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Pastor diz como fugir do pecado sexual: "É preciso crescer no conhecimento de Deus"


Alexandro diz que a tecnologia potencializa o acesso do jovem a pornografia. (Foto: Reprodução).



Alexandre Mendes diz que quanto mais o jovem se envolver na obra de Deus, mais distante ele fica do pecado.

Segundo a pesquisadora Angela Gregory, da Universidade de Notthingham, homens entre 18 e 25 anos são os mais suscetíveis a sofrer com o vício em pornografia online. Ela ressalta que grande parte dos acessos ao material se dá por meio de celulares e notebooks. A máxima é reafirmada por Alexandre Sacha Mendes, um dos pastores da Igreja Batista Maranata em São José dos Campos (SP). Em entrevista para o canal Voltemos Ao Evangelho, ele afirma que tais meios facilitam também para os jovens cristãos.

“Toda essa revolução do conhecimento e o acesso a novas tecnologias tem potencializado um problema que existe desde sempre, desde a queda. Que é essa suscetibilidade, eles estão extremamente vulneráveis às tentações sexuais. Jovens são vulneráveis às tentações sexuais. Então, a gente nota isso mesmo, que muitos deles estão lutando em silêncio com a questão da pornografia, da masturbação, gerando um enorme peso de culpa e uma coisa que é muito triste é que tira eles da jogada, tira a força da juventude da igreja”, disse.

Ele complementa: “Gera um peso de culpa enorme, o camarada fica questionando inclusive se ele é crente, salvo, ou cristão porque ele não sabe lidar. Ele se torna escravo do pecado e o testemunho do Espírito Santo não testifica mais. O rapaz começa a lutar com dúvidas acerca da salvação dele mesmo. O problema é real, não adianta a gente fechar os olhos. Não é um problema estritamente masculino, isso é uma coisa séria porque associamos a pornografia só a rapazes. Se você quiser fazer uma diferenciação tende a ser mais comum, mas não exclusivo”, ressaltou o pastor.

Líder X Jovem Cristão
Para o pastor Alexandre, o líder deve reafirmar o Evangelho para aquele jovem que está passando pelo problema. “É óbvio que você não quer ministrar uma falsa segurança, e ao mesmo tempo você não quer fingir. Antes de tudo você deve reafirmar o Evangelho. Você precisa confessar e continuar crendo no Evangelho. Eu falaria de novo do Evangelho, mostraria mais uma vez o básico. É crer no perdão de Deus e em sua purificação. Temos que falar sobre certas mentiras que o pecado sexual nos prega, de que é inevitável”, comentou.

“Parte disso tem a ver com a força do desejo que nós experimentamos no corpo e aí são aliadas mentiras que escutamos no mundo e o nosso coração nos prega. Essa mentalidade de que eu estou procurando o prazer do próximo é deturpada pela masturbação e pornografia. Se ela não for compreendida, de que agora é uma expressão de adoração ao Senhor, ela vai continuar dentro do casamento. É o marido que entra no relacionamento sexual buscando o prazer dele e o que você vê é um desastre”, pontuou.

“Existe o jovem apático entregue aos desejos e existe o jovem que é quebrantado e que está buscando ajuda. Os espaços entre os eventos são cada vez maiores. É uma lástima, eu não estou dizendo que não tem valor você cair de novo, mas o que você está aprendendo com isso? A intensidade é menor. Existe rapidez em confessar e até em envolver pessoas para ajudar a pessoa, porque o pecado sexual, se ele já tentou uma vez, duas, cinco e ele não conseguiu sozinho, as chances são muito pequenas. Quanto mais isolado, mais difícil de ser tratado”, colocou. Alexandre explica que é preciso adotar novas práticas, como um melhor engajamento na igreja e dedicando tempo para Deus. "Adotando essas posturas, você cresce no conhecimento de Deus e na santidade".

Confira a entrevista na íntegra:


Guiame

Kéfera blasfema contra Deus em novo vídeo e recebe críticas

Youtuber afirmou que Deus “se masturba”
O canal Portas dos Fundos, um dos mais populares da internet brasileira, acumulou polêmicas toda vez que fez piadas com religião ou simplesmente blasfemou, ridicularizando a imagem de Jesus ou a de Deus.

Esta semana foi a vez da youtuber Kéfera Buchmann, conhecida pelo canal “5incominutos” fazer piada com Deus. No vídeo “Que Calor da Por…”, postado na terça (10), a atriz e escritora enfileirou vários palavrões e sugere que Deus se masturba.

Como sugere o título, a intenção dela é comentar sobre as mudanças que as altas temperaturas causam na rotina das pessoas. Ao falar sobre a aparência de algumas mulheres – pouco depois dos três minutos – insinua que Deus age como um voyeur.

Usando efeitos de vídeo, tentou mostrar uma possível reação divina diante das ofensas. O som de um relâmpago é ouvido e ela reclama que Deus “não sabe brincar”. Ao longo dos 10 minutos da gravação, feita no quarto da curitibana, ela fala sobre o calor da cidade, onde está passando as férias com a família.

[vídeo contém palavras de baixo calão]

“Com Deus não se brinca”, alertaram vários internautas. “Depois [que] blasfemou do senhor perdeu uma fã perdeu uma escrita ou melhor 17 meus amigos também se descreveram (sic)”, avisa uma agora ex-fã. Há quem a chame de “satânica”.

Muitos comentários do vídeo mostram que as palavras dela não causam estranheza para quem a acompanha na internet. Em vários casos, as pessoas que a criticaram foram atacadas por sua fé e por terem se ofendido com o material.

Até agora, o vídeo já acumula um milhão e 800 mil visualizações, tendo sido marcado como “não gostei” por mais de 62 mil usuários. A exemplo do que já foi feito com o Porta dos Fundos, há uma campanha para denunciar o vídeo para que ele seja retirado do ar pelo Youtube. Mas o histórico recente sobre esse tipo de apelo mostra que dá pouco resultado.
Kefera vai para a Globo

O canal de Kefera foi fundado em julho de 2010. Com mais de 10 milhões de inscritos e acumulando mais de 780 milhões de visualizações, é um dos maiores da rede no Brasil.

A youtuber recentemente usou a fama adquirida na internet e escreveu livros voltados a público adolescente, que são a maioria dos seus fãs. Ela também protagonizou o longa “É Fada”. Segundo a Folha de São Paulo, a Globo dá como certo que Kéfera estará em alguma novela da emissora ainda neste ano.

GospelPrime

Dia de orações contra Pornografia ganha adesão de vários grupos nos Estados Unidos

Grupos pretendem conscientizar a população sobre os riscos do vício em pornografia
Um dia para orar contra a pornografia. Foi com esta iniciativa que mais de quarenta grupos decidiram se mobilizar nos Estados Unidos através de pedidos dirigidos a Deus, que possam causar o impacto necessário para combater o consumo de conteúdo de sexo explícito.

O Dia Nacional de Oração Contra a Pornografia acontecerá nesta terça-feira (10) e promete juntar milhares de pessoas dispostas a levantar a bandeira contra uma prática que, embora muitos encarem apenas como mero entretenimento, tem prejudicado relacionamentos e a vida profissional de muitos, segundo órgãos especializados.

Para o evento desta terça, o maior apoio virá do grupo Moralidade na Mídia (MIM), que deu seu depoimento sobre o acontecimento à edição em inglês do The Christian Post, através de seu presidente Patrick Trueman, explicando o propósito da data especial.

O CEO do órgão explica que a sociedade precisa fazer algo para dar controle ao domínio que a pornografia tem exercido. Dentro destas condições, para ele, o jogo só mudará a favor do bem se a população cristã reunir esforços com a fé ao seu lado.

