Exemplo de Culto de Adoradores.

"... quarenta e dois mil, trezentos e sessenta pessoas - tanto homens como mulheres, e entendido, em pé, em reverência à Palavra de Deus - afora os seus servos e as suas servas, que foram sete mil, trezentos e trinta e sete; e tinham duzentos e quarenta e cinco cantores e cantoras" (Neemias 7:66-67).

Com esses números acima, deu-se início ao culto ao ar livre mais lindo que pude ter conhecimento. Fico imaginando que repercussão esse culto deve ter causado em todas as regiões vizinhas a Jerusalém. Se fosse nos dias de hoje se diria nos principais jornais: 'Evangélicos reúnem uma multidão em culto na praça local.'

O que nós, povo de Deus, podemos tirar de exemplo desse culto? Neemias acabara de edificar o muro em Jerusalém. Havia pouco povo dentro da cidade e as casas ainda não haviam sido edificadas. Então Deus propôs, no coração de Neemias, buscar todos os que subiram em cativeiro. A primeira atitude de Neemias foi prestar um culto ao Deus que fez os céus e a terra.

Gostaria que você prestasse bastante atenção como esse culto ao ar livre foi especial. Hoje devemos tirar algo desse acontecimento para que possamos aplicá-lo em nossos dias, em nossa Igreja, em nossa casa quando estamos lendo a Palavra de Deus ou a ouvindo. Como devemos nos comportar diante de um culto? O capítulo 8 de Neemias, versículo primeiro, nos diz que todo o povo era como um só homem. Isso mesmo: todos os quarenta e dois mil, em um só pensamento, em um só propósito, querendo ouvir, aprender e adorar ao Senhor. Hoje quando me dirijo à minha igreja, devo ter um só pensamento: querer ouvir a palavra, sair de casa exclusivamente para adorar e prestar culto ao Senhor.

Tem sido assim? Ou saímos para resolver alguns problemas da festividade tal, do aniversário tal e, em lugar de adorar, ficamos conversando enquanto o pregador está pregando com a Bíblia aberta?

Não devemos ter pressa para examinar a palavra de Deus; não devemos ter pressa para que acabe o culto. Todas aquelas pessoas reunidas naquele culto, todos, sem exceção, estavam cultuando sem pressa. Veja este versículo: "E leu no livro, diante da praça, que está diante da Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres, e os que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao Livro da Lei" (Neemias 8:3).

Fico observando, nos dias de hoje, quando o pastor prolonga um pouco mais a Palavra, e ultrapassa alguns minutos do habitual: há uma inquietação de alguns sobre o horário. Não são todos, mas os que vêm para resolver problemas esses ficam incomodados e não param de olhar para o relógio.

"E leram no livro, na Lei de Deus; e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse" (Neemias 8:8). Observe: declarando e explicando o sentido... Isso demanda tempo e desejo de aprender a Palavra. Não se a examina com pressa. Ler você pode até fazê-lo rapidamente, mas examinar, seria vasculhar, saborear, navegar em um versículo, viajar, deixar o espírito mostrar, através da Palavra, o que Deus tem para sua vida. Sendo assim não pode ser de qualquer jeito. Veja, no versículo citado, que todos estavam cultuando em uma praça , desde a alva até ao meio-dia, isto é, seis horas de culto. Se fosse sentado, com ar refrigerado como em algumas igrejas de hoje, com bancos acolchoados, seria mais cômodo, mas, diz a Palavra, todos estavam em uma praça. Não havia conforto, ar refrigerado nem bancos acolchoados.

Sei que todo culto tem de ter ordem e decência, horário para começar e terminar. Concordo plenamente. Só não aceito é que o mover do Espírito seja interrompido pelo formalismo, ritualismo e tradicionalismo de alguns líderes. Mas voltemos à Bíblia, à qual devemos obedecer: "E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim; e estava em pé, junto a ele, à sua mão direita, Matitias, Sema, Anaías, Urias, Hilquias e Maaséias; e, à sua mão esquerda, Pedaías, Misael, Melquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão" (Ne 8:5). E Esdras abriu o livro perante a vista de todo o povo, porque estava acima de todos. E, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé. Observe a reverência de todos aqueles que estavam cultuando, quando viram, nas mãos de Esdras, o livro, a Palavra de Deus: colocaram-se em pé.

Fico imaginando a cena: Todos espalhados por aquela praça, alguns sentados no chão, outros em cima de alguma pedra. Devia estar um dia bastante quente, mas, diante da Palavra de Deus, aquelas quarenta e duas mil pessoas levantaram-se, todas se colocaram submissas à voz de Deus e estavam prontas a aprender.

