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BÊNÇÃOS MATERIAIS E BÊNÇÃOS ESPIRITUAIS PODEM NÃO ANDAR JUNTAS

“... Mas Deus lhe disse “ Seu tolo! Esta noite você vai morrer; aí quem ficará com tudo o que você guardou?” ( Lucas 12:20) 

A Bíblia é extraordinária porque responde a todas as indagações do homem. O crucial está na forma de buscar as verdades divinas a estas indagações. Precisamos ser cautelosos nas buscas de interpretações teológicas que podem trazer distorções na aplicação dessas verdades bíblicas.

Algumas destas interpretações teológicas, por exemplo, ensinam que ter muitas posses materiais são sinais de bênçãos da parte de Deus. Bênçãos materiais e bênçãos espirituais podem não andar juntas. Bens materiais podem ser resultados de bênçãos, mas podem não produzir bênçãos. Podem se transformar em idolatria. As pessoas podem se tornar escravas do objeto da benção.

1. Prosperidade não é uma evidência clara de bênçãos
espirituais 
“ Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu...” ( Ap. 3:17)
A Igreja de Laodicéia era de pessoas ricas. Seus membros ostentavam muito luxo. O nível espiritual dos crentes era o pior possível “ nem frio nem quente”. Viviam complacentes com o mundo, andavam muito ocupados com as coisas materiais que não tinham lugar para Cristo em seus corações. Uma Igreja economicamente próspera, mas desqualificada pela sua pobreza espiritual. Nada adiantará o que você possui ou quanto dinheiro seja capaz de ganhar, se sua fé não fizer diferença no seu contexto de influência.

2. A bênção pode deixar de ser bênção, quando: 
. O abençoado se torna escravo do objeto da benção.
“... Quando o moço ouviu isso, foi embora triste, pois era muito rico.... “( Mt. 19:22)
O relato bíblico é um tópico exemplo de quem coloca o coração nas riquezas. A exemplo desse jovem abastado, quantos estão sendo abençoados numa carreira pública, ou de executivo, prospera nos negócios, no entanto, tornam-se escravos de si mesmos, colocam Deus no segundo plano de suas vidas. Para esses, a bênção deixa de ser bênção. Tornam-se ricos materialmente mas pobres espiritualmente. Uma benção que não abençoa.

. O objeto da benção ocupa o lugar de Deus no coração, tornando uma Idolatria.

Exorta os ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso deleite ”
( I Tm. 6:17)

É promessa de Deus que todos os seus filhos sejam prósperos, abençoados e abençoadores. A Palavra de Deus exorta aos ricos não depositarem suas esperanças nas riquezas, mas em Deus. Quantos tem prosperado na vida, atraídos pelo orgulho, pela ambição em querer mais, colocam Deus no segundo plano de suas vidas. 

A bênção deixa de ser benção

3. Os perigos atrativos da benção. quando buscamos bênçãos e não o Deus das bênçãos
O Senhor Jesus atraía multidões, mas as pessoas buscavam bênçãos e não Jesus. Isso não acontece nos nossos dias? Quanto maior for a ênfase de cura e prosperidade mais atrativos para as pessoas. A mensagem da cruz, da renuncia e viver uma vida piedosa, não são tão atrativas como buscar bênçãos.

. Quando somos atraídos por bênçãos motivados pela inveja porque outro recebeu

... Pegue o seu pagamento e vai embora. Pois eu quero dar a este homem, que foi contratado por último, o mesmo que dei a você”

( Mt. 20:14)
O relato bíblico descreve o comportamento de uma pessoa invejosa. Recebeu o que foi combinado, mas invejou do outro que trabalhou menos horas e ganhou o mesmo salário. De qualquer modo a inveja é um pecado em qualquer situação. No entanto, buscar bênçãos de Deus motivado pela inveja porque outro recebeu é uma ofensa ao coração de Deus.

. Quando murmuramos contra Deus por não ser atendido com benção

“... Parece que não adiantou nada eu me conservar puro e ter as mãos limpas de pecado. Pois tu, ó Deus, me tens feito sofrer o dia inteiro, e todas as manhãs me castigas” ( Sl. 73:13,14)
Murmurar é como dizer a Deus, não estou contente com o que o Senhor está fazendo comigo. Tenho feito tudo direitinho, não tenho pecado, tenho buscado viver honestamente, no entanto, nada tem adiantado. 

O ímpio prospera tanto e quanto a mim só levo a pior. Você conhece pessoas assim? Ou você mesmo já foi tentado a murmurar alguma vez contra Deus? A murmuração é um pecado que abre brechas para o Diabo entrar na vida das pessoas. Nos momentos de fraquezas o Diabo se apresenta com soluções que nos afastam de Deus.

Reflexão:
O que esta reflexão falou ao seu coração? Se o seu entendimento sobre benção está em desacordo com o que a Bíblia diz, então, reveja o quanto antes e tome posição correta. O Deus da bênção seja a bênção maior na sua vida. Amem!

Por amor a Cristo!

Nove entre dez brasileiros atribuem a Deus sucesso financeiro

Segundo Datafolha, até ateus creditam ao Criador
sucesso nas finanças
O Datafolha, instituto de pesquisas pertencente ao Grupo Folha, realizou uma pesquisa com mais de 2 mil brasileiros em 174 municípios, acerca da relação entre a fé e o sucesso financeiro.

Os resultados, divulgados pelo jornal Folha de S.Paulo, apontam que nove entre cada 10 brasileiros concordam com a frase 
“Todo o sucesso financeiro da minha vida eu devo, em primeiro lugar, a Deus”, utilizada na pesquisa.

Os índices foram altos em vários grupos. Entre os religiosos, a concordância com a afirmação superou mais de 90% das respostas. 70% dos que se declararam sem-religião, por sua vez, também concordam de que a questão econômica tem relação direta com a fé.

O dado mais curioso, no entanto, foi que, do grupo dos ateus, ou de pessoas que declararam não acreditar em Deus, dos que se declaram sem-religião, 23% concorda com a frase de que a vitória no campo financeiro deve-se a Deus.

Com base nos resultados do estudo, foi considerado que quanto menor é a renda e a escolaridade, maior são as chances de um indivíduo concordar com a frase utilizada pelo Datafolha.

Em contrapartida, o nível de concordância entre pessoas com formação superior também foi alto: 77% dos indivíduos com alguma espécie de graduação concordam com o impacto divino nas questões econômicas, assim como sete entre 10 pessoas com renda acima de dez salários mínimos.

A frase “As pessoas pobres, em geral, não têm fé em Deus, e por isso não conseguem sair dessa situação”, no entanto, alcançou resultados mais díspares. 

O nível de concordância atingiu níveis maiores entre populações mais pobres e dentre os de renda mais alta, a frase não alcançou sinais de consenso.

Da mesma forma, as origens da pobreza é questão de motivos diferentes entre católicos e protestantes. Segundo o Datafolha, evangélicos costumam acreditar mais que a pobreza é motivada pela falta de fé.


Fonte: GospelPrime

Igrejas evangélicas do Brasil vivem crise econômica

Teologia da Prosperidade está em xeque
Estima-se que o Brasil tenha cerca de 50 milhões de evangélicos. O mercado gospel que supre as demandas desse público está dando indícios de viver uma crise financeira que reflete o momento pelo qual passa o país, que vê chegar a 12 milhões o número de desempregados.

