatra hoje convertido a Cristo. Ele diz que o fato de trabalhar dentro do prédio da igreja o tem ajudado a manter-se no caminho certo.
 
“Eu estava lutando para manter meu estúdio e ficar sóbrio”, explica. ”Eu orei muito e decidi que o melhor era fechar no endereço antigo vir para a igreja. Achei que poderia causar um impacto mais positivo aqui”.
 
O pastor Bentley disse que está fazendo tudo que pode, para construir “pontes” com as pessoas que nunca entrariam em uma igreja tradicional. Essa é a inspiração para o nome e um fator que o ajudou a ceder parte do templo alugado pela igreja no Centro Comercial Carman Plaza.
 
“A tatuagem é uma forma de arte muito importante em nossa cultura hoje”, disse Bentley, que tem duas tatuagens, sendo que uma delas foi feita na igreja. ”Eu não acho que deveria ser associado a uma cultura de abuso de drogas e pornografia”. Eles seguem algumas regras, como não fazer desenhos relacionados a drogas, gangues, morte ou demônios.
 
O pastor diz que tem ouvido críticas de cristãos de outras igrejas sobre sua decisão de misturar tatuagem com um lugar de adoração. Mas para ele, trata-se de uma prática “moralmente neutra”, que não é diferente de colocar um brinco ou um piercing.
 
“Queremos fazer nossa igreja ser diferente, relevante para as pessoas”, disse ele. ”Aqui você pode fazer uma tatuagem em um ambiente limpo”.
 
Bentley começou a The Bridge em 2008 e continuam no mesmo espaço comercial, mas a frequência tem crescido.

Ele faz reuniões do ministério “Celebrando a recuperação” aos sábados pela manhã e domingos a tarde. A The Bridge também hospeda outras atividades como reuniões semanais de Narcóticos Anônimos e dos Alcoólicos Anônimos. Além do estúdio de tatuagem, também há um espaço para lutas no estilo MMA, e um curso de reparação de automóveis.
 
“Não queremos um edifício de milhões que é utilizado algumas vezes por semana”, disse o pastor “Isso é um desperdício do que Deus nos deu. Realmente tentamos servir a nossa comunidade”.
 
Blaisdell, 46, conheceu a igreja The Bridge depois de reencontrar Brown, um velho amigo que ele ficou sem ver por 10 anos. Tentando resolver seus problemas com o alcoolismo, ele procurou seu amigo, visitou a igreja, aceitou a Cristo e foi batizado na igreja onde ele trabalha agora.
 
“Foi quase como um milagre”, lembra Blaisdell. ”Eu era ateu … não me importava com nada. O que me atraiu para cá foi que lidamos com tantas pessoas que estão tentando se recuperar. É isso que nos mantém unidos… Eu cheguei no fundo do poço e a igreja me tirou de lá.”
 
Traduzido e adaptado de Wnem e M Live

O Cristão e a Tatuagem 3

Tatuagem é coisa satânica, diz Edir Macedo. Silas Malafaia discorda

Líder da IURD condena a prática e diz que tem origem pagã e não deve ser usada por servos de Deus. 
Em um texto publicado em seu blog no dia 25 de novembro o bispo Edir Macedo condena tatuagens e diz que elas ferem princípios bíblicos. Em seu discurso ele lembra que a prática de fazer figuras foi desenvolvida por povos pagãos e que a inspiração para elas “foi e é satânica”.
O líder da Igreja Universal do Reino de Deus ainda citou o texto de Números 33 versículos 51 e 52 onde Deus diz que é para destruir as pedras com figuras. ” Ora, se Deus mandou destruir as pedras com figuras, por que Ele permitiria que figuras pudessem ser gravadas no corpo humano, que é o templo do Seu Espírito?”, questiona Macedo.
Sua posição a respeito de tatuagem fica mais clara no final do texto: “A meu ver, tatuar é querer parecer com os filhos de Baal. Os filhos de Deus não devem jamais querer imitá-los, mesmo que isso contrarie as regras deste mundo podre.”
Malafaia diz que não é errado
Em um episódio do programa Verdade Gospel, o Pastor Silas Malafaia respondeu a um internauta que questionou se piercings e tatuagens são condenados pela Bíblia.
Ao contrário do líder da IURD, Malafaia diz que não há porque usar o Velho Testamento como regra para o Novo. “Eu aprendi um princípio que Paulo cita duas vezes em suas cartas: Tudo me é licito mais nem tudo me convém”.
Para o líder assembleiano não há respaldo bíblico para condenar tatuagens e piercings. “Isso é costume social”, diz ele que fala que acredita que as pessoas condenam a prática por não gostarem delas e não por terem base bíblica para dizer que é pecado usá-las.