"Nós sabemos que o Senhor está apto a edificar nossa casa, mas apenas o nosso trabalho como construtores fiéis pode conduzir a obra adiante. Assim, todos os esforços da MIM e outros grupos, igrejas e indivíduos darão continuidade ao que o Senhor nos direciona", destaca Trueman.

A intenção dos organizadores do evento é que ele seja realizado anualmente, para que os americanos possam gradativamente perceber os perigos desmedidos que o vício em pornografia pode acarretar.

Vale recordar que a indústria pornográfica tem crescido absurdamente a todo ano, por conta de sua inserções na internet, com controle cada vez mais reduzido. Para se ter uma ideia, as produtoras de filmes pornográficos faturam cerca de 10 bilhões de dólares por ano.

Christian Post

Pornografia - o 'crack sexual' dentro da igreja

A pornografia faz você olhar para o outro apenas como objeto de satisfação pessoal. É um duro golpe para o relacionamento conjugal

Pastor Bruno, li alguns artigos no seu blog e quero dizer que hoje aos 36 anos de idade, sou um cristão, viciado em pornografia desde os 19, e tenho o vício da masturbação compulsiva. Já fiz vários cursos de libertação, já li outros textos sobre o assunto, e recentemente meu problema tem aumentado, tenho disfunção erétil e tenho mais prazer na pornografia, do que com a minha esposa.
Me sinto culpado e com vergonha de tudo isso, pois amo a minha esposa, mas creio que não sou adequado pra ela, não tenho desejo de orar, nem de buscar à Deus, apesar de ser diácono na igreja da qual eu faço parte. Já chorei, já fiz tudo que as pessoas “entendidas” dizem pra fazer, mas nada muda. O senhor poderia me ajudar? Qual seria o caminho?

João (nome fictício da mensagem enviada pelo blog)

Pornografia nos dias modernos é considerado o “crack sexual” da nossa geração. É o vício mais barato e mais fácil de ser encontrado. Basta uma rede de internet e um computador, e pronto, você tem acesso a um mundo de possibilidades pornográficas.

Com certeza a sexualidade e o sexo são divinos, principalmente quando usados dentro da esfera do casamento, mas pode ser destrutivo, se for usado exclusivamente, individualmente, como acontece no caso da pornografia.

Seus valores ficam comprometidos, suas convicções ficam distorcidas, e sua mente experimenta um conjunto químico de sensações como acontece com qualquer droga que altera as percepções da vida. A pornografia faz você olhar para o outro apenas como objeto de satisfação pessoal. É um duro golpe para o relacionamento conjugal.

Mas especificamente no seu caso, apesar de você ter a consciência que precisa da ajuda de Deus, parece que você não dá acesso ao trabalhar Dele na sua vida. Quando você sente vontade, você simplesmente corre para a pornografia, se você ficar na dependência de não sentir vontade, esqueça, você nunca irá mudar, pois a vontade do nosso corpo é sempre para o mal. Você parece ter apenas um “sentimento” contrário à pornografia, e não uma atitude contrária. Entendeu? Você precisa cooperar com a ajuda de Deus.

Veja o que diz o seguinte texto: “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!” (Mateus 6:22-23).

- Alimentar seus olhos é alimentar sua mente. Se você alimenta seus olhos com lixo, sua mente será uma grande lixeira, talvez por isso, você se sinta inadequado. Mas existem alguns passos práticos para tentar te ajudar. Vamos lá:
- Entenda a pornografia como um problema que PRECISA ser resolvido. Pv 28:13
- Você precisa caminhar com uma pessoa madura para confessar sua luta e orar em conjunto com ela pela sua cura. Tg 5:16
- Caso você ache necessário, devido a intensidade de seu vício, procure também um especialista em psicologia, mas com princípios cristãos. Pv 24:6
- Existem softwares e condições para filtrar e até bloquear o seu computador. Pv 24:3
- Compreender que vencer um vício é uma maratona, é um processo, não é uma corrida rápida. Você pode tropeçar, cair nesse processo, mas o alvo é finalizar a corrida. Pv 24:16

Espero que estes pequenos passos possam ajudá-lo a conquistar a sua vitória, não só contra o hábito da pornografia, mas a melhorar o seu casamento. Que o Deus da Graça te abençoe ricamente, em Cristo.

Pr. Bruno dos Santos
Guiame

Masturbação, um fast food que mata a fome, mas vicia

Dani Marques, conselheira de relacionamento e dona do blog Salve Meu Casamento, diz que ‘masturbação é como Fast-food, uma forma rápida e prática de matar a fome, mas se for consumido em excesso, prejudica a saúde e pode viciar’.

A rede fictícia que ela chama de ‘Masturber King’ oferece os seguintes combos:

N° 1 - pornografia pela tv;
N° 2 - pornografia pela internet;
N° 3 - desejo por homens/mulheres alheios(as);
N° 4 - mulheres semi-nuas rebolando e se insinuando pelos programas de televisão, inclusive os infantis;
N° 5 - revistas pornográficas e ensaios sensuais;
N° 6 - novelas e comerciais recheados de sensualidade;
N° 7 - meninas circulando pelas ruas, shoppings e inclusive igrejas com roupas da grife "piriguete": calças e blusinhas do tipo "segunda-pele" e saias "abajur de perereca".

“O dono desta rede não está muito preocupado em saber qual combo você vai comprar, na verdade, a intenção dele é te persuadir e seduzir para que na hora da "fome", você recorra ao "lanchinho rápido" para satisfazer a sua necessidade. O interesse deste empresário é enriquecer as suas custas. Ele não quer saber do estrago que esta qualidade de alimento vai causar à sua saúde física e emocional (inclusive à saúde do seu relacionamento conjugal). Na verdade, o seu interesse é fazer com que você se torne um cliente vip da rede ‘Masturber King’”, alerta.

No artigo, a autora fala sobre a masturbação isolada e não sobre a masturbação compartilhada ou como preliminar ao sexo.

Dani Marques lembra que o pecado não está no ato da masturbação, mas sim no desejo que levou à masturbação. “Uma pessoa só sente o desejo de se masturbar depois que gastou certo tempo se alimentando de pornografia, imagens sensuais ou pensamentos eróticos.”

Apocalipse 3:20 (Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo.) e Marcos 2:17 (Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores) são citados pela autora para lembrar que o Senhor está disposto a perdoar, sempre.

E quando o cônjuge, por motivos mais sérios, não pode satisfazer o desejo do outro? Para Dani, o conselho é resolver o problema em um minutinho, pensando no cônjuge e nada mais.

“O que é melhor, não se masturbar e ficar ardendo em desejo, ou se masturbar pensando no seu cônjuge e resolver o problema?” indaga.

Para quem é casado e sofre com a masturbação, a escritora alerta: “Nada vai conseguir te fazer se livrar deste vício. Sua única saída é Cristo
 
Guiame

O mal silencioso da pornografia nas igrejas

Pesquisa revela que o assunto ainda é tabu no meio evangélico 
A maioria dos pastores acredita que a pornografia tem impactado negativamente a vida dos membros de sua igreja, mas quase metade deles não consegue estimar quantos de seus fiéis tem acesso regular a material pornô.

Esta é a conclusão de uma pesquisa recente realizada pelo centro de pesquisas da LifeWay, que entrevistou 1.000 pastores nos EUA.

Quando questionado se a pornografia tem afetado negativamente as vidas dos membros de suas igrejas, 69% dos pastores ​​concordaram. Destes, 42% concordaram plenamente e 27% dizem concordar apenas parcialmente. 

Há 9% que discordam parcialmente e 8% discordam totalmente. Apenas 14% não sabem ou preferiram não responder.