O que você entende por se colocar em pé? Será que é somente o ato de se levantar quando é lida a Palavra? Não! Creio que não seja somente isso, pois não adianta se levantar e não escutar; não adianta se levantar se você o faz como se fosse um simples ritual. Estar de pé é estar pronto para ouvir Deus falar, é estar atento ao que se examina para depois se pôr em prática.

Esse culto ao ar livre se resume no versículo 6. Veja: "E Esdras louvou ao SENHOR, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém, Amém! levantando as suas mãos; e inclinaram suas cabeças, e adoraram ao SENHOR, com os rostos em terra". Todo o culto tem de ter um único objetivo: adorar ao Senhor. Não por tradição, mas adoração pura vinda do coração.

Como devemos ir à casa do Senhor? Davi nos ensina: "Alegrei-me quando me disseram: vamos à Casa do Senhor" (Salmo 122:1). Devemos estar alegres antes de chegar a ela. Não ir obrigados nem com tristeza, mas saltitantes de alegria, pois vamos ouvir Deus falar. Isso não é motivo de estar alegres? Estar no culto é adquirir fé. E sabe como? Ouvindo a Palavra de Deus: "De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus" (Romanos 10:17).

Que possamos aprender, a cada dia, a cultuar ao nosso Deus, tendo um único objetivo ao nos dirigir à Igreja: Só adorá-Lo e prestar-Lhe culto e ações de graças, com louvores. Estejamos atentos, em reverência, à Palavra, não tendo pressa de ouvi-la nem em examiná-la. Estejamos unidos com o mesmo propósito, pois somos o corpo de Cristo. Não podemos ficar divididos quanto estivermos no propósito de cultuar a Deus. Outros assuntos, podem ser resolvidos fora do templo.

"Guarda o teu pé quando entrares na Casa de Deus, e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal" (Eclesiastes 5:1). "Até o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si e para a sua prole, junto dos teus altares, Senhor dos Exércitos, Rei meu e Deus meu. [...] Porque vale mais um dia nos teus átrios do que em outra parte mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas da impiedade" (Salmo 84:3,10).

Que Deus abençoe todos os adoradores. Amém.

Por Josiel Dias
IEC Alcântara

Bençãos em Memorial.

"Para que isto seja por sinal entre vós; e quando vossos filhos no futuro perguntarem, dizendo: Que vos significam estas pedras? Então lhes direis que as águas do Jordão se separaram diante da arca do concerto do Senhor; passando ela pelo Jordão, separaram-se as águas do Jordão. Assim que estas pedras serão para sempre por memorial aos filhos de Israel" (Josué 4:6-7).

Nós, homens, temos a tendência de nos esquecer das coisas que nos aconteceram. Até algo que nos foi marcante às vezes é preciso um contato físico ou visual para nos que venha à memória, pois se tratava de acontecimento esquecido por nós. O esquecimento pode ser por distração ou ingratidão, tendo ambos os casos suas conseqüências, mas a pior delas é a tal da ingratidão.

O objetivo principal daquelas pedras tiradas do meio do Jordão era ser um memorial para que o povo não se esquecesse das maravilhas que Deus operara no meio deles.

Em deuteronômio 6:20-21 encontramos novamente esta ordem para que falassem o que Deus fizera no passado. Veja: "Quando teu filho te perguntar pelo tempo adiante, dizendo: Quais são os testemunhos, e estatutos e juízos que o Senhor vosso Deus vos ordenou? Então dirás ao teu filho: Éramos servos de faraó no Egito, porém o Senhor nos tirou com mão forte do Egito."

O povo tinha de passar aos seus filhos e filhos de seus filhos todas as maravilhas que Deus fizera no passado, mas eles esqueciam o que Deus fizera e pecavam e desobedeciam e se distanciavam cada vez mais do Senhor. As pedras eram justamente para ser vistas como memorial ou figura, pois logo surgiriam as perguntas: "Que pedras são estas? Por que doze?" Assim o objetivo seria cumprido e o nome do Senhor engrandecido e glorificado por Israel. E todas as nações tomavam conhecimento do que o Senhor fazia pelo seu povo.

Mas Israel, mesmo com o memorial à sua frente, se esquecia. Veja neste Salmo: "Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, e ordenou aos nossos pais que a fizessem conhecer a seus filhos, para que a geração vindoura a soubesse, os filhos que nascessem se levantassem e a contassem a seus filhos; Para que pusessem em Deus a sua esperança, e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos. E esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes fizera" (Ver Salmo 78:5-11).