Gospel Prime

O Cristão e a Tatuagem 3

“Hoje eu não faço mais tatuagem e não aconselho ninguém a fazer”. Poucas pessoas associariam essa afirmação a Rodolfo Abrantes.
Com os braços quase cobertos por tatuagens, muitas do período em que atuou como vocalista da banda secular Raimundos, e a imagem de um candelabro tatuada no pescoço, feita após sua conversão, o músico conta que tatuar-se era algo habitual: “Quando eu me converti, eu continuei fazendo tatuagem porque já fazia muito e eu confesso que não sentia muita paz nisso. Durante meu processo de conversão, senti Deus falar comigo que eu não precisava mais daquilo.

Quando decidi parar, senti muita paz. Desde então, nunca mais fiz tatuagem alguma. Quando eu continuei me tatuando depois de convertido, só transferi uma coisa que eu já era para dentro da minha nova vida. E realmente eu não precisava mais disso”. Em entrevista ao Portal Guia-me, Rodolfo expressou o que pensa hoje sobre tatuagem: “Na real, eu acho que tatuagem é uma grande ‘duma vaidade”.

“As pessoas dizem: ‘Eu vou para Jesus, mas eu vou levar tudo o que eu gosto’. Mas têm certas coisas que talvez Deus queira simplesmente tirar do teu coração. Eu interpreto da seguinte forma: quando eu senti que era Deus falando comigo, que era para eu parar de fazer tatuagem, creio que era uma ordem simples, que se eu conseguisse obedecer, eu conseguiria obedecer a ordens maiores também. Eu cumpri e senti uma paz tremenda. Toda vez que eu obedecer a Deus, vou sentir Paz”, explica o cantor.

Vista como forma de expressão, símbolo de rebeldia e juventude, a tatuagem possui diferentes estilos, que vão do tradicional ao maori, estilizado, psicodélico, religioso, tribal, entre outros.
Seus temas variam tanto quanto as personalidades das pessoas que as fazem. 

As imagens escolhidas podem ser definidas pelo contexto histórico, influências musicais, modismos, ideologias e crenças.
Crenças que chegaram à igreja e dividem opiniões. Aceita por algumas denominações e pastores, condenada por igrejas e lideranças, a “tatoo” divide opiniões até mesmo em interpretações de trechos bíblicos, como o de Levítico 19:28 – “Não fareis lacerações na vossa carne pelos mortos; nem no vosso corpo imprimireis qualquer marca. Eu sou o Senhor”.

Para o professor de teologia Carlos Vailatti, o versículo faz parte de um contexto maior, um “código de santidade”: princípios para demonstrar ao povo de Israel elementos indispensáveis ao relacionamento com Deus. Na opinião de Valilatti, é importante destacar também a palavra ‘marca’: “Esta palavra é derivada do hebraico qa´aqa´, cujos significados básicos são: ‘incisão, tatuagem’.

Já na Septuaginta (a tradução grega do Antigo Testamento hebraico – datada do III século a.C.), a palavra ‘marca’ é a tradução do grego stikta, palavra esta derivada do verbo stizo, ‘fazer um sinal com um instrumento agudo ou candente; pintar, tatuar; fazer sinais com golpes’ [...] Deus não quer que Israel pratique esses hábitos pagãos e se comporte como as demais nações que vivem ao seu redor. Deus quer que Israel seja uma nação santa, isto é, uma nação separada para servi-lo e que tenha um estilo de vida diferente das demais”.