Mesmo com a saída de Dilma, cujas políticas equivocadas geraram o mau momento econômico, os problemas devem persistir. Especialistas já apontaram que será necessário quase uma década para reparar os estragos deixados pela administração dela.

O demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, especialista em religiões, explica que a renda per capita do Brasil caiu, em média, 10%. “A perda de poder aquisitivo das classes C e D com certeza afetou as igrejas, sobretudo aquelas muito comerciais. As menos voltadas para a arrecadação podem até ter recebido mais fiéis, em busca de alívio para suas dificuldades”, analisa.

Isso coloca em xeque a Teologia da Prosperidade, adotada por um número crescente de igrejas no país. Ela prega que quanto mais o fiel ofertar a Deus, mais bênçãos receberá. O paradoxo está no fato de que, mesmo anunciando isso há décadas, ministérios conhecidos por defendê-la experimentam um declínio nas arrecadações de dízimos e ofertas.

A revista Veja fez um levantamento e constatou que, no último ano e meio, a queda de receita chega a 40% em alguns segmentos de produtos e serviços voltados para os evangélicos. O processo de declínio se acelerou em meados de 2015.

Um dos primeiros a se manifestar sobre o assunto, no ano passado, foi o pastor Silas Malafaia, líder do Ministério Vitória em Cristo: “Tive que demitir cem pessoas, quase 10% do total que emprego. Também pisei no freio na inauguração de novos templos”.

Sua denominação pretendia inaugurar em 2016 mais quinze igrejas pelo Brasil. Por causa da diminuição de arrecadação, apenas oito ficarão prontas. O templo de 20 milhões de reais para 6 000 pessoas em São Paulo, principal desafio do momento, corre risco de atrasar. “Meu desejo era inaugurá-lo em quatorze meses. Agora vai depender da economia e entrada de recursos”, resume.

O missionário R.R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, também está construindo um templo milionário em São Paulo. O reflexo da crise atingiu sua Faculdade do Povo, fundada em 2009 por uma associação ligada à Graça. Ela oferecia cursos na área de comunicação para 430 alunos, mas acabou fechando as portas.

Destoam desse cenário as igrejas de estados onde a base da economia é o agronegócio. Segundo o bispo Robson Rodovalho, fundador da Sara Nossa Terra, Goiás, Mato Grosso do Sul e interior de Minas Gerais, as coisas não mudaram tanto. “Já onde a economia depende da indústria, como São Paulo, tudo despencou. Em Pernambuco, a operação Lava-Jato causou grande estrago”, explica.

Um dos motivos para isso foram os milhares de desempregados da refinaria Abreu e Lima, obra paralisada por causa das investigações sobre propinas.
A Sara admite que precisou dispensar 250 funcionários (15% do efetivo com carteira assinada) e cortar despesas. Dos 1 400 templos da Sara Nossa Terra, 400 funcionam em sede própria. Os demais negociaram a redução do valor dos aluguéis em cerca de 20%.

Livros e discos

O mercado de música gospel, que parecia se manter firme enquanto todo o setor fonográfico brasileiro acumula prejuízos com discos e CDs físicos desde os anos 90, agora dá sinais de ter perdido a força. Nos últimos dezoito meses, o segmento que já movimentou 1,5 bilhão de reais por ano, sucumbiu à crise.

“As vendas caíram 50% este ano e tive que reduzir pela metade o meu pessoal”, lamenta Arolde de Oliveira fundador da MK Music, maior gravadora gospel do país. Ele conhece bem as causas da crise, pois é deputado federal pelo DEM do Rio de Janeiro. Oliveira acrescenta que a diminuição dos patrocínios afetou diretamente os shows de música que reúnem milhares de pessoas. Por exemplo, o Louvorzão, realizado tradicionalmente no Rio, foi cancelado em abril.

O bispo Rodovalho, que também é cantor conta que precisou mudar sua agenda. “Também aumentei o número de shows. Estou fazendo até três por fim de semana, para tentar compensar os prejuízos.”

A editora Central Gospel, do ministério Vitória em Cristo precisou demitir 40% do seu quadro de funcionários, num processo de “readequação”. Malafaia desabafa: “É lamentável. As pessoas não estão consumindo. Estão ficando desempregadas e, como outras empresas, sentimos a crise. O sol se levanta e a chuva cai para o justo e o injusto. Veio para todos”.

A Thomas Nelson, a maior editora de livros evangélicos do país, vinha experimentando um aumento anual médio nas vendas de 30% até 2015. Mas este ano despencou, devendo terminar 2016 com apenas 5% de crescimento. “Felizmente, temos um público cativo”, comemora o publisher Omar Souza.

Menos pregação na TV
A TV talvez seja a maior vitrine de como a crise atingiu as igrejas. A redução das doações se traduz em menos horas no ar. Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, vem perdendo espaço na telinha há anos.

Em meados de agosto encerrou o contrato de um canal que mantinha na NET por cerca de 3 milhões de reais por mês. “A audiência não estava valendo o custo”, sublinha o deputado estadual Milton Rangel (DEM), ligado a Santiago.

Silas Malafaia também cortou os programas que exibia na Rede TV! Rodovalho adiou a expansão da sua TV, a Rede Gênesis, para o litoral paulista. O único que não dá sinal visível de ter sido afetado é Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, que vem experimentando crescimento da rede Record, de sua propriedade.



"A vida em abundância não tem nada a ver com bens materiais", diz pastor Rick Warren

"Paulo foi fiel, mas ele acabou na prisão. João Batista foi fiel, mas
ele foi decapitado. Milhões de pessoas fiéis chegaram ao fim da vida
sem nenhuma 'bênção material' para mostrar", afirmou Rick Warren.
O pastor da igreja 'Saddleback' (Califórnia) e autor do sucesso "Uma Vida com Propósitos", Rick Warren pediu aos cristãos que mantenham sempre em mente, que "sua vida na Terra é apenas uma missão passageira" e que se concentrem no que realmente importa.

Warren publicou uma devocional na última segunda-feira (8) que incidiu sobre a passagem de 2 Coríntios 4:18, conforme divulgado por um aplicativo cristão.

"Nós devemos fixar a nossa atenção, não nas coisas que podem ser vistas, mas sim nas coisas que são invisíveis. O que pode ser visto dura apenas por um tempo, mas o que não pode ser visto dura para sempre", diz o versículo.

"Saiba que esta verdade deve alterar radicalmente seus valores e fixar sua atenção sobre as coisas que são eternamente importantes", escreveu Warren.

O pastor reconheceu que é difícil entender essa premissa quando a vida está atribulada

"Quando a vida fica difícil, quando você está sobrecarregado com a dúvida, ou quando você quer saber se viver para Cristo vale a pena o esforço, lembre-se que você ainda não está em casa. Quando você morrer não estará deixando sua casa. Na verdade está indo para casa".

Criticando a teologia da prosperidade, Warren também observou que "um erro fatal é supor que os planos de Deus para a sua vida estão focados na prosperidade material ou no sucesso popular, como o mundo o define".

"Paulo foi fiel, mas ele acabou na prisão. João Batista foi fiel, mas ele foi decapitado. Milhões de pessoas fiéis foram martirizadas, perderam tudo ou chegaram ao fim da vida sem nenhuma 'bênção material' para mostrar", continuou Warren.

"A vida em abundância não tem nada a ver com a abundância material. A fidelidade a Deus não garante o sucesso em uma carreira ou mesmo no ministério. Nunca se concentre em 'coroas provisórias".