“A maioria dos pastores conhece os efeitos venenosos da pornografia”, explica Ed Stetzer, presidente da LifeWay. ”Eles viram que isso só serve para destruir casamentos, afundar vidas e deformar a moral quando se trata de sexualidade.”

Quando solicitados a estimar o percentual de homens em suas congregações que veem pornografia toda semana, 43% são souberam ou não quiseram responder. 

Entre os que se dispuseram a fazer uma estimativa, 62% dos pastores acredita que menos de 10% da congregação. Cerca de 24% dos sacerdotes dizem que de 10 a 24% dos seus membros veem, enquanto 10% dos pastores estimam que entre 25 e 49% dos fiéis tem esse hábito e apenas 4% dos pastores admitiram que 50% ou mais dos cristãos gostam de ver pornografia.

Os números são semelhantes quando os pastores foram questionados sobre o hábito das mulheres de suas igrejas em ver pornografia. Quarenta e quatro por cento dos entrevistados são incapazes ou não sabem estimar quantas fiéis em suas congregações gostam de ver pornografia ao menos uma vez por semana. 

Entre os que admitem o problema, 87% dos pastores acreditam que menos de 10%, apenas 10% dizem que de 10 a 24% da congregação e 3% estimam que entre 25 e 49% das cristãs de sua igreja tem esse hábito. Nenhum dos entrevistados disse que 50% ou mais membros da igreja fazem isso.

Estatísticas de outros estudos similares, entretanto, sugerem que os pastores tendem a subestimar os efeitos da pornografia entre seus fiéis.

Estima-se que 43% das pessoas que usam a internet visitam sites pornográficos. Cerca de 40 milhões de americanos visitam regularmente esse tipo de site. Imagens ou filmes pornográficos representam 35% de todos os downloads da internet. 

Dos 40 milhões de visitantes regulares, 33% são mulheres. Cerca de 70% dos homens com idade entre 18 e 24 visitam sites pornográficos pelo menos uma vez por mês.

“Embora geralmente os pastores saibam que a pornografia é prejudicial, muitos parecem não perceber que isso está chegando até a casa de seus membros”, disse Stetzer. ”Um grande número de membros de igrejas estão incluídos na estatística que mostra que quase metade dos usuários da Internet visitam sites pornôs. 

Ficamos surpresos que muitos líderes não puderam ou não quiseram pensar seriamente sobre como a pornografia é difundida dentro da igreja. Se um terço acha que menos de 10% dos homens estão olhando pornografia e quase metade dos pastores não tem certeza, podemos perceber claramente uma falta de consciência sobre a presença do pornô em seus lares. 

Estudos anteriores mostram que os cristãos comprometidos se mantêm mais afastados da pornografia, mas essa questão ainda é um grande problema que a igreja deve enfrentar”.

Recentemente, o pastor Ed escreveu um artigo que foi publicado no Enrichment, uma revista publicada pelas Assembleias de Deus, onde dizia: “A igreja recebeu tudo que é necessário para lidar com a sexualidade dentro de uma perspectiva bíblica. 

As Escrituras ensinam claramente o plano de Deus para o sexo. No entanto, nós tropeçamos desajeitadamente no lidar com essas questões. Se a igreja se recusa a abordar de frente esse tipo de assunto, não somente nos tornamos irrelevantes, mas deixamos muitas perguntas sem resposta. Assim, nunca vamos resolver esse problema”.

Ele questiona ainda a dificuldade ou simplesmente o silêncio total sobre o assunto nos púlpitos da maioria das igrejas. Parece que o assunto ainda é tabu ou, no mínimo, desconfortável para a maioria dos pastores pregarem a respeito ou discutir abertamente com os membros de suas igrejas.

Traduzido e Adaptado por Gospel Prime de Charisma News

Piados pela pornografia

“Não porei coisa torpe diante dos meus olhos; aborreço as ações daqueles que se desviam; isso não se apagará a mim.”   
(Salmos 101:3)

Certa ocasião, eu fui morar no interior em uma cidade pequena e passei a prestar a atenção como os donos de alguns animais, como jumentos e cavalos, impediam de seus animais andarem por muito longe ou entrarem nas roças de milhos e feijão e estragarem as plantações. 

Simplesmente os animais eram “piados” palavra muito usada no nordeste, dada o ato de ter as patas dianteiras amaradas com uma corda que dificultava muito os animais correrem ou andarem normalmente. Uma vez piados eles davam pequenos pulos para saírem dos seus lugares, não iam muito longe e logo seriam localizados pelos seus donos. 

A princípio eu achei horrível aquele tipo de punição com os bichos. Mas depois logo entendi, caso não colocasse aquilo neles, os animais sumiam, e caminhariam para muito longe, e muitos eram atropelados na pista de grande movimento.

O que podemos aprender diante da historia contada acima?  Que lição nós podemos tirar da reflexão contada?

A pornografia tem piado, prendido, aprisionado diariamente muitas pessoas. 

Não é de hoje que ouvimos relatos de pessoas viciadas em pornografia, isto é  muito sério, e tem aprisionado centenas de pessoas. Tem feito de muitos crentes, verdadeiros dependentes virtuais da pornografia. 

Pessoas choram, pois não conseguem ficar um dia se quer sem terem acessos a sites pornográficos ou qualquer tipo de materiais pornográficos. Às vezes apenas um clik é suficiente para desencadear uma série de outros erros que afetará a vida espiritual do homem.

A Bíblia nos mostra o perigo de quem cede a tentação, pois logo leva o homem a morte espiritual. Tudo pode começar apenas em uma clicada, uma olhada rápida, mas depois vira uma bola de neve e sem controle.
Veja: 
“Ninguém, sendo tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e Ele a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte. Tiago 1:13-15 

Normalmente as pessoas envolvidas, não contam pra ninguém, muitas têm até noção de seus erros, mas não conseguem libertar-se deste mal, pois elas estão sempre cedendo à tentação. 

Já oraram, jejuaram e fizeram votos, promessas, mas quando tem uma oportunidade, lá estão elas novamente diante do computador e se contaminando com este lixo virtual. O inimigo sabendo disto fará de tudo para mantê-las presas, com os pés piados e por perto, pois assim fazendo impede o desenvolvimento espiritual de seus envolvidos. 

Muitos não fazem mais a obra de Deus como faziam antes, não tem mais tempo para ler a Bíblia, para elaborarem seus estudos, pois grande tempo delas são alimentando seu vício. Quanto mais se vê pornografia, mas se deseja ver. 

A pornografia tem piado muito gente, ministérios tem sofrido por terem Líderes, Pastores, e jovens envolvidos com este mal e na maioria das vezes não podem compartilhar, pois para o seu ministério o estrago seria em proporções gigantéstica. 
A pornografia é  a pior das drogas, pois vicia e se não tratada mata o homem espiritual. O texto base desta mensagem, diz: Não colocarei nada de mal diante de meus olhos... 

"Estou incluído no contexto desta mensagem 
o que devo fazer"? 

Fuja, corra, seja radical, procure seu pastor e peça que o ajude em oração e o oriente como fazer para uma total libertação.

Deus não pode interferir em suas escolhas, Deus não pode impor o que deves fazer ou pensar, mas uma coisa todos nós sabemos; Ele nos garante a ajuda, pois as escrituras dizem:

Esforça-te que eu te ajudarei.  Faça a sua parte e não seda. Esforçar é  nossa parte, a ajuda e o milagre é com Deus. Creia.