Para o teólogo, o trecho inicial do versículo de Levítico 19:28, relaciona-se a 1 Reis 18:28: “No confronto entre Elias e os adoradores de Baal no monte Carmelo, onde vemos que estes últimos ‘se retalhavam com facas e com lancetas, conforme o seu costume, até derramarem sangue sobre si”.
No entanto, Sandro Baggio, líder do Projeto 242, igreja que há mais de dez anos trabalha com pessoas da cultura alternativa e dedica-se a missões urbanas, entende que o trecho de Levítico não pode ser aplicado à tatuagem. 

“Trata-se de uma lei específica direcionada a um povo em particular.
Aqueles que querem aplicar essa lei para o contexto de hoje (usando este versículo para proibir as pessoas de fazer tatuagem) precisam estar dispostos a aplicar também os versículos anteriores que proíbem vestir roupas de tecidos diferentes, plantar sementes de diferentes espécies no mesmo jardim e aparar a pontas do cabelo e da barba. As pessoas não estão fazendo tatuagem por causa de qualquer ritual relacionado a mortos, mas como expressão estética”, explica o líder.

Baggio fez a primeira tatuagem em 1988, logo após sua formação no seminário teológico. Para ele, tatuar-se é uma forma de expressão corporal e cultural: “Antes era particular de alguns povos e culturas, mas como o mundo se tornou uma aldeia global, a tatuagem (assim como outras expressões culturais) ganhou espaço nos mais diversos meios e contextos.

A única diferença entre fazer uma tatuagem e uma pintura ou mesmo corte de cabelo é que a tatuagem tem uma característica mais permanente e não pode ser removida facilmente. Portanto, exige-se que se pense muito mais antes de se fazer uma tatuagem do que, por exemplo, antes de tingir os cabelos ou fazer dreads neles”.
Símbolo de Rebeldia? 
Tatoo, do taitiano tatau, significa marcar. O nome foi dado por James Cook, o capitão inglês que descobriu o surfe e, em 1769, ficou admirado ao chegar ao Taiti e ver a população local coberta de desenhos em vez de roupas. A população da região era conhecida como maohis, ou maoris na Nova Zelândia, povo que tatuava-se em rituais ligados à religião.

As imagens significavam status e poder, marcavam a passagem da infância para a maioridade, ou contavam as histórias da família e da tribo. Mas, os primeiros registros de pigmentação com tintas sobre a pele remetem há pelo menos 5 mil anos. No Egito, também foram encontradas múmias tatuadas, que datam do período entre 4000 e 2000 a.C.

Na América,,tatuar-se também era prática das civilizações maia e asteca. No Japão feudal, criminosos eram marcados para que fossem identificados como maus elementos. Tempos depois, em meio a um forte clima de opressão dos governantes, organizações ostentavam tatuagens como símbolo de transgressão ao poder vigente. Assim, surgiu o famoso dragão da Yakusa, a máfia japonesa, imagem comum de muitas tatuagens no mundo.

Com todo esse contexto histórico, a tatuagem é vista, ainda hoje, como símbolo de rebeldia. O pastor Eduardo Silva, conhecido como pastor Edu, conviveu com muitos “irmãos tatuados” até gravar uma mensagem em seu braço e conta que recebeu com isso muitas críticas. Membro da igreja Renascer em Cristo, foi o primeiro a escrever em seu corpo, a frase “Renascer até morrer”.

“A minha motivação veio num momento em que a Igreja sofreu um forte ataque. A intenção dos que nos atacavam era na verdade o fechamento e extinção da Igreja Renascer, como se as portas do Inferno pudessem prevalecer contra a Igreja de Cristo. Muitas pessoas comentavam que a Igreja não sobreviveria a esse momento, isso foi em fevereiro de 2007.

Sou pastor desde janeiro de 1993, mas atuo no ministério desde jovem”, conta o Pr. Edu, que revela que a atitude trouxe grande repercussão: “Algumas positivas, outras violentamente negativas. O que me causa estranheza, é que a tatuagem afeta tão somente a minha vida.
No que diz respeito à minha comunhão com Deus ou santidade, não aumenta ou diminui. Mas, muitos foram contumazes em dizer que essa atitude era fruto de uma alienação, que éramos como gado marcado etc. Apenas entendo que não devemos julgar para não ser julgados!”.