Rick Warren e sua esposa, Jay lideram atualmente
um ministério que visa alertar as igrejas sobre a realidade
de pessoas que lutam contra distúrbios psíquicos e
mentais, como a esquizofrenia. (Imagem: Saddleback)
As declarações de Warren sobre a natureza temporária da vida terrena Terra se assemelham aos comentários que ele fez anteriormente, sobre a natureza duradoura da família de Deus.

Em julho, Warren explicou em uma devocional que a "família de Deus" vai durar mais que qualquer outra coisa nos dias modernos.

"Daqui a mil anos, se ainda houver terra aqui, não haverá a Microsoft, não haverá Hollywood, não haverá talvez, nem os Estados Unidos da América, porque nenhum reino terrestre dura para sempre. Não haverá nada que pensamos que são tão grande", disse Warren.

"Mas ainda haverá a família de Deus. O povo de Deus permanece. É a única coisa que vai durar. Não peço desculpas em dizer-lhes que o fato de estar unido a uma família espiritual possa ser a coisa mais importante que você faça na sua vida".

Warren deu tais declarações, quando argumentou sobre a importância de que os cristãos participem de uma igreja local.

"A Igreja está fazendo a diferença no mundo e isso vai durar mais do que a sua carreira. Isso vai durar mais que seus hobbies", Warren continuou.

"Vai durar mais que qualquer outra coisa que você faz. É a única coisa que vai durar para sempre, porque está focada na mudança de vida. Há apenas duas coisas que vão durar para sempre: A Palavra de Deus e o Seu povo".


Fonte: GuiaMe

Depois de pedir U$ 65 milhões para comprar jato, pastor pede desculpas

Estados Unidos - "Reconhecemos plenamente que o vídeo da campanha não fez um bom trabalho de comunicação, e pedimos desculpas por qualquer confusão que possamos ter causado", explica o conselho do Ministério Creflo Dollar em uma declaração.

Depois do polêmico vídeo onde o famoso pastor americano Creflo Dollar inicia uma campanha de arrecadação para comprar umjatinho no valor de 65 milhões de dólares (revertido em aproximadamente 204 milhões de reais), foi emitido pelo conselho de seu ministério um pedido formal de desculpas.

"Reconhecemos plenamente que o vídeo da campanha não fez um bom trabalho de comunicação, e pedimos desculpas por qualquer confusão que possamos ter causado - um novo vídeo será relançado", explica o conselho do Ministério Creflo Dollar em uma declaração.

"Pretendemos adquirir um [jato] Gulfstream G650 porque é o melhor, é um reflexo do nível de excelência em que esta organização escolhe operar. Nós, da família World Changers, valorizamos a vida, a segurança e o bem-estar dos nossos pastores e líderes, e desejamos proporcionar a eles a melhor experiência de viagem aérea possível".

No antigo vídeo, Dollar alegou que sua família tinha sido ameaçada por problemas mecânicos com o antigo jatinho do ministério, e pediu que cerca de 200 mil membros da World Changers Church International doassem 300 dólares (aproximadamente 940 reais), cada um, para substituir por um modelo mais tecnológico.

O vídeo foi removido pela igreja no início do ano, mas a controvérsia sobre a campanha e o espaço aberto a doações continuaram.

Os membros do conselho também defenderam a decisão de comprar um novo avião no futuro. "Nós, sinceramente, rejeitamos a ideia de que o projeto do jato é uma imposição sobre nossa comunidade ou que, de alguma forma, tire proveito do nosso povo", disseram eles. "Muito pelo contrário, esta solicitação é vista por nossa comunidade como um procedimento operacional padrão para as pessoas de fé."

guiame

A revista norte-americana Forbes divulgou a lista dos mais ricos do mundo. Incluiu entre eles o "Bispo Edir Macedo", da Igreja Universal do Reino de Deus.

O patrimônio de US$ 1 bilhão coloca Macedo na 1.868ª posição, o último entre os 48 bilionários brasileiros citados. Aos 70 anos, casado, pai de três filhos, morando em Atlanta (EUA), Macedo é caracterizado como empresário de mídia “self made”. Que se fez por força própria, na expressão americana.

A Forbes tenta explicar a origem do dinheiro de Macedo. Lembra que criado como católico, converteu-se à religião evangélica em 1970. Em 1977, fundou sua própria igreja, baseada na “teologia da prosperidade”. Baseia-se na proposta de que a fé e o compromisso de atuação e de contribuições financeiras com a igreja são recompensados ​​com riquezas.

Em julho de 2013, Macedo tornou-se banqueiro ao adquirir 49% do Banco Renner, “que possui uma das mais altas taxas de juros no Brasil”, salientou a revista. “A transação espantou porque o Banco Central do Brasil tratada Macedo como investidor estrangeiro uma vez que ele é baseado em os EUA”, assinalou.

A maior parte da fortuna de Macedo tem origem na Rede Record, a segunda maior emissora do Brasil, adquirida em 1990. “Não está claro como ele conseguiu o financiamento para comprar a empresa: o Ministério Público do Brasil tem sondado a questão há mais de dez anos e produziu relatórios que alegaram que ele usou os fundos da igreja. Macedo se recusou a comentar”.

O império de mídia de Macedo já inclui uma filial Telemundo com sede em Atlanta. Em 2014, Macedo inaugurou uma enorme réplica do Templo de Salomão em São Paulo, com capacidade para 10 mil fiéis. A mega-igreja custou US$ 200 milhões.

Antes de mais nada diga-se que a fé é um negócio mundial. Listas de pastores mais ricos do mundo se multiplicam, sendo lideradas por pastores americanos milionários. A Nigéria produziu cinco deles, todos com patrimônio em centenas de milhões de dólares. Mas bilionário até agora só Macedo.

No Brasil, outros bispos de denominações evangélicas seguem o caminho de Macedo. Valdemiro Santiago, ex-protegido de Macedo e hoje inimigo figadal, criou a Igreja Mundial do Poder de Deus. Seu patrimônio é estimado em US$ 220 milhões. Silas Malafaia criou sua própria igreja, Vitória em Cristo, em 1990.

Tem bens na ordem de US$ 150 milhões e arrecada contribuições para reunir US$ 500 milhões para criar uma rede mundial de emissoras evangélicas. O pastor R. (Romildo) R. (Ribeiro) Soares acumula US$ 150 milhões em bens, entre eles um jatinho King Air 350, avaliado em US$ 5 milhões.

É preciso separar os líderes das igrejas de seu rebanho. Um quarto dos brasileiros se declara evangélico. São mais de 50 milhões de pessoas. A maioria pobres, com pouca escolaridade. Sua fé deve ser respeitada. Há vários estudos que mostram a importância das igrejas evangélicas na melhoria das relações familiares, na redução de vícios e na capacitação e melhoria da força de trabalho.

De certa maneira, dedicar-se a uma religião pode mudar vidas desregradas, núcleos familiares conflituosos e estimular o desempenho no trabalho e na criação de negócios. A “teologia da prosperidade” tem fundamento socioeconômico.

A liberdade de escolha de religião é mais sagrada do que o entendimento do papel dela na vida de uma pessoa. Mas, quando os braços de uma determinada religião começam a abarcar causas mais do que terrenas _ adquirindo redes de televisão, aviões, patrocinando campanhas e partidos eleitorais_, qual deve ser o papel do Estado?

