Três décadas se passaram, essa menina cresceu, mas sua vida segue a mesma

Ainda faltam mais de três meses para 2015 acabar, mas com certeza a imagem do menino sírio Aylan Kurdi caído morto em uma praia da Turquia ficará entre as imagens mais fortes do ano. Refugiado, ele faz parte de uma triste estatística de crianças que se tornam ícones da violência no mundo.

Muito antes de Aylan, em 1984, quem assumiu esse “papel” foi Sharat Gula. Por mais de uma década seu nome ficou oculto, mas seu rosto marcante e assustado — com destaque para seu olhar forte — acabou sendo símbolo da guerra que devastou o Afeganistão na década de 1980.

O nome da garota afegã ficou conhecido apenas em 2002, quando uma expedição da National Geographic — que por meio de sua revista tornou a foto famosa na década de 80 — foi ao Afeganistão. Por nunca ter sido fotografada antes na vida, Gula reconheceu imediatamente Steve McCurry, responsável por eternizar seu olhar.

Mais de 30 anos depois de ser fotografada por McCurry, Sharat não viu sua vida mudar tanto para melhor. Encontrada em 2002 no Afeganistão, ela viu seu país ser novamente alvo de bombardeios no ano seguinte, em invasão dos EUA na caça ao terrorista Osama Bin Laden. 

A guerra ao terror promovida pelo governo de George W. Bush, inclusive, foi o mote para que Gula voltasse a aparecer na mídia. Isso porque durante sua caçada a Bin Laden, o ex-presidente norte-americano fez com que organizações utilizassem a imagem diversas vezes para promover apoio ao conflito.

As manchetes voltaram a estampar o nome de Sharat agora em 2015, ainda cercada pelos horrores da guerra. Autoridades do Paquistão a acusam de falsidade ideológica para entrar no país ao lado de dois homens que, supostamente, seriam seus filhos. Atualmente, estima-se que 3 milhões de refugiados do Afeganistão vivam em território paquistanês. 

Famosa após estampar uma das capas de revista mais famosas de todos os tempos e eleita como uma das fotos mais icônicas da história, Sharat Gula mudou de nome, mas não de vida. Seu último registro, 30 anos depois da fatídica foto, ainda é em meio ao terror da guerra, mas longe das lentes de um fotógrafo. 

Abaixo, a última foto dela da qual se teve notícia. Os olhos verdes continuam os mesmos, assim como a vida em meio à guerra.






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