Deus continue a nos abençoar

Por Josiel Dias      

Uma Mente infectada

E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Romanos 12:2  
Você consegue ficar um minuto sem “pensar” em nada?
Outro dia fiz eu mesmo este teste, parei o que estava fazendo e me dirigi a um lugar supostamente tranqüilo e tentei em vão deixar minha mente em stand by. Não sei precisamente, mas este meu teste só durou uns 10 segundos. Estava eu “Pensando” quantos segundos eu estava sem pensar. Nesta atitude de contar os segundos, sem perceber já estava pensando. Não conseguimos ficar por muito tempo sem pensar isto é fato. Ocupamos grande espaço de tempo da nossa mente, seja de coisas boas, ou fúteis, mais a maioria são pensamentos negativos e reprováveis.
A pergunta é: O que não podemos pensar? Ou o que devemos pensar?
Todas as nossas atitudes realizadas ou não são projetadas em nossa mente; sejam atitudes boas, ou atitudes más, puras ou impuras, aprováveis ou reprováveis.
Você sabia que a maioria de nossos pensamentos são reprováveis? São coisas vãs? Você sabia que a maioria do que pensamos é bobagem?
As escrituras mesmo afirma que os pensamentos do homem é vaidade. O que tem ocupado nossa mente? Veja: 
“O Senhor conhece os pensamentos do homem, 
que são vaidade”.
(Salmos 94:11) 
Pensando nas coisas do mundo
Estamos tão conformados com este mundo e com as “coisas de baixo” que pensamos o tempo todo nelas. Por isto que a Bíblia nos aconselha a pensar nas coisas de “cima e do alto” A Bíblia nos aconselha a ocuparmos a nossa mente com as coisas do céu. Veja: 

Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; (Colossenses 3:1-2)

Ocupando a mente com a palavra

Pensamentos impuros, pensamentos mentirosos, pensamentos maliciosos, pensamentos de luxuria, faz do homem um doente espiritual e tornam-se mentes fracas, mentes impuras, mentes mentirosas e mentes infectadas. Como desinfectar tal mente?  Será que podemos controlar tantos maus pensamentos? Sim há cura, sim podemos ocupar toda nossa mente com coisas boas, verdadeiras, honestas, com a palavra de Deus. Sendo assim não haverá vaga para as outras bobagens. Este conselho o Apóstolo Paulo nos deu veja:

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
(Filipenses 4:8) 

Embora o texto Paulino nos dê a receita da desinfectação, depende de você escolher o que vai pensar o dia todo. Ou pensar como Paulo ensina, ou continuar pensando em coisas vãs.
Quando aceitamos a sugestão de Paulo e cumprimos o que o Salmista Davi nos aconselha, não teremos espaço na mente para pensar nas coisas deste mundo, nem de dia nem durante a noite. 

“Antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite”. (Salmos 1:2) 
 
Por Josiel Dias

Consumo contumaz de pornografia: Sintoma sério de não salvação


É uma equação complicada. De um lado vivemos uma fé que impõe a abstinência sexual em todas as suas instâncias antes do matrimônio. De outro, contamos em nossas igrejas com uma enorme população de solteiros (muitos deles jovens entre 16 e 24 anos de idade), explodindo de hormônios, inundados de desejo e estraçalhados por uma curiosidade motivada por programas de televisão, filmes, músicas com poesia duvidosa e conversas com amigos – além da própria natureza humana. E aí, como se comportar no meio dessa equação?
Fazer ou não fazer, eis a questão. Masturbar-se para segurar a onda? Morrer de culpa? Casar-se para não abrasar-se? Em meio a tantos pontos de interrogação, o jovem do século 21 encontra ao alcance da mão com uma facilidade nunca vista antes na História da humanidade um ponto de exclamação que pode soar como a solução para seus problemas: a pornografia. Basta ter um computadorzinho qualquer com um acesso chinfrim à Internet e a qualquer hora do dia ou da noite as portas do mundo do sexo se escancaram, num universo interminável de fotos, vídeos e imagens de todo tipo, para todos gostos e fantasias, que são capazes de levar os jovens cristãos a experiências extáticas mas ao mesmo tempo letais em termos espirituais.
ASPECTOS BÍBLICOS E ESPIRITUAIS
Achei curioso que, quando os organizadores da pesquisa o Crente e o Sexo do Bureau de Pesquisa e Estatística Cristã me convidaram para escrever sobre as conclusões dela, me foi dito que a coisa entre os jovens não estava tão feia assim quanto no aspecto geral da Igreja. Só que, ao pegar os dados para analisar, a realidade que se descortinou ante meus olhos não foi nada serena: foi aterradora. Biblicamente, extremamente preocupante. Os resultados mostram solteiros (jovens ou não) doentes espiritualmente e entregues à pornografia em todos os seus aspectos.
Para compreendermos o porquê de os resultados serem assustadores, temos de ir a passagens como Gálatas 5.19-21a, onde encontramos as obras da carne descritas por Paulo:
Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes.
Algumas dessas obras da carne estão diretamente associadas ao consumo da pornografia e suas implicações naturais – as ações físicas que ela provoca, como a masturbação, e as disposições de alma, como as que veremos a seguir. A saber, a impureza (do grego akatharsia, que significa impureza moral) e libertinagem (do grego aselgeia, que significa licenciosidade, lascívia, devassidão), segundo a tradução da Nova Versão Internacional (NVI). Vejamos então a definição exata que o dicionário estabelece para cada um desses termos:
● Impureza – aquilo que tem mistura; que não é límpido. Ou seja, impureza moral é algo moralmente poluído, cujos conceitos de certo e errado estão contaminados, alterados. Logo, é algo que não é santo.
● Libertinagem – característica do libertino, que é quem revela um comportamento moralmente desregrado, centrado nos prazeres sexuais, com propensão para a sensualidade e a depravação de costumes.
Ou seja, o cristão que faz uso da pornografia necessariamente manifesta em sua vida uma moral poluída; seus conceitos de certos e errado estão contaminados e ele revela um comportamento moralmente desregrado, centrado nos prazeres sexuais, com propensão para a sensualidade e a depravação de costumes.
Bem, alguém poderia perguntar, mas qual é o grande problema disso? Por que o drama? A resposta está no versículo 21: “Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus”.
Ou seja, eis o porquê de as conclusões da pesquisa serem aterradoras: o uso contumaz da pornografia denota um caráter naquele que se diz ser cristão que é inconsistente com a prática de pessoas salvas, justificadas, regeneradas pelo Senhor Jesus Cristo. Logo, o uso costumeiro de pornografia pode ser um sintoma sério de não salvação.
Ou seja: o consumo contumaz de pornografia pode ser um forte indicador de que muitos dos membros de nossas igrejas estão indo para o inferno. E ninguém se dá conta disso. Nos nossos dias, acredita-se que o mercado de DVDs, fitas VHS e canais de TV a cabo pornô movimente cerca de 14 bilhões de dólares no mundo – equivalente às vendas anuais de armamentos dos Estados Unidos. Tenho 39 anos. Lembro claramente que, na minha juventude, o único acesso à pornografia eram as chamadas “revistinhas de s...”, adquiridas com muita dificuldade e traficadas com avidez entre os jovens espinhentos nas escolas. Filmes pornôs em cinema, nem pensar, ser barrado na porta era certeza – salvo se fosse escorregado um bom dinheiro ao porteiro. Locadoras de vídeo eram algo incipiente e as seções de filmes do gênero ficavam em áreas à parte (e quem tinha coragem de chegar ao balconista e pedir para alugar?). Sim, no período pós-ditadura e ainda sob os auspícios da censura federal ter acesso à pornografia era uma arte de difícil execução. Nesse sentido, o jovem cristão estava bem protegido e blindado das tentações de ter acesso a qualquer tipo de material. Se o rapaz ou a moça conseguiam passar pelo namoro em santidade, não seria um material gráfico ou audiovisual que seria um grande problema à sua comunhão com Deus. Mas os tempos são outros.