Como o Estado deve acompanhar e fiscalizar o enriquecimento de seus líderes, todos voltando os negócios para meios de comunicação que funcionam como concessão pública? As igrejas gozam de isenção de impostos. Diversas investigações mostram operações de compra de emissoras e de bens com dinheiro vindo de contas do exterior por prepostos de igrejas.

O crescimento do poder midiático levou ao crescimento do poder político. Os evangélicos já têm um dos seus na presidência da Câmara dos Deputados. A questão não é a opção individual religiosa. É sim se o Estado omite-se na formação de um poder político financiado por doações crédulas, mas manipulado por interesses estritamente terrenos.

informações/Yahoo/Forbes

07 dicas infalíveis para o crente ser próspero e adiquirir riquezas?

Lamento muito se você chegou a este BLOG com a expectativa de encontrar receitas mágicas para adquirir riquezas. Lamento também lhe informar que aqui você não encontrará dicas de atos proféticos, nem tampouco um manual humanista para convencer a Deus de que você é filho do Rei e que portanto precisa ser rico.

As dicas que eu tenho são simples, práticas e obejetivas e que se usadas poderão lhe ajudar a viver a vida de uma diferenciada, isto posto, vamos a elas:

1-) Gaste menos do que ganha. Os que gastam mais do que recebem jamais prosperarão. Pelo contrário, viverão para pagar dívidas.

2-) Trabalhe mais. Prosperidade vem pelo trabalho. Entenda que Deus não estimula, nem tampouco incentiva a pratica da vagabundagem. Infelimente em nosso país existem inúmeras pessoas que desejam um emprego e não um trabalho. Nessa perspectiva, espiritualizam a vida, deixando de lado, aquilo que de fato pode lhe proporcionar prosperidade, isto é, dedicação ao trabalho.

3-) Fuja do consumismo. Será que definivamente você precisa de várias televisões? Será que você precisa de tantos pares de sapato? Será que toda festa ou casamento que for convidada você precisa comprar um vestido novo? Ora, o consumismo é uma desgraça. Quantos não são aqueles que se individam desnecessariamente?

4-) Compre a vista e nunca financie aquilo que não tem condições de pagar. Lamentavelmente muitos dos que se encontram endividados, assim estão, porque compraram algo que não podiam pagar. São irresponsáveis, incosequentes que em nome da "fé" gastaram além daquilo que ganham.

5-) Nunca use o cheque especial. A taxa do cheque especial ultrapassou os 200% ao ano. É a maior desde 1999 e os que usam este tipo de crédito entram num buraco sem fundo.

6-) Use o cartão de crédito com equilíbrio. O cartão de crédito é uma faca de dois gumes. Pode ser uma bênção na sua vida se souber usa-lo, todavia, a maioria dos crentes, fazem uso indevido do cartão, gastando mais do que poderiam gastar.

7-) Faça tudo para a glória de Deus. Trabalhe, estude, compre, economize, compartilhe, doe, enfim, tudo o que fizer, o faça visando a glória de Deus.

Caro leitor, vale a pena ressaltar que mesmo observando e cumprindo cabalmente essas dicas é possível que você jamais enriqueça, contudo, não tenha dúvida que sua vida será bem melhor do que é.


Pense nisso,

Por Renato Vargens, no
Púlpito Cristão

Roberto Vascon: o mendigo que ficou milionário fazendo bolsas

A história do brasileiro Roberto Vascon, o designer que fabrica e vende bolsas para as mulheres mais famosas e ricas do mundo, é surpreendente, emocionante e de uma garra tamanha, que é preciso ser contada e compartilhada.
É um caso de superação dupla, para fazer um livro e um filme: nasceu pobre, ficou rico, vendeu tudo, voltou a dormir na rua, começou de novo e venceu novamente.
Uma história que teve ajuda de jornalistas, artistas e de Deus, como ele conta.
Mineiro, de Raposos, Roberto Vascon nunca pôde estudar - nunca - mas fala 3 línguas: inglês, francês e espanhol.
De família pobre, e pai alcoólatra, a vida dele começou difícil desde pequeno.
Roberto teve que trabalhar logo cedo para ajudar a manter a casa.

E ele conta que sempre teve uma ligação muito forte com Deus e naquela época de muita dificuldade, com o pai na cama, fez pacto com Deus:
“Deus me ajuda, me ilumina. Eu não tenho outra coisa na vida senão você. Tudo que você me der, eu não vou levar para o cemitério, pra cova. Enquanto eu estiver vivo eu vou ajudar o ser humano”, prometeu.

Rio de Janeiro
Mas a situação não melhorou imediatamente.
Roberto foi para o Rio de Janeiro, quando adolescente, e passou fome.
Ele conta que lavava carros para sobreviver.
Até o dia em que conheceu o cantor Cazuza, que em vez de deixar Roberto Vascon lavar o carro, o convidou para almoçar.
Dessa amizade, Roberto conseguiu um emprego como vendedor numa loja de roupas.
Nova York
Quando conseguiu juntar dinheiro, ele pegou um vôo para Nova York, onde dormiu durante 4 meses num banco do Central Park.
Ele se enrolava em jornais e usava caixas de papelão para sobreviver ao frio do mês de novembro, quando chegou.

Lá conheceu uma mendiga que o ensinou a falar inglês.
Longe de casa, da mãe, passando frio e necessidade, Roberto teve outra conversa com Deus, com quem diz falar todo dia.

Ele conta que reclamou da vida que estava levando, com frio, fome, sede, saudades da mãe... e disse que estava cansado: pediu para Deus “levá-lo embora”.
Naquela noite o brasileiro teve um sonho estranho, que mudaria sua vida.
O sonho
Roberto Vascon sonhou com milhares de pássaros. Ele “balançava os galhos das árvores onde eles estavam e voavam bolsas”.
No dia seguinte ele catou muitas latinhas, juntou 80 dólares e comprou peças de couro, linha e agulha e começou a costurar no Central Park, suas 12 primeiras bolsas, parecidas com as do sonho.

Coincidentemente, ou não, passou sua primeira cliente: uma moça que perguntou se as bolsas eram da Itália. Ele não sabia, mas era a editora-geral de moda do jornal The New York Times, Nancy H. Na conversa ela descobriu que Roberto nunca tinha ido à escola e mesmo assim fazia bolsas incríveis.