Ele explica a iniciativa narrando a passagem bíblica de II Samuel 15:21: “Em meio à guerra, Davi contava com homens valentes como Itaí (II Sm 15,21), que estavam em aliança, para vida ou para a morte. Não adianta estar em aliança apenas quando tudo vai bem. Baseado nesse princípio é que muitos de nós escolhemos essa frase.

A igreja, corpo de Cristo, estava sendo atacada, o rebanho precisava ser protegido e pastoreado e algumas pessoas e instituições se esqueceram desse conceito de corpo! Como pastor, senti o desejo de deixar clara a minha posição em favor do rebanho”.

Para o reverendo Baggio, pessoas que consideram tatuagens símbolos de rebeldia estão “estacionadas no tempo”. ” Hoje em dia, tatuagem não tem absolutamente nada a ver com rebeldia, mas sim com estética. Sem dúvida que há preconceitos por parte de algumas pessoas (religiosas ou não), mas qualquer coisa pode ser passível de preconceito, principalmente expressões culturais. Preconceito é fazer um juízo superficial a partir de idéias ou conceitos pré-estabelecidos.

O profeta Samuel fez um ‘pré-conceito’ ao procurar ungir o futuro rei de Israel. Cristãos que seguem a Bíblia não deveriam fazer ‘pré-conceitos’ com relação à aparência das pessoas, mas infelizmente não é isso o que acontece.
Pessoas sofrem preconceitos por se vestirem de certa maneira, por causa do seu penteado (ou por não ter nenhum penteado) de cabelo, pelo modo como falam (se sua linguagem não for cheia de chichês evangeliquês, não é espiritual) etc.

Eu já sofri preconceitos por todas as coisas, mas geralmente depois que as pessoas me conhecem, elas percebem que tais coisas são superficiais e acabam deixando o preconceito de lado”, narra o reverendo. A segunda tatuagem de Baggio veio para cobrir a primeira. “Aquela velha tatuagem era bem “old school” e no ano passado decidi cobri-la com um novo desenho.

A velha tatuagem foi feita com um desenho de uma pomba e uma cruz e eu estava pensando do texto bíblico que diz que Cristo estabeleceu a paz por meio da cruz. A nova tatuagem é um desenho celta do ganso selvagem, o símbolo celta do Espírito Santo. O que esse desenho expressa para mim é a afirmação de que fui selado pelo Espírito e meu desejo profundo de viver a grande aventura da vida guiada por Ele”, expõe o líder do Projeto 242.

Mas, para o professor Carlos Vailatti, a tatuagem pode ser compreendia como elemento de rebelião: “Ela pode representar a aderência aos movimentos da contra-cultura, como, por exemplo, o movimento punk da década de 80, o qual estava associado com formas de protesto social e anarquismo.
Além disso, ela também pode ser vista como um símbolo anárquico dentro da própria igreja, de acordo com postura que certas denominações adotam com respeito a ela”.  
Fazer-se Igual Para Ganhar os Diferentes?
Líder do Projeto 242, que tem como alvo missionário evangelizar pessoas marginalizadas socialmente, como: mendigos, prostitutas e dependentes químicos, Sandro Baggio não compreende a tatuagem ou outros visuais como agentes de evangelização. “Isso depende muito mais do testemunho de vida e caráter, no poder do Espírito Santo, do que na aparência”, aponta.

“Creio ainda que existem tatuagens que são puramente estéticas e muitos irmãos tatuados, são instrumentos para alcançar essas tribos ou grupos alternativos. Muitas pessoas que me perguntavam a respeito da tatuagem acabaram ouvindo a respeito da fé em Jesus e da obra que ele realizou em minha vida. Mas não quero usar esse argumento. Creio que devemos ter acima de tudo respeito e amor.