A Internet mudou tudo. Agora, qualquer cristão ou não, em qualquer quarto do mundo, com um clique consegue ter acesso a qualquer tipo de pornografia. E qualquer significa qualquer mesmo: pedofilia, zoofilia, lesbianismo, sexo grupal, relações homoeróticas, coprofilia... tudo o que se possa imaginar. E a pesquisa mostra algumas das consequências dessa facilidade: 66,54% dos jovens evangélicos solteiros confessaram que se masturbam regularmente.
Se isso passou batido, vou repetir: 66,54% dos jovens evangélicos solteiros que você encontra na sua igreja se masturbam regularmente. Isso significa mais de dois terços.
E é algo grave, uma vez que a masturbação exige algum tipo de estímulo, seja visual, auditivo ou imaginário. Então a primeira constatação é que a facilidade de acesso aos meios de pornografia estão sim tornando os nossos jovens masturbadores contumazes, com todas as implicações bíblicas que isso traz.
Como se isso não bastasse, é na seção “Hábitos relacionados a sexo entre solteiros evangélicos por grupos” que o quadro se revela muito mais grave com relação ao uso da pornografia por parte dos nossos jovens evangélicos.
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A facilidade do acesso pela internet se comprova ao vermos que 67,21% dos nossos jovens evangélicos com 16 a 24 anos dão suas clicadas habituais em fotos, vídeos e outras sujeiras pornográficas. E são esses jovens que logo depois estão no culto, mãos erguidas, cantando, evangelizando, liderando atividades e estudando nos seminários para ser os pastores e líderes do amanhã. Ainda assim, não vemos nas igrejas nenhum movimento específico ou dirigido no sentido de levar esses jovens viciados em cyberpornografia à contrição, a pedir perdão de seus pecados, à purificação. E como ninguém admitirá publicamente essa contradição, isso gera outro pecado bem presente nas nossas congregações: a hipocrisia – pessoas que pregam algo de púlpito mas que na solidão de seus quartos praticam o oposto.  

A coisa não está boa. A situação quanto ao uso de pornografia é grave e está presente nas igrejas. Não é uma ameaça contra a qual devemos nos preocupar como algo que pode acontecer: já acontece, já está presente e já causa danos gravíssimos na vida espiritual dos nossos jovens.
A estatística sobre o consumo de pornografia pela internet diminui um pouco entre o total de solteiros evangélicos (de todas as idades) e cai para 55,50%. Agora, se essa queda soou como algum tipo de alívio, acredite: não é. Pois revela que mais da metade dos nossos solteiros são adeptos da cyberpornografia. Isso é mais da metade da membresia descasada das igrejas! Ou seja, estatisticamente, metade nos solteiros que você vê ao seu redor nos cultos vão para casa, ligam seus computadores e se conectam em fotos, videos e outras mídias eróticas. Aonde isso os leva em termos físicos, mentais e espirituais... você pode imaginar. Não admira que a espiritualidade de nossas igrejas esteja tão flácida.
Os números caem substancialmente e previsivelmente quando a coisa passa para a televisão , o DVD ou o cinema e por uma razão óbvia: a facilidade de uso da web é infinitamente maior do que nessas outras mídias. Além disso, a escolha da “programação” é bem mais ampla. Por isso, os números oscilam entre 15,40% e 17,09% (porcentagem maior entre os solteiros mais velhos, pois muitos dos mais antigos ainda preferem as antigas tecnologias). De igual modo o consumo de pornografia em revistas despencou drasticamente, para 5,12% a 6,7%, prova de que a mídia eletrônica é hoje o canal por excelência que merece a atenção maior das nossas lideranças. As antigas “revistinhas de s...” já não são tão preocupantes como TV e outras mídias e, fundamentalmente, a Internet.
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Logo, pastores e líderes de jovens que querem discipular seus solteiros contra o consumo de pornografia devem voltar a esmagadora maioria de seus esforços para o universo virtual. A Internet, hoje, no que tange ao uso equivocado da sexualidade solitária entre os solteiros, é a grande vilã.
Outro dado revelador e impressionante é a prática de sexo virtual pela internet. Talvez como resultado de uma ilusão: já que você faz daí, eu faço daqui e a gente não se toca, quem sabe não é tão pecado assim? Praticamente um quarto (24,5%) dos entrevistados entre 16 e 24 anos confessaram ser adeptos desse hábito. Isso é um dado seríssimo. Pois embora seja a minoria, equivale a muita gente. Nossos solteiros estão fornicando por via virtual e achando isso normal. E aqui vale lembrar que fornicação é fornicação, não importa a maneira que é praticada. (“Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da fornicação” – 1 Ts 4.3; “Mas a fornicação, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos” – Ef 5.3).
O que torna essa prática ainda mais grave: sexo virtual envolve outras pessoas. Ou seja: para cada um dos nossos solteiros que está pecando ao se relacionar sexualmente de modo virtual há alguém do outro lado da webcam fazendo a mesma coisa. Estamos não só pecando, mas levando outros a pecar. As estatísticas mostram que, em vez de estarem distribuindo folhetos evangelísticos, nossos jovens solteiros estão distribuindo suas vozes e seus corpos para a lascívia de almas que já estão espiritualmente destroçadas. O mesmo se aplica à frequência a chats de sexo. Ou seja, o sexo está sendo praticado pelos nossos jovens solteiros em nível mental, verbal e, naturalmente, espiritual. O que é importante repararmos é que 26,47% dos jovens solteiros cristãos frequentarem chats onde fica se falando de sexo (e, lógico, esimulando-se a imaginação e, quem sabe, travando contatos com pessoas que mais tarde os levarão a motéis) está longe de ser um dado leve ou que nos dê alívio. É muita gente! É uma parcela muito expressiva da Igreja de Jesus Cristo. Devemos olhar esses numeros com muita preocupação. 

Por quê? Pois, com isso, o nosso papel de sal da terra e luz do mundo vai pelo ralo abaixo. Só resta a uma enorme parcela daqueles que frequentam as nossas igrejas ser lançada fora e pisada pelos homens. É uma triste realidade, mas é a que a pesquisa está revelando.