No meio do papo, Roberto disse que precisava trabalhar, porque estava com fome e não poderia mais conversar com a cliente.
Aí ela disse: - Se eu comprar as 12 bolsas você conversa comigo?
- Claro, a noite inteira, disse Roberto.
Mais do que mostrar o produto para as amigas, a jornalista escreveu sobre a história dele e disse que as bolsas de Roberto tinham uma energia diferente.
Foi o trampolim para o mundo da moda e a vida dele Roberto Vascon nunca seria a mesma. De catador ele se transformou em um dos mais famosos designers do mundo da moda de bolsas.
"Fé"
"Eu tenho uma fé muito grande. Eu peço pra Deus: vou ajudar alguém e você me ajuda a sobreviver", diz Roberto.
E ele conseguiu tudo o que queria.
Comprou apartamento nos Estados Unidos, e realizou o sonho de dar uma casa para mãe dele aqui no Brasil.
Em seguida voltou para os Estados Unidos montou 7 lojas e abriu outra no Japão.
Já muito rico, no dia 2 de agosto 1993, dia do aniversário dele, Roberto estava sozinho. Ninguém ligou para cumprimentá-lo.
Naquela noite ele teve nova conversa com Deus: “lembra que eu te falei que eu ia te devolver tudo? Chegou a hora”.
Conhecer o mundo
Com milhões de dólares, Roberto fechou todas as lojas, vendeu tudo o que tinha e saiu mundo à fora.
Foi conhecer 128 países e ajudar as pessoas por onde passava.
Ajudou gente que não tinha perna, pessoas que não podiam estudar... pagou faculdades para alunos... Uma ironia, para quem nunca conseguiu estudar.
Assim, viajando, passeando, aprendendo culturas diferentes, e ajudando as pessoas, toda sua fortuna acabou.
Pobre de novo
Na pobreza novamente, Roberto voltou ao Brasil, onde conta que foi mal recebido.
Ele vendeu então um anel da Cartier que tinha, comprou uma passagem para Nova York e foi dormir novamente no Central Park.
Dias depois uma moça passou por ele e disse: “nossa, você parece com o Roberto Vascon!”
Ele disse que era ele mesmo e contou que vendeu tudo o que tinha, mas que hoje era “o mais culto do Central Park”.
Recomeço
O que Roberto não sabia é que essa moça também era jornalista.
Ela vendeu a nova história do mendigo/designer para o New York Times e 2 dias depois a vida de Roberto Vascon daria outra reviravolta: ele conseguiu comprar outra loja e recomeçar a vida como designer de bolsas.
Hoje, famoso e rico ele continua ajudando as pessoas anonimamente.
Ensinamento
“Me coloque na vida de pessoas que eu possa fazer a diferença. Que as pessoas possam pegar a minha história e dizer: a minha também tem jeito. A vida é você acreditar em você mesmo. Eu acredito no meu potencial, na minha bondade, gentileza, na minha fé! Eu acredito nisso tudo e isso tudo me faz ir pra frente”, ensina Roberto Vascon.

Abaixo, ele conta detalhes dessa história incrível.
O vídeo apresenta várias bolsas de Vascon, e desenhos de Cleverson Dias, que ilustram a entrevista concedida pelo designer à psicóloga Maria Rafart, na rádio Transamérica Light de Curitiba.

Oito razões porque não irei ao Templo de Salomão da IURD

'As pessoas vão cultuar espaços físicos no lugar 
de Deus'

Dia 31 de Julho é data escolhida pela direção da IURD para a inauguração do Templo de Salomão. a própria presidente Dilma Roussef já confirmou presença, entre outros políticos importantes.

Na verdade esta construção megalomaníaca, será a nova sede da Igreja Universal, com um custo estimado em 400 milhões de reais. Decorado com pedras vindas diretamente de Hebrom, em Israel, a antiga capital do reino davídico. 

Com 55 metros de altura, 126 metros de comprimento e 104 metros de largura. Pela grandiosidade, este templo é mais uma obra faraônica do que cristã, porém existem alguns motivos que me levam a crer que estamos diante de um problema para a fé evangélica. Por que acredito que este templo não pode glorificar a Deus? Algumas objeções:

1. As pessoas vão cultuar espaços físicos no lugar de Deus.

2. Haverá peregrinações como se fosse um lugar sagrado.

3. Se criará mais um fomento do mercado religioso brasileiro.

4. Voltar a “adorar” a simbologia do Antigo Testamento é um retrocesso da fé cristã.

5. Apesar da afirmação “Feito para a glória de Deus”, o templo de Salomão não servirá ao pobre, à viúva, ao necessitado, ao desalojado e ao orfão, mas todas as pessoas servirão o templo e sustentarão seus gastos.

6. Deus não está em templos feitos por mãos humanas, mas habita em pessoas através do seu Espírito. Os cristãos são o verdadeiro templo do Espírito de Deus. (At 17:24)

7. A obra abrigará a tumba da família MACEDO.

8. Por último deixo a opinião deste rabino em relação ao Templo de Salomão, uma usurpação à fé alheia. Vejam:

Por- Pastor Bruno
Guiame

Contra a idolatria da ganância

A pregação e o ensino generalizado do "evangelho da prosperidade" em todo o mundo levantam sérias preocupações.
Definimos o evangelho da prosperidade como o ensino de que os crentes têm direito às bênçãos da saúde e da riqueza e que podem obter essas bênçãos por meio de confissões positivas de fé e da "semeadura", através de doações financeiras e materiais. O ensino da prosperidade é um fenômeno que atravessa muitas denominações em todos os continentes.

Nós ratificamos a graça e o poder milagroso de Deus e congratulamo-nos com o crescimento das igrejas e dos ministérios que levam pessoas a exercer a fé expectante no Deus vivo e no seu poder sobrenatural. Nós cremos no poder do Espírito Santo. No entanto, negamos que o poder milagroso de Deus possa ser tratado como uma técnica automática ou à disposição de humanos, ou ainda, manipulada por palavras, ações, dons, objetos ou rituais humanos.

Nós afirmamos que existe uma perspectiva bíblica da prosperidade humana e que a Bíblia inclui o bem estar material (tanto saúde como riqueza) em seu ensinamento sobre a benção de Deus. No entanto, consideramos como contrário à Bíblia o ensinamento de que o bem estar espiritual possa ser medido em termos de bem estar material, ou que a riqueza seja sempre um sinal da benção de Deus. 

A Bíblia mostra que a riqueza muitas vezes pode ser obtida através da opressão, do engano ou da corrupção. Negamos também que a pobreza, a doença ou a morte física sejam sempre sinais da maldição de Deus, ou evidência de falta de fé, ou o resultado de maldição humana, já que a Bíblia rejeita tais explicações simplistas.

Nós admitimos que seja bom exaltar o poder e a vitória de Deus. Mas cremos que os ensinamentos de muitos que promovem energicamente o evangelho da prosperidade distorcem seriamente a Bíblia; que suas práticas e seu estilo de vida geralmente são antiéticos e não semelhantes a Cristo; que eles costumam substituir o evangelismo genuíno pela busca de milagres, e substituem o chamado ao arrependimento pelo chamado para a contribuição financeira destinada à organização do pastor. 

Lamentamos que o impacto de seu ensino em muitas Igrejas seja pastoralmente prejudicial e espiritualmente doentio. É com alegria e firmeza que ratificamos toda iniciativa em nome de Cristo que busque trazer cura ao doente ou livramento duradouro da pobreza e do sofrimento. 

O evangelho da prosperidade não oferece nenhuma solução duradoura para a pobreza e pode desviar as pessoas da verdadeira mensagem e do verdadeiro caminho para a salvação eterna. Por essas razões, usando de sensatez, ele pode ser descrito como um evangelho falso. Por isso rejeitamos o excesso de ensino sobre prosperidade por ser incompatível com o cristianismo bíblico equilibrado.

a) Com insistência encorajamos os líderes da igreja e de missões presentes em contextos onde o evangelho da prosperidade seja popular, a compará-lo com atenção e cuidado ao ensino e exemplo de Jesus Cristo. Particularmente, todos nós precisamos interpretar e ensinar, segundo seu contexto e harmonia, os textos bíblicos comumente usados para sustentar o evangelho da prosperidade. 

Onde houver o ensino da prosperidade no contexto de pobreza, devemos nos opor a ele, com compaixão autêntica e ação que traga justiça e transformação duradoura para o pobre. Acima de tudo, devemos substituir o interesse próprio e a ganância pelo ensinamento bíblico a respeito do sacrifício próprio e da doação generosa, como as marcas do verdadeiro discipulado de Cristo. Nós ratificamos o apelo histórico de Lausanne por estilos de vida mais simples.