Só pra constar assim que possível vou fazer outra. Tatuados ou não, cabeludos ou não, com maquiagem ou sem, com brinco, com piercing, pentecostal ou tradicional, o que conta mesmo é sermos novas criaturas. No mais, vivamos em paz uns com os outros (I Ts 5,13)”, expressa o pastor da igreja Renascer em Cristo, Edu.

Para o cantor Rodolfo Arantes, o fato de ter tatuagens só o aproxima de outras pessoas tatuadas ou grupos alternativos, à medida que elas o enxergam com uma pessoa mais parecida com Cristo.”Cara, se tem alguma coisa em mim que possa ter atraído alguém, é mais pelas as pessoas que estão fora da igreja e estão vendo: ‘Pô, aquele cara todo tatuado tá pregando.

Aquele cara todo tatuado tá fazendo a obra de Deus, aquele cara todo tatuado está adorando Jesus com a guitarra na mão. Quer dizer que eu também posso?’. Eu creio que numa hora dessas, se tem algo que eu possa aproveitar, é mais por poder mostrar que Jesus Cristo renova todas as coisas e que não interessa quem você é, o que você fez, não interessa as marcas que você carrega.

Se você entregar sua vida para Deus, ele vai te usar [...] O link que a gente tem que ter com essas pessoas perdidas, com as pessoas que a gente quer alcançar, é o link do amor. Amar as pessoas independentemente das diferenças delas. Às vezes nos afastamos das pessoas que são diferentes, que estão afundadas em trevas, como se a gente tivesse que manter distância, como se fosse contagioso e não é, a gente é que é contagioso, é o nosso amor que vai mostrar se a gente é de Jesus ou não, eu acho que é muito mais por aí”, explica Rodolfo.

Para ele, quem busca Jesus está procurando novidade de vida: “Em tudo que eu já li a respeito de Jesus na Bíblia, eu nunca ouvi dizer que ele precisou se parecer com as prostitutas para falar do amor de Deus para elas.
Eu nunca o vi tendo que se parecer com o endemoninhado gadareno para falar de Jesus para ele. Tudo o que ele fazia é ser luz nas trevas, é isso o que a gente precisa. Quem faz a diferença na vida de uma pessoa é a Palavra de Deus e não qualquer artifício. Isso é uma estratégia humana muito da ‘mixuruca’ perto do que é o poder de Deus”.

Da mesma forma, o teólogo Vailatti entende que Jesus também interagiu com grupos alternativos e marginalizados de sua época, mas comportou-se de forma diferente.
“Acredito que a tatuagem pode sim auxiliar na evangelização de tais grupos, tomando como hipótese que aquele que os evangeliza também está tatuado. Isso cria uma identificação entre ambos. Porém, uma vez que o exemplo a ser seguido pelos cristãos é Cristo (cf. 1 Jo 2.6), temos que ter em mente que o que havia em Jesus que atraía as pessoas era justamente o fato dele ser “diferente”, e não “igual” aos demais.

Dito de outra forma, se Jesus vivesse em nossos dias ele certamente não precisaria se tatuar para evangelizar pessoas tatuadas, pelo mesmo motivo pelo qual também não precisou se tornar mendigo para proclamar o evangelho a estas pessoas.

Aliás, Jesus também interagiu com os “grupos alternativos” de sua época, tais como “as prostitutas, os leprosos, os mendigos e os coletores de impostos”, dentre outros, os quais, assim como os grupos alternativos de hoje, também eram marginalizados pela sociedade.

Todavia, o que atraía as pessoas em Jesus, entre tantas outras coisas, era o seu amor incondicional por elas, o seu respeito pelos excluídos da sociedade e a sua falta de preconceitos para com todos.
Jesus conquistava pessoas de todas as camadas sociais não porque se adaptasse a cada uma delas, mas sim porque ele continuava a ser ele mesmo dentro do pluralismo religioso, cultural e social de sua época.

Acredito que o nosso maior desafio nos dias de hoje seja evangelizar tais “grupos alternativos” (seja lá quais forem) sem, contudo, perder ou anular a nossa própria identidade”.

Fonte: Portal Guia-me & Adiberj


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