CONCLUSÕES
A pornografia é um polvo assassino com muitos tentáculos: revistas, DVDs, Internet. E essa besta invadiu as nossas igrejas. Não, não está à porta nos ameaçando. Já invadiu e já está agarrando nossos solteiros, tornando-se uma das grandes causas de distanciamento entre milhares de almas e o Deus Santíssimo.
É motivo de grande preocupação para pastores e líderes. Grandes eventos, mega louvorzões e raves gospel não curam esse mal. É hora de nos perguntarmos: será que o modelo entretenedor que temos usado nas nossas igrejas está conduzindo nossos solteiros (especialmente os jovens) a estar próximos de Deus? Falta leitura bíblica. Falta oração. Falta jejum. Faltam as disciplinas básicas da fé cristã. Um solteiro que jejua treina a controlar sua carne. Um jovem que ora aproxima-se do Espírito e, assim, distancia-se da carne. Ler a Palavra, então, é o remédio dos remédios para qualquer doença da alma.
Mas nossas igrejas estão muito preocupadas em “ganhar almas” e depois em “preservar essas almas na igreja”, seja com shows gopel ou atividades do gênero. Mas a pesquisa mostra que isso não está gerando frutos. Os resultados do modelo que nossas igrejas têm adotado são deficientes. Organizar show dessa ou daquela banda de rock gospel da moda com uma palavra bíblica no meio não está gerando resutados sólidos. Pastores e líderes precisam resgatar disciplinas que podem até soar antiquadas e podem arrepiar os mais emergentes, que amam uma contextualização. Mas a contextualização da mensagem do Evangelho por si só não gera santificação. Temos que voltar às bases, aos fundamentos. Ensinar o que é pecado. Quais são suas consequências. Voltar a ensinar aos jovens que ser cristão é tomar a cruz e seguir Jesus. É renunciar. É muitas vezes sofrer pela causa do Evangelho. Temos ensinado boas-novas água com açúcar e os resultados estão nos números da pesquisa. O temor saiu pela janela.
A pornografia não é algo novo, é velha como o tempo. O registro mais antigo de um objeto representando o nu é uma peça esculpida em calcário por volta do ano 30.000 a.C., encontrada na Áustria. O pêndulo da busca pelo estímulo erótico e seu refreamento pelos princípios da fé passa por todas as etapas da História: pela opressão sexual da Idade Média, pelo afrouxamento do controle religioso da Renascença, pelo decoro bíblico da Reforma, pelos libertinos da França do século 18, pela revolução pornográfica que a invenção da fotografia gerou no final do século 19, pela explosão de filmes pornôs já em 1896 (apenas um ano após a primeira exibição cinematográfica no mundo), pela censura dos anos 30 e 40 nos EUA, pelos hippies nos anos 60 e as manifestações por mais liberdade sexual, pela invenção do videocassete e a consequente explosão da indústria pornô... até os nossos dias. Tudo isso mostra que a pornografia é um inimigo indestrutível. E que hoje ganhou força máxima, com as facilidades da Internet, das webcams, dos chats, da quebra das barreiras.
Diante disso, que faremos? Que cada pastor, cada líder, cada jovem solteiro responda, pois um dia estaremos diante do Criador e teremos de prestar contas de cada palavra e ato que fizemos ou deixamos de fazer nesta vida. Que Deus nos ajude a todos.

Fonte Genizah

Crente viciado em pornografia

Eu não queria continuar olhando,
mas não conseguia parar.
Christianity Today Shaun Groves
As últimas brasas da fogueira já estavam quase apagadas. As etiquetas nas garrafas estavam danificadas, depois de dias expostas ao sol. Os que haviam acampado perto de minha barraca já estavam longe há algum tempo. Meu amigo e eu pegamos as coisas que estavam para trás. Ficou apenas um CD de hip-hop. Tínhamos algumas malas e garrafas vazias. Além de uma revista.
Sua capa estava molhada e irreconhecível. Eu a abri com um pedaço de galho que encontrei no chão. Havia orvalho naquele dia e as páginas da revista também estavam molhadas. Naquele momento eu vi uma mulher. Ela estava com seus seios descobertos.
Desde meus sete anos tenho fugido. Quero dizer, meninas eram “problemáticas”. Elas eram indesejáveis. Elas tinham alguma coisa que desejávamos, mas não sabíamos dizer o que, já que nunca as alcançávamos. Eu ainda me lembro daquela cena. Eu estava ao mesmo tempo empolgado e receoso. Eu não conseguia entender a razão, mas sabia que ninguém deveria flagrar-me olhando aquela revista.
De uma coisa eu sabia: eu queria mais.
Alguns anos depois eu tive minha chance. Dessa vez eu não fugi. Eu tinha treze anos e estava na casa do meu amigo Tyler (nome fictício). Ele era meu único amigo com acesso à internet. Quase todos os dias nós jogávamos no computador por horas.
Certo dia, eu cliquei em um ícone que pensei ser um jogo; tudo mudou em nossa vida. Não era um jogo, mas um vídeo. Nossa primeira reação foi cair na gargalhada com as lentas imagens daquelas mulheres. Era uma gargalhada do tipo “desligue isso; é tão ridículo”. Contudo, nós não desligamos. Assistimos ao vídeo e, então, eu fui para casa.
Tyler continuou procurando por vídeos daquela natureza e me mostrou o que havia encontrado. Dessa vez, eu não fugi. Eu não queria continuar olhando, mas eu continuei. Eu estava hipnotizado.
Com o tempo, ficar olhando, juntos, aquela nudez na internet causava em nós estranheza e desconforto. Por isso, Tyler e eu preferimos nos dedicar ao pornô solo. Tyler continuou a fazer download de tudo o que podia. Dos vídeos mais leves aos mais pesados. Eu, àquela altura, estava dividido entre o prazer de ver aquelas cenas e a culpa que carregava dentro de mim pelo que estava a fazer. Em alguns dias eu estava forte, e resistia. Em outros, eu parecia um viciado em pornografia, desesperado para achar uma imagem. Apesar disso, eu nunca comprei ou fiz download de um filme pornô. Era um garoto nascido na igreja, em uma cidade pequena. Todos me reconheceriam se fosse possível descobrir quem estava comprando aqueles vídeos. Além disso, eu não tinha computador em casa. Ao invés de comprar pornô, eu comecei a roubá-los.
Eu vasculhava as casas de meus amigos para ver se os pais deles tinham alguma revista Playboy. Quando não achava, eu as roubava de lojas de conveniência. Não muitas; apenas três ou quatro em alguns anos. De qualquer jeito, eu fiz.
Página por página eu ficava imaginando se aquilo poderia ser real para mim. Sei que é constrangedor dizer isso, mas aquelas mulheres pareciam me fazer sentir amado. Meus olhos desejavam aqueles corpos e faziam sentir-me um homem. Por um momento, eu me senti desejado.
Eu me sentia perto de alguém, e não me incomodava o fato de aquele alguém não ser real. Para mim era muito real.
Entretanto, aqueles momentos de plenitude passavam. Sempre. O prazer fracassava. Em pouco tempo eu era tomado por um sentimento de remorso e culpa. Sentia-me a milhões de quilômetros da bondade e a bilhões de anos luz de Deus. Eu sempre pensava naquela primeira foto de mulher pelada que eu vi, na minha infância. Achava que Deus estava com um bastão em sua mão, me punindo à distância e me mostrando que não tínhamos nada em comum.
Sabia que aquilo não era verdade. Eu era um cristão. Sabia que Deus me via perfeito e amável, assim como via seu próprio Filho. Conhecia todas aquelas coisas. Amor. Graça. Perdão.
Contudo, eu não experimentava tais coisas em minha vida. Pior! Eu crescia cada vez mais frustrado comigo mesmo. Eu havia prometido para mim mesmo que eu não me incomodaria mais com aquilo, só para repetir meus erros.
Tyler não estava nada melhor. Ele começou a achar impossível crer em um Deus que o impediria de assistir seus vídeos pornôs. Sem Deus em sua mente, ele se convenceu de que pornografia era apenas diversão. De que forma uma diversão pode machucar alguém? Tendo decidido que não era ruim, ele resolveu que aquilo seria algo útil para sua vida. Ele fez uma assinatura da revista Playboy e começou a comprar todos os seus vídeos.
Perceber o que estava acontecendo com o Tyler foi uma forma de me despertar. Eu sabia que estava fadado ao mesmo destino. Por isso, pedi ajuda. Certo dia, estava conversando com um amigo que é um bom cristão. Sem vergonha, disse tudo o que estava acontecendo a ele. Disse que se pudesse assistir a um filme pornô de graça, sem ser acusado por minha consciência, eu o faria. Pedi ajuda a ele e nós oramos juntos.
Para minha surpresa, meu amigo me disse que tinha o mesmo problema. Na verdade, a maioria dos meus amigos tinha. Pedimos a uma pessoa mais velha de nossa igreja para se encontrar conosco uma vez por semana e nos ajudar. Aquele homem não tinha nenhuma sabedoria mágica ou força sobrenatural para nos ajudar contra a pornografia. Contudo, ele nos ouviu, aconselhou e orou conosco. Ele se tornou um cuidadoso mentor para todos nós. A primeira coisa que ele nos mostrou foi que não estávamos sozinhos naquilo, não éramos os únicos a enfrentar aquele problema e tampouco éramos loucos.
Quando me encontrei com meu grupo, vi que minha vida precisava mudar. Muitas daquelas mudanças ainda se aplicam em minha realidade hoje. Primeira lição: Corra! “Voe”, dizia nosso mentor. “Alcoólatras devem atravessar a rua para fugir de uma garrafa de bebida”. Em meu caso, isso significa que não posso entrar sozinho em uma banca de jornal, ou usar sozinho um computador sem filtros de internet.
Preciso limitar as oportunidades que dou para a tentação. Tenho que criar um espaço que me distancie da pornografia. Não posso me dar o direito de assistir TV sozinho. Mesmo com filtros na internet, não uso o computador se não tiver outra pessoa em casa. Essas restrições me aborrecem algumas vezes. Todavia, elas me ajudam demais.
A segunda coisa que aprendi foi a perguntar: Como posso aprofundar meu desejo por Deus e esquecer-me dessas coisas que me fazem pecar? Alguém me disse, certa vez, que há dois cachorros no quintal do meu coração. Um cachorro cava egoísmo, pecado e prazer. O outro cachorro cava justiça, misericórdia, paz e obediência a Deus. Quando acordo todas as manhãs, escolho qual cachorro pretendo alimentar. O que eu alimento cresce até o outro não poder mais ser visto.
Preciso alimentar o cachorro correto. Faço isso quando cultivo relacionamentos honestos com cristãos. Tenho um amigo com quem converso de forma particular diariamente. Falamos abertamente sobre sexo, pecado e tudo o que nos leva a pecar. Juntos, nós buscamos formas de evitar o pecado. Nós oramos, choramos, nos ensinamos, nos deixamos aprender.
Eu também alimento o cachorro correto ao estudar a Bíblia em grupo. Eu não apenas a leio. Escrevo o que aprendi e o que desejo fazer com aquilo. Passo um tempo em silêncio, esperando para ver o que Deus falará comigo. Eu oro, adoro, sirvo outras pessoas.
Na maior parte das vezes, o cachorro bom prevalece. Aquele terrível monstro está tão sufocado agora que nem o vejo com tanta frequência. Contudo, de vez em quando ele aparece. Começa a latir e logo me vejo na direção errada. Ele late muito alto, quando não tomo cuidado em resistir às tentações. Então eu fujo. O deixo esquecido, ignorado.
Além disso, eu oro: “Deus, me ajude a fazer hoje o que é certo. Ajude o Tyler também. Livra-nos da pornografia e leve-nos próximos da perfeição. Faça-nos amar mais ao Senhor do que a nós mesmos e nos cerque com pessoas que nos façam lembrar que tu nos amas mesmo quando erramos. Cerque-nos com amigos que sejam conosco uma igreja que promove a vida em santidade. Mate esse cão mau e alimente o bom, dentro de mim. Amém!”