Por- Pr. René Kivitz IBAB SP

Cristianismo de hoje

Destronando Mamom

E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.Lucas9:23 
Mamom precisa urgentemente sair do trono, descer e ser retirado e jogado fora para que o verdadeiro Senhor, o verdadeiro Deus tome a primazia e torne-se o centro de nossa adoração.

Como é difícil abrir mão daquilo que nos dá prazer, como é difícil jogar fora aquilo que rouba o lugar que deve ser preenchido por um único Senhor. No texto acima Jesus dizia pra todos, inclusive os discípulos; Se alguém quer ser meu discípulo deve negar a si mesmo, ou seja, “mamom” não prevalece mais, “minha riqueza”, “meus bens” não deve receber nenhum tipo de louvor, nem devoção, muito menos adoração.

Destronando Mamon não é nada mais que jogar fora tudo que rouba o lugar de Deus em nossos corações. Às vezes dizemos que somos discípulos, às vezes proclamamos que Deus está acima de tudo, até dizemos que servimos a Deus mas nossas atitudes financeiras ou administração de nossos “bens” mostram muito bem a quem realmente nós servimos. 

O termo “mamon” é usado por Jesus para demonstrar que o amor ao dinheiro, muitas vezes às riquezas tem se tornado senhor de muitas pessoas. (Mt. 6:24).

Normalmente quem tem muito dinheiro, ou muitas riquezas exclui Deus de suas vidas. Pensam e dizem eles: “Pra que Deus, se sou alto-suficiente! ... Pra que orar à Deus por ter alguma enfermidade se tenho os melhores médicos, os melhores planos de saúde?  Normalmente servem e chegam a venerar sua “grana”. Quem já ouviu uma frase bem conhecida, tipo assim: Meu deus é meu dinheiro...?

É por isso que Jesus declarou para os seus discípulos: você não pode servir a Deus e a mamon [dinheiro e as riquezas]. Veja: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas (Mt 6:24)".

A Mensagem bíblica para aqueles que tem mamom sentado no trono. 
Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. 1 Timóteo 6:7-10
O Jovem Rico que tinha mamon como senhor. Marcos 10 
A bíblia mostra uma história que reflete muito bem esse contexto. O Jovem rico e seu encontro com o Senhor essa história está relatada em Marcos 10 a partir do versículo 17.

Essa é uma história muito interessante, pois retrata nos dias de hoje muita gente, muitas pessoas agem exatamente como esse tal jovem rico.  Perceba que pelo menos quatro ações nos chama a atenção nesse jovem.

“E, pondo-se a caminho, correu para ele um homem, o qual se ajoelhou diante dele, e lhe perguntou: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?”

A princípio quando vemos a atitude desse jovem, querendo saber mais sobre vida eterna e como entrar nessa vida, podemos até dizer que ele começa muito bem o diálogo para o discipulado com Cristo, mas quando é confrontado pelo Mestre mostrando-lhe que segui-lo e entrar em seu Reino requeria daquele jovem renúncia, requeria dele apenas UM SENHOR, UM SALVADOR, já não era mais o mesmo.

Muitos se identificam com esse jovem rico, veja algumas atitudes dele. 
1- O jovem quando avista o Mestre vindo no caminho, ele corre ao encontro de Jesus, isso me chama muito atenção o impulso de vir até Cristo.

2- Se ajoelhou diante de Cristo... Que atitude maravilhosa, ajoelhar-se, prostrar-se é o mesmo que o adorar, reverenciar alguém digno dessa saudação.

3- Reconhecer Jesus como um bom Mestre.

4- Preocupar-se com sua vida Eterna...   

A princípio não podemos desconsiderar essas atitudes desse jovem, mas a seguir ele faz como muitas pessoas fazem nos dias atuais. Começam bem, mas não abrem mão de jeito nenhum de seu deus “mamon”. 

Jesus olha para aquele jovem e faz um raio x daquela vida. É como estivesse passando um scaner, o jovem não sabia, mas Jesus via por dentro dele quem estava sentado no centro de seu coração. Então Jesus diz pra ele: Tu sabes os mandamentos: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; não defraudarás alguém; honra a teu pai e a tua mãe?

Por que Jesus fez essas perguntas pra ele? Claro que Jesus sabia que ele era um bom judeu e até guardava a Lei de Moisés, mas Jesus como sempre queria confrontar o homem interior mostrando que nada adianta fazer o correto mas ter convicções erradas. Aquele jovem fazia o que a Lei dizia, mas seu coração refletia o contrário.  Veja o que ele responde pra Jesus: 

“Ele, porém, respondendo, lhe disse: Mestre, tudo isso guardei desde a minha mocidade.”

 A religiosidade daquele jovem era coisa maravilhosa suas atitudes grandiosas diante da Lei, mas... porém... contudo... todavia... faltava algo mais para a perfeição... E Jesus logo fala pra ele: “Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me.”

Perguntamos então, quem disse pra Jesus que aquele jovem servia a mamon? Jesus toca no ponto principal daquele jovem, a devoção a mamon, o dinheiro, a riqueza estava sendo seu deus.   Agora Jesus confronta ele dizendo: Desfaça de tudo que você tem, jogue fora seu deus mamon desfaça de toda riqueza.

Por que Jesus fez isso? Não há problema em ser rico, ou ter muitas riquezas. O problema que as pessoas que estão nesse grupo, confiam em suas poses como se fosse Deus.

Perguntamos: Não bastava a atitude do jovem vindo correndo, prostrando-se, reconhecendo Jesus como um bom Mestre? Respondemos: Não bastava! Jesus queria ser o centro da vida, da devoção daquele jovem.

O que aconteceu depois disso? O jovem baixa a cabeça e retira-se triste diante de Cristo. Pelo que conhecemos na Bíblia todos que vinham ao encontro de Jesus eram transformados, eram curados, ficavam alegres, eram novas criaturas. Mas esse jovem foi o único que saiu, triste desse encontro. Embora o começo foi muito lindo, o final foi muito trágico para o jovem.

Fica a dica: Quem tem roubado o lugar de Deus em nosso coração?

E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Porque, qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará.
Porque, que aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo?
Lucas 9:23-25

Quantas pessoas vem ao encontro de Cristo, até são conhecidas como politicamente religiosas, mas não abrem mão nem renuncia a si mesmo. Jesus não pode ser Senhor dessas pessoas se elas não aceitarem unicamente Jesus em suas vidas.

Então Jesus, olhando em redor, disse aos seus discípulos: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!

E os discípulos se admiraram destas suas palavras; mas Jesus, tornando a falar, disse-lhes: Filhos, quão difícil é, para os que confiam nas riquezas, entrar no reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus. E eles se admiravam ainda mais, dizendo entre si: Quem poderá, pois, salvar-se? Jesus, porém, olhando para eles, disse: Para os homens é impossível, mas não para Deus, porque para Deus todas as coisas são possíveis. Marcos 10:17-27

Só há um Senhor, Só há um Salvador, Só há um Deus. A Ele a honra, A Ele a glória e o Louvor pelos séculos dos séculos, Amém. Deus seja Louvado

Pb Josiel Dias
IEC Alcântara

Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?

"Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" Marcos 8:36
Pensamento: Não importa quem somos ou o que alcançamos nesta vida, mais cedo ou mais tarde, a morte vem, mais cedo ou mais tarde tudo o que somos vai acabar em uma sepultura em algum lugar. 