Em toda a História Deus sempre marcava seus feitos com um memorial, a fim de que o homem o olhasse e se lembrasse das suas maravilhas. Foi assim com o dilúvio: “Sucederá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e nelas aparecer o arco, então me lembrarei da minha aliança, firmada entre mim e vós e todos os seres viventes de toda carne; e as águas não mais se tornarão em dilúvio para destruir toda carne” (Gn 9.14,15).

Hoje, quando vemos o arco-íris, a primeira coisa que vem à minha mente é a aliança que Deus fizera com Noé de não mais destruir a terra com água. E o ato da Santa Ceia? Quando estamos com o cálice e o pão na mão, de que nos lembramos? Lembra-se do que o Senhor Jesus disse? "Fazei isto em memória de mim..." (Lc 22.19). Será que não poderíamos nos lembrar do nosso Senhor sem o memorial da Santa Ceia? "Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha” (1 Co 11:26).

O que dizer do jardim do Getsêmani, onde o Mestre suou como que gotas de sangue (Lc 22.44), antes de ser traído e entregue aos seus inimigos? Seria impossível visitar Israel e passar por esse jardim e não se sentir nada. Enfim Israel (Jerusalém) é para nós um memorial. É impossível falar da nação de Israel sem manifestar a nossa fé.

E a cruz? O que falar do maior símbolo do cristianismo? Quando vemos a cruz vazia lembramos que foi através dela que chegamos a Deus. Esse memorial nos lembra que éramos nós que tínhamos de morrer e não Ele, mas Ele o fez por nós.

Mas por que tinha que haver um memorial? Israel se esquecia tanto pela distração como se esquecia também pela ingratidão. Deus queria que o seu povo, mesmo distraído, tropeçasse naquelas pedras do Jordão para que não fossem ingratos. Mas mesmo com esses memoriais o povo se esquecia.

Nós, assim como o povo de Israel, esquecemo-nos de falar o que Deus tem feito por nós, ainda que não seja por ingratidão. Distraídos com os nossos afazeres, esquecemo-nos de que temos de proclamar os feitos de Deus em nosso favor. Isso porque às vezes pensamos que um milagre só é milagre se alguém ressuscitar, se houver uma cura de câncer em estado terminal ou se um cego de nascença enxergar.

Uma simples dor de cabeça pela qual você orou e desapareceu é um milagre, sabia? Para Deus não existe milagre pequeno e milagre grande. Todo milagre para Ele é milagre; nós é que os classificamos como extraordinários ou como pequenos para serem contados ou partilhados com os nossos filhos ou com a Igreja. Faça dos seus lábios um memorial; conte o que Deus fez por você.

Não se preocupe em ser um simples milagre; de repente ele pode ser insignificante para você, mas vai ajudar os outros e edificar a igreja. Conte, fale. Faça uma reflexão: lembre-se do que Deus fez por você. Irei trazer algo a sua memória: só em você estar vivo, lendo esta mensagem, já é um grande milagre. Tendo o seu coração batendo desde que foi concebido, sem parar um minuto, não é motivo de engrandecer e exaltar o nosso Deus? Tente enumerar o que Deus fez por você e ficará surpreso por tantas bênçãos.

"Conta as bênçãos, conta quantas são? Recebidas da divina mão. Uma a uma, dize-as de uma vez. Hás de ver surpreso quanto Deus já fez (Salmos e hinos).
"Não morrerei, mas viverei e contarei as obras do Senhor" (Salmo 118:17). "O que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que ele me tem feito?" (Salmo 116.12).

Fico imaginando se os apóstolos não tivessem escrito as suas cartas, os evangelhos, como iríamos tomar conhecimento do que Deus fez no principio da Igreja? E se eles ficassem com as maravilhas para si, escrevessem-nas apenas em seus diários e não falassem delas às igrejas? O que seria do Brasil se os missionários não chegassem até nós? Portanto faça das suas bênçãos, hoje, um grande memorial. Conte-as, fale sobre elas, compartilhe-as em sua igreja, em seu trabalho; não as guarde no seu diário; publique-as, diga ao seu irmão o que Deus fez por você.