Copyright © 2011 Cristianismo Hoje
via Genizah

Compulsivos sexuais

A bênção de ser ouvido
Compulsivos sexuais encontram apoio em ministérios cristãos especializados.
Um a um, oito homens chegam à sala de aula no andar de cima da igreja. Ali, todas as noites de quinta-feira, eles participam de uma reunião. O ambiente é pesado, e não poderia ser de outra maneira. “Meu nome é Kevin. Sou um viciado por sexo em processo de recuperação”, inicia um dos participantes sentados ao redor da mesa. Em seguida, cada homem fala por cerca de cinco minutos sobre como tem enfrentado as tentações na área sexual. O que os leva a abrir o coração acerca de uma área tão delicada de suas vidas não são aquelas situações comuns enfrentadas por muitos crentes, como os apelos eróticos da mídia ou um eventual assédio no ambiente de trabalho. O problema é muito mais grave – todos eles são atormentados por compulsão sexual. Tornaram-se vítimas de um desejo lascivo insaciável que os leva a trair suas esposas e até a se envolver com prostitutas.

O pequeno grupo local faz parte de uma crescente rede de homens que, ao redor dos Estados Unidos, buscam ajuda através do ministério chamado Operation Integrity (Operação Integridade). Ninguém está autorizado a dar conselhos, criticar, defender ou desculpar o comportamento de um companheiro durante estes encontros semanais, que em média duram 90 minutos. O trabalho é baseado na fé e no estabelecimento de etapas de recuperação. É bom que se diga que ninguém ali é acusado de crimes como pedofilia ou atentado ao pudor. Trata-se de homens respeitáveis, pais de família exemplares e profissionais zelosos. Gente envolvida com o Evangelho, que ocupa os bancos das igrejas aos domingos e até exerce cargos eclesiásticos. Mas poucos têm a coragem de confessar as taras e os hábitos sexuais destrutivos aos seus pastores, mulheres e filhos.

As reuniões da Operação Integridade (OI) como esta, realizada na Coast Hills Community Church, uma grande igreja não-denominacional em Aliso Viejo, no sul da Califórnia, são na verdade a última esperança para muitos deles. Após compartilhar suas histórias, os participantes do movimento se revezam para ler parágrafros do livro When Lost Men Come Home (“Quando homens perdidos voltam para casa”), escrito pelo fundador do ministério, David Zailer. A partir daí, tem início uma conversa franca. Os depoimentos, em sua maioria, mostram que os envolvidos apresentaram progressos desde que começaram a freqüentar o grupo, mas nenhum ainda chegou àquele almejado estágio da libertação do problema. Fé e força de vontade são fundamentais no processo, assim como a solidariedade. Ao fim da tarde, os participantes trocam abraços e palavras de incentivo. “Estamos todos nesta trincheira juntos” diz Sonny, um dos participantes, após a reunião. “Eu me fortaleço através destes homens”.

“Homens desesperados” – Zailer, o fundador da Operação Integridade, convidou Christianity Today a participar de uma das sessões, que são confidenciais. Por isso, os outros nomes citados nesta reportagem são fictícios. Ele é claro ao dizer que os encontros de nada adiantarão se não houver total envolvimento. “Precisamos ser o mais honestos possível. Um homem pode aparecer por sentir-se culpado, ou porque a mulher o obrigou a vir ou ainda por ter boas intenções. Mas se ele não estiver quebrantado, não ficará. Nosso programa é para homens desesperados”, explica. Embora não esteja classificada no Manual Diagnóstico e Estatístico dos Distúrbios Mentais, a chamada adição sexual é amplamente reconhecida como um problema. Especialistas dizem que este tipo de distúrbio é definido pelo comportamento obsessivo, independente de suas conseqüências negativas para a própria pessoa ou suas relações. Na verdade, o viciado em sexo típico é aquele indivíduo que já tentou parar mas não obteve sucesso – e, no caso dos cristãos, tal comportamento costuma trazer profundo sentimento de culpa.

“Acontece que o viciado em sexo não odeia a si mesmo ou a seu pecado o suficiente para abandonar o vício”, continua Zailer, que fundou a Operação Integridade em 2001. Evidentemente, fala por experiência própria. Criado no Evangelho, ele foi abusado sexualmente aos oito anos de idade por um amigo de sua família, membro da mesma igreja. Na adolescência, tornou-se dependente de álcool, cocaína e crack. Mais tarde, passou cinco anos atuando em filmes pornográficos, valendo-se de sua imagem atraente e da boa compleição física. Como pena alternativa a uma condenação de oito anos de prisão por envolvimento com drogas, Zailer passou 18 meses em um programa de tratamento. Enquanto tentava parar com seu vício sexual, ele tornou-se mais obsessivo quanto ao sexo: “Eu fiz diversos compromissos de parar”, revela. “Mas não houve quantidade suficiente de determinação pessoal ou atividade religiosa que me protegesse”.

