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Trabalho dedicado a Deus tem garantia de qualidade.

Sirvam aos seus senhores de boa vontade, como servindo ao Senhor, e não aos homens (Ef 6.7)
Muitos pensam que é possível dividir a vida em vários departamentos; família, trabalho, igreja, amigos, sonhos. Mas isso não é possível ao cristão, que tem de ser o mesmo em todas as áreas de sua vida. Nelas Deus tem de ser o Senhor.
No texto de hoje, lemos algumas recomendações aos escravos e senhores. Na época de Paulo a escravidão era algo normal. Ele até usa isso para ilustrar a nova condição dos cristãos: escravos de Deus (Rm 6:22). Você pode pensar que ser escravo nunca é bom, mas servir a Deus é infinitamente melhor que continuar escravizado ao pecado!]Tanto os escravos como seus donos estavam crendo em Cristo.

E agora, como deviam agir? Apesar de libertos do poder da tendência ao mal, os escravos continuavam na mesma posição social e deviam continuar servindo seus senhores como fariam ao próprio Cristo. Seus donos deviam trata-los da mesma forma que Deus – sem parcialidade e com amor, lembrando que agora faziam parte da mesma família, a igreja. Que diferença isso deve ter feito no trabalho deles!
Podemos aplicar isso à nossa profissão, que não está separada de nossa vida cristã – pelo menos, não deveria. Nosso objetivo deve ser sempre dar glória a Deus (1Co 10.31), também como profissionais. Será que conseguimos isso, ou nossas atitudes afastam mais ainda as pessoas de Deus?

A Bíblia dá instruções especiais quanto ao relacionamento com nosso chefe. Se ele é cristão, deve ser respeitado ainda mais por isso e nosso trabalho deve ser ainda melhor (1Tm6.1-2). Não pense em relaxar o desempenho de suas funções porque seu superior é irmão em Cristo.
Se ele não conhece Jesus, a submissão também é necessária, além de um cuidado especial com o procedimento exemplar, para tornar atraente o ensino cristão (Tt 2.10). Agindo assim, todos saberão que na verdade servimos a Des em tudo o que fizermos.

Por Vanessa Weiler Ribas (Ijuí- RS)
Pão Diário nº 14

O servo que repara e coopera

O sumo sacerdote Eliasibe e os seus colegas sacerdotes começaram o seu trabalho e reconstruíram a Porta das Ovelhas. Eles a consagraram e colocaram as portas no lugar. Depois construíram o muro até a Torre dos Cem, que consagraram, e até a Torre de Hananeel (Ne 3.1).

Reparos são uma atividade constante na vida do cristão. Deus repara a vida dos seus filhos, e estes têm a percorrer ao longo de sua vida todo um caminho de reparos constantes. A vida é repleta deles.

Desde a desobediência a Deus no Jardim do Éden (Gn 3.6), quando o ser humano tinha uma vida maravilhosa à sua disposição e a perdeu por causa do que fez, o reparo se tornou uma necessidade constante.

Precisamos inicialmente ter reparada a nossa relação com o Criador da vida, indispensável para escapar dos caminhos da morte e para adotar os preceitos que geram vida. Reparados devemos ser para vivermos para sempre ao lado de Deus.

Mas é importante compreender ainda que o reparo exige cooperação. Esta verdade está presente no terceiro capítulo do livro de Neemias que, apesar de parecer uma mera descrição informativa acerca do contexto histórico e da reconstrução de uma fortaleza, contém, na verdade, uma importante mensagem para nós. Perceba a cooperação dos homens da cidade em torno da reconstrução dos muros de Jerusalém. Muitos participaram.

Evidentemente, no árduo e urgente trabalho havia ferreiros, marceneiros e pedreiros, homens acostumados com a tarefa de construção. Mas havia também sacerdotes, perfumistas, ourives, mercadores e simples moradores da cidade. Todos desejavam participar da reconstrução dos muros e do reparo das portas.

Todos estavam dispostos a reparar, pois percebiam que aquele era o tempo de Deus para restaurar não apenas muros e portas, mas também a dignidade da cidade amada. Cooperar é estar próximo da necessidade no momento da crise na certeza de estar próximo da paz no momento da consolação. - CM
Guiame

O Sonho de toda empresa.

Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus.

E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens. Colossenses 3:22-23.

Este é um texto muito maravilhoso, pois serve como conduta dentro de nosso trabalho para nos doutrinar acerca de como devemos proceder diante os nossos superiores, sejam eles crentes ou não. Toda empresa gostaria de ter em seu quadro de funcionários pessoas que agissem desta forma, orientada pelas escrituras.

O apostolo Paulo também instrui a cerca dos líderes ou superiores, como deva proceder com os seus subordinados. Quase sempre vemos uma certa revolta por parte de alguns “crentes” que tem seus “senhores”, crentes, e que não aceitam serem submissos ou receberem ordens.