Olhe para Jerusalém hoje. O que aconteceu com o evangelho do Senhor Jesus lá onde tudo começou, lá onde foi pronunciado o "ide" do Senhor? "Ide por todo mundo, e pregai o evangelho a toda criatura" (Mc 16.15), "e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria e até os confins da terra" (At 1.8). Hoje, "os confins da terra" é que estão enviando a Jerusalém missionários para levar à memória daquele povo o memorial da cruz, o evangelho do Senhor. Por eles terem ficado calados, foram dispersos e hoje existem poucos cristãos lá.

"Lembra-te do teu Criador, nos dias da tua mocidade..." (Eclesiastes 12.1).
Deus abençoe você, meu querido e amado leitor, para que possa falar sempre do que Deus fez por sua vida. Os seus filhos precisam ouvir o que Deus fez por você, para que eles falem também aos filhos, e os filhos dos seus filhos também falem. E, assim, o nome do Senhor será engrandecido para sempre e todas as nações saberão que não há Deus como o nosso Deus.

Amém.
Por Josiel Dias
IEC Alcântara

Prosperidade x Adversidade

"Portanto, ainda que a figueira não floresça nem haja fruto na vide, o produto da oliveira minta e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas; todavia eu me alegrarei no Senhor: exultarei no Deus da minha salvação"
(Habacuque 3:17,18).
Essa bela oração de Habacuque encontra-se entre os livros de Naum e Sofonias. Não sei se de propósito, ou se por permissão, Divina esse maravilhoso livro foi colocado no Cânon entre dois outros pequenos, o qual, muitas vezes, os menos preparados acham dificuldade em encontrá-lo, mas ele é de fácil acesso para aquele que maneja bem a palavra da verdade (II Timóteo 2:15).

Como uma pérola escondida dentro de uma simples concha, assim é essa oração, preciosa aos olhos daqueles que procuram as bênçãos celestiais e não as terrenas. Mas ela é deixada de lado por aqueles que buscam riquezas, bens materiais, glória e fama entre os homens.

Essa bela oração de Habacuque talvez jamais esteja entre os belos sermões elaborados nos mínimos detalhes pelos líderes de diversas seitas, que também são conhecidas, erradamente, como evangélicas.

Eu fico imaginando o profeta Habacuque nos púlpitos de hoje dizendo: A figueira não está florida; a videira - bem! - não se encontra nela nem um fruto sequer; as minhas ovelhas foram roubadas, arrebatadas, e as minhas bonitas vacas já não existem.
Alguém que defende a doutrina da prosperidade diria: esse humilde fazendeiro está com encosto, está em pecado, é um tremendo fracassado.

Infelizmente esse pensamento tem impregnado as igrejas e também aqueles que não têm conhecimento da Palavra. Hoje somos conhecidos pelo que temos, não pelo que somos. Se tenho um belo carro importado, alguém logo diz: "Veja como este irmão é abençoado." Mas se for um Volks 1969, diz: "Repreende, Senhor, a maldição da vida do teu servo."

Preste atenção, querido irmão! Não sou contra a prosperidade nem tampouco condeno quem tem posses e uma alta posição, pois não estou aqui para isso nem meu tempo permite cuidar dessas coisas. Não sou contra e a Bíblia nos fala que devemos considerar tanto a prosperidade como a adversidade. Veja: "No dia da prosperidade goza do bem, mas no dia da adversidade considera, porque também Deus fez a este em oposição àquele, para que o homem nada ache que tenha de vir depois dele" (Eclesiastes 7:14).

A Bíblia nos mostra muitos homens que eram bem sucedidos, mas também nos ensina sobre a busca da riqueza, cobiça e o amor ao dinheiro, como também nos relata a respeito dos humildes, pobres, mas porém cheios da graça de Deus.

Salomão era um dos que citei, bem-sucedido, mas veja o seu comentário sobre tudo que conseguiu juntar entre riquezas, fama e engrandecimento: "E olhei eu para todas as obras que fizeram minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito, e que proveito nenhum havia debaixo do sol" (Eclesiastes 2:2,11).

O Profeta Habacuque nos ensina, nessa oração, que ainda que falte tudo em nossa vida, nós devemos alegrar-nos em Deus. Como? Isso mesmo que você leu: alegrar-nos. Em meio à adversidade normalmente perdemos o humor e a força, mas essa oração nos diz que nos alegremos em saber que a alegria do Senhor é a nossa força.

Está ruim hoje, está nebuloso, os ventos são contrários, existe tormenta, desemprego, mas sabemos que, amanhã, o Senhor nos levantará, e diremos como disse Jó: "Eu sei que o meu redentor vive..." (Jó 19.25).