Zailer encontrou poucos no círculo da igreja que estivessem dispostos a conversar honestamente sobre pecados sexuais. Então, elaborou doze passos que, no seu entender, seriam capazes de libertar gente como ele. Este processo está na base do trabalho do ministério. Todos os envolvidos mantêm uma lista telefônica e desenvolvem suas próprias amizades dentro do grupo. O homem que precisa de ajuda começa a ter contato com um mentor, muitas vezes diariamente. A rotina de Zailer é pesada. Ele trabalha como construtor de piscinas e recebe, diariamente, dezenas de ligações de pessoas que buscam encorajamento. Algumas vezes, a conversa é rápida, apenas para saber se vai tudo bem. Em outras ocasiões, contudo, a confissão de um drama e o posterior aconselhamento podem levar horas.

Império dos sentidos – Autoridade amplamente reconhecida quando o assunto é a ajuda à compulsivos sexuais, Patrick Carnes, autor e diretor executivo do Gentle Path Program, estima que 8% dos homens adultos e 3% das mulheres adultas tornam-se viciados em sexo em algum momento de suas vidas – o que equivale a dizer que, apenas nos Estados Unidos, cerca de 30 milhões de homens apresentam algum distúrbio sério nesta área. O obsessivo torna-se depedente da resposta neuroquímica do corpo durante as mais variadas práticas sexuais, o que inclui masturbação, parceiros múltiplos, exibicionismo, voyeurismo, pornografia na internet e até crimes como abuso sexual e estupro. A busca contínua por novas sensações torna a vítima um escravo do sexo.
Conselheiros cristãos e psicólogos dizem que a extensão do problema da adição sexual é a escassez de programas de tratamento, o que faz com que milhões de freqüentadores de igrejas, tanto homens como mulheres, continuem presos ao problema por décadas. Por outro lado, a própria cultura de Igreja, que proporciona poucas oportunidades para tratar o pecado sexual, inibe a maioria das vítimas de buscar solução ou compartilhar seu drama com os irmãos. Geralmente, o compulsivo sexual não busca ajuda até que uma crise ocorra – por exemplo, quando a esposa descobre uma agenda repleta de telefones de mulheres ou é demitido do emprego por acessar sites pornográficos na internet. Há quem tenha sido pego no flagra – por exemplo, navegando por sites pornô – pela família no domingo pela manhã, antes de sair para a igreja.
Além da Operação Integridade, diversas organizações cristãs voltadas para homens sexualmente compulsivos começam a emergir. Já existem mais de 60 grupos do gênero nos EUA, que se dedicam especificamente a ajudar quem sofre de adição sexual. Os nomes das instituições sintetizam a natureza do trabalho: Pure Warriors (Guerreiros Puros), Pure Desire (Desejo de Pureza), Pure Life (Vida Pura), Samson Society (Sociedade Sansão). Seus métodos diferem, mas todos estes programas partilham a crença de que um viciado em sexo é impotente para mudar seu comportamento sozinho.
“Satanás adora quando pensamos que podemos derrotar este problema sozinhos” diz Mark R. Laaser, autor do livro Healing the Wounds of Sexual Addiction (“Curando as feridas do vicio sexual”). Para Nate Larkin, fundador da Samson Society, um processo de adição pode começar com a insatisfação conjugal. Mas afinal, o vício sexual é mesmo um distúrbio ou simplesmente um tipo de comportamento imoral? Bob Hugs, psicólogo clínico de Laguna Hills, Califórnia, é porta-voz de muitos terapeutas cristãos que enxergam a adição sexual tanto como uma escolha pecaminosa quanto um distúrbio biológico. O começo pode ser a repetição de um comportamento sexual. “Essa adição pode se apropriar do indivíduo e roubar sua vontade própria”, diz Hughes, que ajudou Zailer em sua recuperação e já encaminhou trinta de seus pacientes às reuniões da OI.
Douglas Weiss, 45 anos, diretor executivo do Centro de Aconselhamento Heart to Heart, em Colorado Springs, diz que o cérebro de um viciado não discerne se seu comportamento sexual é moral ou imoral. Ex-compulsivo sexual e sóbrio há 20 anos, Weiss conduz diariamente seminários intensivos para que os viciados determinem o perfil de sua adição – se a dinâmica é primeiramente biológica, psicológica ou espiritual, se é baseada em traumas ou relacionadas à repulsa sexual, ou uma combinação de fatores.
Desafio à Igreja – Embora só tenha sido identificada como distúrbio comportamental nas duas últimas décadas, adição sexual já apresenta uma preocupante evolução. Uma delas diz respeito ao perfil das vítimas. Até recentemente, aqueles que sofreram abuso sexual na infância possuíam maior probabilidade de se tornarem compulsivos, numa espécie de tentativa de mudar o resultado do que lhes aconteceu através de uma reprodução de comportamento. Agora, uma das preocupações dos ministérios especializados é a redução na média de idade dos compulsivos. Muitos adquirem o vício já na adolescência.
Ao mesmo tempo, será que a Igreja pode ser verdadeiramente eficaz se não é um lugar seguro para que um homem compartilhe suas lutas? A política da tolerância zero adotada por muitas denominações evangélicas – que consiste, em muitos casos, na proibição peremptória à abordagem do assunto – só dificulta as coisas. “A Igreja terá que decidir se lutará para ser a noiva pura de Cristo” diz Stuart Vogelman, diretor executivo do Pure Warrior Ministries (Ministério Guerreiros Puros) de Valleyford, Washington. “O silêncio é o maior inimigo da saúde sexual. Provavelmente, esta será a batalha mais difícil que a igreja já enfrentou e a maioria das comunidades cristãs não está equipada para isso”, alerta.
“Existem homens feridos em todos os países, que tentam curar suas feridas através do comportamento sexual compulsivo” diz Vogelman, que passou 23 anos como um consultor internacional de negócios na área da saúde. “Mas esses mesmos homens envenenados pelo diabo estão saindo do poço para ministrar a outros homens enquanto se recuperam”, sinaliza. “Essa nova epidemia dá à Igreja uma oportunidade incomparável”, ele diz. “O inimigo tem agido. Homens desesperados farão o que for preciso para obter ajuda”. (Tradução: Karen Bomilcar)
Compulsão é patologia
No Brasil, ainda não existem entidades cristãs organizadas para prestar apoio espiritual a vítimas de compulsão sexual. A lacuna costuma ser preenchida por ministérios que atuam na área de família, nos quais o trabalho de aconselhamento nem sempre aborda o tema especificamente. Viciados em sexo têm à disposição serviços de natureza secular, como o desenvolvido pelo Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad), mantido pela Universidade Federal de São Paulo. A iniciativa surgiu em 1995 como grupo de apoio a compulsivos sexuais, e hoje atende gratuitamente cerca de 50 pessoas.

Quatorze destes pacientes estão submetendo-se a um estudo que visa avaliar a eficácia do uso de antidepressivos no tratamento da patologia. “Nós queremos dar fundamentação científica para os resultados”, diz o coordenador do Ambulatório de Tratamento do Sexo Patológico do Proad, Aderbal Vieira Jr. Segundo ele, as causas da compulsão são variáveis, podendo ser comportamentais ou neurológicas. “O sexo compulsivo vem sendo estudado há 15 anos, o que para a medicina é muito pouco”, admite o especialista.

Por John W. Kennedy
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