Muitas das vezes são estes funcionários crentes que dão mais trabalho, pois acham que, porque seu gerente ou patrão é crente, eles vão aturar sua má conduta e rebeldia no trabalho. Eu tive um exemplo no meu trabalho bem dentro deste contexto. Havia eu assumido um cargo de confiança e liderança por promoção e tinha apenas um que não aceitava isso, ser subordinado a minha pessoa.

Enquanto os conhecidos como “ímpios” eram obedientes e prestadores, não apenas na minha presença, como na minha ausência. Confesso que não é fácil a tarefa de liderança, onde, temos de tomar algumas escolhas ou decisões não pela emoção e sim usando a razão.

Um certo rapaz conhecido por todos pelo alto grau de espiritualidade, muitos até o chamavam de cristão fanático, por sua propaganda exagerada, cumpria, dentro de suas condições, suas tarefas e até este ponto não me tinha nenhuma reclamação contra ele, mas havia algo que me incomodava, pois quase sempre, quando fazia algo errado dentro da empresa, não aceitava, de maneira alguma, ser chamado atenção.

Muitas das vezes foi advertido, pois além de não aceitar o que era passado, ainda dava muito trabalho à diretoria, a ponto, do Diretor, me chamar e me perguntar se o mesmo era da minha igreja, pois não estava dando um bom testemunho.

No texto acima, vemos Paulo exortando, que nós servos (trabalhadores) devemos obedecer aos nossos senhores (superiores) não servindo de aparência. Nossa conduta prega mais do que mil expressões de espiritualidade, aquele jovem agia na aparência, ou seja, na frente trabalhava que era uma máquina, mas quando eu me ausentava, simplesmente ele não fazia nada.

Quantas pessoas você conhece que agem desta forma? Na frente do gerente ou encarregado trabalham, mas em sua ausência deixam a desejar. É nesta hora que o nosso testemunho fala bem alto, pois todos os nossos colegas olham para nossa vida como um exemplo. Se falharmos, prontamente, eles apontaram seus dedos em nossa direção.

Este texto aos Colossenses, ainda aconselha a nós, servos, fazermos a nossa tarefa de todo coração, como se fosse um trabalho para Deus. Veja a importância do nosso comportamento no local de trabalho. Esta mesma orientação, nós vemos em Efésios 6:5-6-7 onde Paulo usa a expressão: com tremor e temor. Não só à vista, mas com sinceridade de coração.

Também escutamos muitos, servos (empregados) dizerem, meu gerente é ruim, meu diretor é ímpio e vive me perseguindo, como vou ser obediente com esta gente? Se ele fosse crente, talvez eu ajudasse. Veja o que I Pedro 2:1 fala em relação a isto: Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor aos vossos senhores, não somente aos bons e moderados, mas também aos maus. ... Veja, portanto que o texto diz que devemos ser leais até aos senhores maus.

Se os “senhores” pensam que vão escapar, estão enganados tem uma recomendação também pra eles. Paulo na carta aos Colossenses 4:1, também faz uma exortação para os “senhores”. Como eles devem agir com seus servos, funcionários e subordinados veja: Vós senhores, fazei o que for de justiça e eqüidade a vossos servos, sabendo que também tendes um Senhor nos céus.

Vemos também em Efésios 6:9: E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças; sabendo também que o Senhor deles e vosso está no céu, e que para com ele não há acepção de pessoas.

Quantas histórias de “senhores”, que fazem ameaças aos seus subordinados, como, por exemplo: Se não fizer isso ou aquilo, vou te mandar embora, vou te despedir. Ora, o mesmo Paulo orienta para que eles tratem seus servos sem ameaças, pois assim como os servos, ele também tem no céu um Senhor, que não faz acepção de pessoas.

Creio que patrões agindo desta forma e funcionários também dentro deste texto, fazendo sua parte, sendo leais, seria uma bela união. Ambos ganhariam e o nome do Senhor seria honrado.

Nós, servos ou senhores, devemos proceder conforme nos orienta as escrituras, sendo verdadeiros e crentes fieis tanto na igreja, como no trabalho. Fazendo a nossa parte e dando um bom testemunho para que os que estão de fora vejam nosso proceder.

Talvez você diga: Ah! Esta história de servo e senhor é coisa do passado, pois não existem mais escravos no Brasil. Eu te digo, que quem pensa desta forma está enganado, pois conheço histórias que em pleno século 21, muitos patrões tratam seus funcionários como se fosse um “escravo” e sem direito algum. É de se admirar, mas ainda vemos isto entre irmãos de fé. “Só a misericórdia”.

De contra partida vemos muitos funcionários que se denominam cristãos agindo de uma forma arbitrária dentro das empresas, onde deveriam dar um bom testemunho de fé, para ganharem muitos para Cristo.

Que possamos agir, com toda lealdade para com a empresa que trabalhamos, pois tem um “Senhor” que não faz acepção de pessoas que está vendo os nossos procedimentos, mesmos quando estamos ausente de nossos patrões ou gerentes.

Deus abençoe hoje e sempre Amém.
Por Josiel Dias
IEC Alcântara
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