E então, tudo se foi. O que significa isso? Qual é o propósito de tudo isso, se tudo termina com a morte? Que legado vamos deixar para trás? Há milhares de anos, Salomão meditou sobre esses mesmos assuntos, e concluiu que esta vida, por si mesma, com todas as suas labutas e dificuldades, que tudo era vaidade.

Oração: Pai querido, ensina-me a viver com a motivação correta, com as prioridades certas, ajuda-me a ter uma vida em santidade, separado do pecado e dos enganos deste mundo. Eu oro em nome de Jesus. Amém.

FéEmJesus

Qual a base bíblica para a “quebra de maldições”? Pastor comenta

Citando Atos 8 o reverendo presbiteriano prova que a conversão e o arrependimento são suficientes
É comum encontrarmos denominações que orientam seus fiéis a passarem por campanhas de “quebra de maldições”, mas será que existe esse tipo de recomendação na Bíblia?

Quem comenta sobre o assunto é o reverendo Augustus Nicodemus Lopes, que escreveu um artigo em seu blog mostrando que a prática não era usada pelos discípulos de Jesus.

Esse tipo de ritual é comum em algumas igrejas neopentecostais e pentecostais que acreditam que ao ter um passado ligado, consciente ou inconsciente, com coisas ocultas a pessoas precisam renunciar esse tipo de ligação para receber a salvação.

Ao explicar sua visão sobre este tipo de ensinamento, Nicodemus Lopes cita o texto de Atos 8 onde está o relato da conversão de samaritanos que seguiam a Simão Mago. Apesar da ligação com o ocultismo, Felipe não realizou nenhuma sessão de quebra de maldições, apenas pregou o evangelho e batizou os novos convertidos, incluindo o bruxo.

Ainda falando dessa passagem bíblica, o reverendo presbiteriano lembra que os apóstolos foram até Patmos para examinar os novos cristãos e apenas oraram para que estes recebessem o Espírito Santo.

“Nenhuma palavra sobre o passado deles na feitiçaria! Nenhuma instrução a Felipe para que anulasse os pactos demoníacos daquela gente! Os apóstolos consideraram que a obra de Cristo nos samaritanos, convertendo-os, era suficiente para romper os laços antigos de pecado, ignorância, superstição e incredulidade”, conclui.

Para Augustus Nicodemus uma campanha de batalha espiritual acaba diminuindo “o poder e a eficácia da suficiência de Cristo na vida do crente”, uma vez que elas estimulam os cristãos a passarem por sessões de quebra de maldição para se tornar um crente verdadeiro.

Quando o bruxo de Atos 8 apresentou sinais de que estava “amarrado” ao seu passado, o apóstolo Pedro não ministrou uma dessas orações, mas o orientou a arrepender-se, sem exigir que ele anulasse com orações seu envolvimento com espíritos.

Gospel Prime

O Deus da PROMOÇÃO!!!

Eles insistem em suas ideias e em não darem ouvidos… A mim ou a muitos?
Não…. Eles insistem em não dar ouvidos ao Espirito de Deus.

A máxima, “O pecado cega”, parece coisa pra ouvido do “não crente”… Então, eles seguem adiante.

Mais um ano se passou em que a igreja “cresceu”, apenas sob os olhares midiáticos dos líderes que mais parecem “produtores”; “Ela se robusteceu e está dominando o mundo…tomando o seu lugar!” E, como eles mesmo gostam de alardear: AVANÇANDO!

Não contentes, querem mais… Querem a todo custo a vitória que enxergam!

Daí, como “marqueteiros” de respeito, já preparam suas “promoções” para o novo ano, regadas a sacrifícios e “ofertas de fé”, para o recebimento das bênçãos difíceis, quase impossíveis.

Usam de estratagemas recheados de verdades bíblicas; Com motivações torpes, condicionam a palavra de Deus aos seus intentos , negando o Espirito da verdade e, para deixar a coisa mais “aceitável” falam de púlpito acerca dos “falsos profetas” que sempre estão na igreja ao lado; São quase mágicos na “embromação santa”.

E, pela cobiça, o povo que já não tem conhecimento… “Cai”.

As promoções são cada vez maiores… O Deus que eles pregam em suas “visões” – que são sempre “recebidas do céu”, e somente o pastor titular as compreende -, é cada vez mais, um “produtor carrasco”, que nunca está satisfeito com a mente “pequena” do filho que não quer prosperar devidamente.

Só não sei se este “deus” que dá esta…”Visão”, é o mesmo DEUS que morreu no nosso lugar para nos levar a uma vida rica e abundante segundo os SEUS preceitos; Não os nossos.

Mas independente a isso, eles seguem em suas promoções:

O ano da santificação (como se esta fosse em níveis), O ano da restituição (Aproveite para querer tudo de volta, mediante à sua oferta especial), O ano do transbordar(onde você, orientado por lideres egóicos, termina transbordando em soberba e alienação) e muitos outros…

Sedentos por algo mais, a igreja que foi criada e ensinada por estes, os aceita em suas estratégias de “compra e venda”; Por falta de conhecimento e de ouvirem à voz do Espirito, aceitam as palavras destes pastores que insistem em negar o desejo de amor e justiça do Eterno…

Sem conhecimento de Deus, acreditam piamente que sabem de tudo quanto a palavra de Deus, pois são constantes em seminários, congressos e cursos de “vitória” destes mesmos “pastores”; Então, falta de conhecimento é coisa de “igrejinha pobre” e “pentecostal”; Pensam.

Mesmo percebendo que algo vai mal em sua vida, a igreja ainda os aceita em seu evangelho do EU… A vida não está nada abundante como deveria, o anseio pelo dinheiro e a fome de poder, saciada, não trazem a paz que combina com o Deus conosco; O Emanuel já não está tomando parte e fazendo a sua própria vontade… Mesmo assim, ainda os aceitam e às suas sub verdades, subvertidas.

Já são réus e não sabem. Deus os entregou a esta “disposição mental” pela concupiscência de seu próprio coração, como Paulo afirma no texto de Romanos 1 (ou você pensava que o texto só falava de imoralidades?)

São CULPADOS; Tal, como os que os seguem… E então? Você já fez o seu “sacrifício” para o novo ano??

Por Rogério Ribeiro

Evangelhos da TV. Suas confusões, desvios e objetivos!

Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade; Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda (Fp 1.15,18).
Sinceramente, o que temos assistido na maioria das vezes como produções de igreja evangélica na televisão não são programações que parecem se dedicar em levar a mensagem de salvação aos perdidos (como objetivo maior); ou de proporcionar instrução e edificação aos crentes.
 
As mensagens anunciadas quase sempre estão carregadas de apelos ao proselitismo denominacional, incentivos a sectarização religiosa e absolutamente ao que parece ser o principal motivo de evangélicos na TV: pedir ofertas, oferecer carnês de contribuições mensais e vender bençãos objetizadas com o discurso de captar volumosos recursos financeiros para inúmeros outros projetos da dita igreja mantenedora da atração televisionada.

Pode até parecer incoerência, mas os programas religiosos na TV que são menos apelativos e mais consistentes no que se propuseram a passar quanto à suas crenças, sem levantar críticas; são de grupos que consideramos como seitas heréticas ou desviados do Evangelho de Cristo. Nisso, eles são muito mais eficientes e razoáveis que a gente.

Quais são os evangelhos pregados na TV?
Não há dúvidas de que se as igrejas souberem se utilizar dos meios de comunicação para anunciarem a Palavra de Deus e visando o reino de Deus (e não os interesses próprios), conforme determinou Jesus, cumprirão a grande comissão em menos tempo (2 Co 10.16; Mc 16.15; Mt 28.18-20).
 