Não devemos servir a Deus pelas bênçãos, pelos cargos, pela glória humana. Aliás, você não precisa fazer campanha para ser empresário, dono de uma grande empresa ou um grande personagem. Basta aceitá-Lo, obedece-Lhe, ser fiel. Deixe eu lhe dizer uma coisa interessante: Você não precisa correr atrás das bênçãos, pois Deuteronômio 28.2 diz que as bênçãos correm atrás de você. Elas virão sobre você e o alcançarão quando você ouvir a voz do Senhor seu Deus. Leia e medite em todo esse capítulo. Riquezas, bens, frota de carro importado, jamais podem ser referência de um verdadeiro cristão abençoado.

Desde que me entendo por gente me vejo cercado de ímpios, mas que são "abençoados", pois são donos de grandes empresas, são donos de carros importados, etc. O verdadeiro servo de Deus, não busca as coisas vãs, perecíveis desta vida. Digo: Ele não tem o coração nessas coisas; os seus olhos estão sobre as riquezas celestiais, onde a traça e a ferrugem não consomem.

Alegrar-se com o curral cheio de ovelhas, vacas, os celeiros cheios de azeite e um belo campo frutificado é fácil. Difícil é estar alegre ainda que com a falta de todas essas coisas. Mas veja o que Habacuque diz: "Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação" (Hb 3:18).

Os defensores das riquezas, dos bens materiais, usam versículos isolados, sem se dar conta do contexto. Veja este exemplo: Certa ocasião, ouvi um pastor pregar o seguinte: "Declare meu irmão, determine, pois você pode. Diga: Eu posso, eu sou prospero, eu sou rico, eu sou abençoado. Não aceite esta miséria de vida que você leva. Não se contente com esta situação. Você pode, pois Paulo diz que pode." E citou Filipenses 4:13, texto que diz: "posso todas as coisas naquele que me fortalece." Mas veja o que é um texto sem contexto.

Realmente concordei: posso todas as coisas nAquele que me fortalece, mas esse versículo está totalmente ligado aos dois anteriores (11 e 12). Mas o mais falado é o versículo 13, pregado com grande eloqüência . Vejamos os outros versículos anteriores, nos quais Paulo se referiu poder todas as coisas:

"11- Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.
12-Sei estar abatido, e sei também ter abundância: em toda a maneira e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidades."
Sendo assim, Paulo conclui: "13- Posso todas as coisas naquele que me fortalece" (Filipenses 4:11-13).

Nos versículos 11 e 12 aprendo que devo me contentar com o que tenho. Contentar é diferente de acomodar. Devemos nos contentar, não nos acomodar. Há uma grande diferença. Também aprendo que devemos estar instruídos sobre as adversidades. O que falta nos dias de hoje é a instrução sobre esses problemas. Paulo diz que está instruído até a passar fome, coisa abominável aos defensores da prosperidade.

Muita gente tem ficado decepcionada, pois faz campanha, doa dinheiro, faz barganha, chega até a dizer: "Deus não se esqueça de mim, pois sou dizimista fiel. Eu exijo benção pois a sua Palavra a promete." Nada acontece a essas pessoas que agem dessa forma. É como se Deus fosse colocado contra a parede, tendo de abençoá-las só porque elas estão exigindo. Quem é o barro para reclamar, para se impor ao oleiro?

Lembre-se: Deus sempre nos abençoará. Ele jamais dará, aos Seus filhos, algo que venha a ser a causa de levá-los para distante da Sua presença.
Contente-se com a graça de Deus: o Espírito Santo dentro de você, guiando-o a caminhos perfeitos e a decisões sábias. Você, meu querido irmão, tem a maior riqueza que todo homem que não conhece a Deus precisaria ter: a intimidade, a graça e a presença constante dEle em sua vida.

Estar em contato, constantemente, com a palavra de Deus nos basta. Veja o que diz Provérbios 22:1: "Mais digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas; e a graça é o melhor do que a riqueza e o ouro."

