O servo que repara e coopera

O sumo sacerdote Eliasibe e os seus colegas sacerdotes começaram o seu trabalho e reconstruíram a Porta das Ovelhas. Eles a consagraram e colocaram as portas no lugar. Depois construíram o muro até a Torre dos Cem, que consagraram, e até a Torre de Hananeel (Ne 3.1).

Reparos são uma atividade constante na vida do cristão. Deus repara a vida dos seus filhos, e estes têm a percorrer ao longo de sua vida todo um caminho de reparos constantes. A vida é repleta deles.

Desde a desobediência a Deus no Jardim do Éden (Gn 3.6), quando o ser humano tinha uma vida maravilhosa à sua disposição e a perdeu por causa do que fez, o reparo se tornou uma necessidade constante.

Precisamos inicialmente ter reparada a nossa relação com o Criador da vida, indispensável para escapar dos caminhos da morte e para adotar os preceitos que geram vida. Reparados devemos ser para vivermos para sempre ao lado de Deus.

Mas é importante compreender ainda que o reparo exige cooperação. Esta verdade está presente no terceiro capítulo do livro de Neemias que, apesar de parecer uma mera descrição informativa acerca do contexto histórico e da reconstrução de uma fortaleza, contém, na verdade, uma importante mensagem para nós. Perceba a cooperação dos homens da cidade em torno da reconstrução dos muros de Jerusalém. Muitos participaram.

Evidentemente, no árduo e urgente trabalho havia ferreiros, marceneiros e pedreiros, homens acostumados com a tarefa de construção. Mas havia também sacerdotes, perfumistas, ourives, mercadores e simples moradores da cidade. Todos desejavam participar da reconstrução dos muros e do reparo das portas.

Todos estavam dispostos a reparar, pois percebiam que aquele era o tempo de Deus para restaurar não apenas muros e portas, mas também a dignidade da cidade amada. Cooperar é estar próximo da necessidade no momento da crise na certeza de estar próximo da paz no momento da consolação. - CM
Guiame

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