Só existe um evangelho de Jesus Cristo, mas na TV existem variantes, derivações, extrapolações e até heresias (Gl 1.6-9). Os mais populares tele evangelistas através de seus programas de cobertura nacional, têm de modo geral apresentado um “evangelho de auto-ajuda”, carregado de confissão positiva e acentuado pelas vantagens de uma vida cristã adepta da teologia da prosperidade.
 
Esse não é o Evangelho de Cristo (2 Co 11.4), que deixa claro aos seus seguidores que antes da coroa de vencedores que os abnegados crentes em Jesus receberão na glória, haverá uma cruz a ser carregada todos os dias, com muita renúncia e provações (Mt 16.24).

Existe um triunfalismo absoluto notado nessas pregações televisivas que não é bíblico em sua natureza, não é cristão na experiência que propõe aos outros e não se preocupa em resolver o maior problema do pecador – sua condição de perdido e sem a vida eterna. Não se fala de pecado e de arrependimento como enfocados pela Palavra de Deus (Mt 4.17; Mc 1.15; At 3.19) – se fala de contribuições que resolvem tudo.
 
Não se prega o céu (para alguns desses pregadores até parece que o porvir glorioso dos salvos nem existe mais) e não se revela a eternidade em suas duas únicas realidades: vida ou morte eternas (Jo 3.15; Jo 6.47; Rm 6.23), ao invés disso, se anuncia riquezas, sucesso, prazeres, regalos e todas as vantagens deste tempo presente - o destino eterno é ignorado!

Quais são as semelhanças dos evangelhos da TV?

As similaridades mais comuns nestes evangelhos da TV são: exclusivismo denominacional e a veneração a personalidade dos líderes que através de suas igrejas bancam os programas no ar. As mensagens defendem e promovem igrejas geralmente sectárias e que se auto proclamam como o único lugar da benção ou de solução definitiva dos problemas que afligem os telespectadores. 

Existe um cultivo (é claro que não admitido) misturado à programação que endeusa bispos, diviniza apóstolos e dão super poderes a pastores. Existe uma ramificada idolatria que passa pelos altares de algumas denominações ao deturparem o sentido bíblico da função dos dons espirituais de poder no contexto da evangelização e que verticalizam por demais a função do ministro do Evangelho, colocando-o como um semi-deus disfarçadamente cultuado entre seus adeptos. Esse singularismo ministerial é um laço para seguidores e um problema para o portador.

A principal distorção que os evangelhos da TV espalham.

Os evangelhos da TV, em sua maioria tem promovido o mercantilismo da fé; e quase todos fazem negócio sobre a fé alheia (2 Pe 2.3). A mensagem é sintetizada assim: você dá (contribui financeiramente) e Deus te dá o dobro. Para uns, as boas novas da TV iludem os homens desesperados do século XXI, com suas promessas de sucesso, triunfos sobre doenças e problemas, sua criação e destruição de inimigos, suas revelações sobre maldições e suas recriações de bênçãos que restauram tudo. 

Para outros, os evangelhos da TV são grandes pedras de tropeços para a verdadeira igreja evangelizar; são motivos de escândalos e resistências para aqueles que atestam que as igrejas evangélicas foram criadas, apenas para arrancar dinheiro de pessoas incautas.

Todos os evangelistas da TV estão pregando distorções da Palavra de Deus?

Existem evangelistas sinceros na televisão (a maioria em programas locais), que primam pelo anúncio das boas novas aos pecadores (Sl 126.6; Rm 10.15), que zelam pelo anúncio sadio do Evangelho de Cristo.
 
Por esses glorifico a Deus e abro esta exceção na exposição que fiz. O problema é que programa em TV custa caro e quase sempre igrejas não têm recursos para bancar essa frente por muito tempo, e daí se tem duas alternativas:

1) Comprometer boa parte do tempo contratado para a venda de anúncios para levantar recursos e manter o programa (e ficará evidente a presença comercial no espaço); ou,

2) Apelar para a venda das indulgências modernas e se cria por isso, um mecanismo de arrecadação de contribuições (e aqui ficará evidente o mercado da fé). É claro que a primeira opção é a honesta e coerente.

Mesmo assim, há alguma penetração da Palavra na vida de alguns que assistem essas pregações distorcidas na televisão, e mesmo entendendo essa possibilidade; não podemos aceitar esses desvios como normais e aceitáveis pela igreja de Cristo, e como Paulo fez (Gl 2.11-14), devemos combater contra esse comportamento doutrinário e público dos tele evangelistas em seus programas.

Gospel +

Como o Papa Francisco poderia ensinar alguns líderes evangélicos?

Há muito bom senso na postura deste apóstolo Francisco, condizente com as raízes da fé cristã
Infelizmente parece estar acontecendo uma troca de inversões no cenário religioso católico/evangélico brasileiro. Eu explico: a passagem do Papa Francisco pelo Brasil fez muitos cristãos refletirem sobre vários assuntos relacionados com a autoridade eclesiástica pessoal da figura apostólica do pontífice.

Primeiramente como cristão, eu acredito na autoridade do ministério apostólico, como ferramenta de condução e desenvolvimento da igreja, assim como professores, evangelistas, pastores e profetas. Creio que a igreja cristã protestante, na sua história e na separação teológica de Roma, negou o movimento apostólico como realidade ministerial dentro da igreja, muito mais por questões ideológicas do que doutrinárias.

Obviamente sei que o apostolado não é pertencente à um homem, é da Igreja, e não está representado pela denominação “x” ou “y”, mas não é a discussão teológica do ministério apostólico que está em pauta, e sim a postura pessoal de um apóstolo ante a responsabilidade de conduzir a sua igreja. Neste caso, o Papa Francisco.

É fundamental dizer que existem sérias divergências entre a teologia católica romana, e a teologia protestante histórica. A mariolatria, a salvação universalista, a bula papal, e tantas outras doutrinas, porém, foi a pessoa do Papa chamou a atenção de todos nestes dias.

Acredito que o Papa mostrou simplicidade ao voar em um avião comercial, enquanto outros apóstolos ostentam o seu “próprio” avião. Gostei de ver que as exigências de seu quarto beiravam o comum, enquanto que outros apóstolos exigem hotéis cinco estrelas e tratamento VIP. É sabido de todos que artistas e pregadores ostentam riqueza em seus trajes, anéis de ouro cheios de pedras e outras excentricidades.

Em todos os discursos do Papa, não ouvi ele falar uma única vez em dinheiro, pelo contrário, ele deixou claro que dinheiro é um ídolo de nosso tempo, de todos, inclusive da própria igreja católica romana que teve o escândalo da lavagem de dinheiro pelo banco do vaticano exposto pelo famoso “vatileaks” na mídia mundial.

Não ouso dizer que estas atitudes evidenciam qualquer mudança na cúria romana. Acredito que a igreja católica romana precisa de muitas e incisivas transformações. Mas há muito bom senso na postura deste apóstolo Francisco, condizente com as raízes da fé cristã. Eu valorizo pessoas como o Papa. Apesar de uma fé diferente em muitos aspectos, seu caráter é louvável, seu comportamento é digno de homens sérios e comprometidos com a simplicidade cristã. Talvez Francisco possa nos ensinar algumas destas coisas na liderança de nossas igrejas!

Pr. Bruno dos Santos
Guiame
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