Junte, nos Céus, o seu tesouro. Não se preocupe, pois lá teremos a eternidade para desfrutá-lo junto ao Senhor. Não se preocupe nesta nossa peregrinação aqui na Terra, pois, como falei, você não precisa correr atrás das bênçãos; elas vão correr atrás de você.
Amém!
Por Josiel Dias
IEC Alcântara

Se o tempo voltasse..28dc

28dc
Imagine você vivendo no ano 28 d.C., morando nas proximidades de uma cidade chamada Jerusalém, e conhecesse alguém capaz de fazer uma tempestade parar em segundos, alguém capaz de amar seus inimigos, alguém lindo, meigo, amigo, fiel companheiro mesmo nas horas difíceis, alguém que, em um casamento em uma cidade vizinha, ficou conhecido por ter transformado água em vinho!
Alguém que conhecia a lei como ninguém, e tinha em seus lábios a Palavra de seu Pai. E, embora fizesse o bem, era muitíssimo perseguido só porque se dizia Filho de Deus.
Alguém que, embora tenha demorado a ir quando foi chamado para curar seu melhor amigo, chorou por vê-lo morto, já em estado de decomposição. Mas não se desesperou; apenas chamou para fora o que jazia morto, trazendo-o de novo à vida .
Passaram-se cinco anos que você conhecera esse alguém. Foram momentos maravilhosos que você passou junto a Ele. Muitos milagres foram presenciados por você, muitas famílias abençoadas por esse alguém. Quantos aleijados você viu largando as muletas, quantos cegos viu pulando e dando glória a Deus por agora enxergar? São tantos milagres vistos "por você que não caberiam em um livro. De repente você é transformado, envolvido por esse alguém e tanto é o amor dele por você que você não consegue mais viver sem Ele. Você já faz parte de sua família. De tão juntos que ficavam, já o chamam de discípulo. E, de repente, você fica sabendo que ele foi traído por um dos que faziam parte com você dos que o seguiam. Você teve a pior notícia de toda sua vida: Irão julgar o seu mestre. O que fazer para mudar essa situação?
Você está com a multidão que grita o nome de um certo ladrão chamado de Barrabás. Quase ninguém escuta você, pois todos tentam condenar seu amigo gritando: "Crucifica-o, crucifica-o, crucifica-o." Como você desejar estar no lugar daquele que tinha nas mãos o poder de condená-lo ou absorvê-lo, mas nada pode ser feito pois esse alguém tem de ser morto para que todos tenham vida; seu sangue tem de jorrar para que muitos sejam salvos através desse sacrifício.
Momentos difíceis você passaria, com certeza choraria muito por vê-lo naquela situação, mas sua tristeza logo se transformaria em alegria, em vê-lo ressuscitado. Nasceria em você um desejo de proclamá-lo diante de todos, de dizer o que viu e dar continuidade à obra deixada por Ele. Esse é o papel da Igreja aqui na terra: proclamar Alguém ressureto, alguém que está em nosso meio. Esse alguém chamado Jesus Cristo é o Filho de Deus, que viveu e sofreu, foi morto, mas ao terceiro dia ressuscitou. E, ao partir para os céus, conforme nos prometeu enviou o Consolador que hoje habita em nós, fazen-nos sentir tantas saudades dele, que, mesmo não o tendo nós conhecido pessoalmente, sentimos, a cada instante saudades e vontade de estar junto a Ele.
Amado, se você sentiu tocado por essa história e se você se identificou com esta ilustração a ponto de sentir a presença deste alguém chamado Jesus, mesmo você não o tendo conhecido fisicamente, tenha certeza de que, em breve, o verá, face a face, e viverá para toda eternidade juntamente com Ele.

Você já parou para refletir o que faremos na eternidade?
Quando aceitamos Jesus, saímos deste mundo temporal para fazer parte de um mundo espiritual. Passamos a viver na eternidade com Jesus. Isso significa que daqui a cinqüenta anos estaremos com Jesus; daqui a setenta e cinco anos estaremos com Jesus, daqui a oitenta e cinco anos, se ainda estivermos vivos - possibilidade muito remota -, estaremos com Ele. Mas também daqui a duzentos anos estaremos com Jesus, daqui a dois mil anos estaremos com Jesus, daqui a um bilhão de anos estaremos com Jesus, daqui a dez bilhões de anos estaremos com o Senhor e parecerá, apenas, alguns segundos, pois na eternidade não se contará o tempo. Porém, para nossa mente finita, é difícil de entender o que faremos com todo esse tempo aparente, além de louvar ao Senhor, que é digno de toda a honra. Seremos como os anjos; assim nos ensinou o Senhor Jesus. Mas como, na realidade, será? É... teremos de esperar um pouco. E então conheceremos como também somos conhecidos (1 Co 13.12).

É... teremos todo esse tempo para expressar quanto O amamos e quanto O queremos bem, agradecendo a Ele por ter morrido por nós, pois se não tivesse acontecido a Sua morte... hoje estaríamos perdidos.

"Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele" (João 14:21).
Amém!

Por Josiel Dias
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