Cunha aceita pedido de abertura de processo de impeachment contra Dilma Rousseff

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acaba de informar, em entrevista coletiva, que vai aceitar pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Ele acolheu o pedido do jurista Hélio Bicudo, feito dia 14 de outubro, para impedir a presidente por crime de responsabilidade de fiscal.

De acordo com Bicudo, Dilma violou a lei ao editar decretos para efetuar as pedaladas fiscais em 2014.

O que o governo fez: sem recursos em caixa, tomou dinheiro emprestado de bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) para pagar os beneficiários do Bolsa Família e do seguro-desemprego, entre outros programas.

O problema é que esse tipo de empréstimo é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal pois é uma forma de maquiar as contas públicas. Ademais, Dilma tem atrasado o pagamento aos bancos.

"Não estou feliz por isso, é um gesto delicado", argumentou Cunha na tarde desta quarta-feira (2). "Não consegui dar outra decisão que não fosse essa [técnica] que está nos pareceres".

Cunha enfatizou que rejeitou 27 dos 34 pedidos de impeachment contra a presidente, também por questões técnicas.

"Infelizmente, por mais que eu buscasse qualquer caminho de interpretação, não consegui encontrar um que conseguisse desmontar a tese a qual está sendo feita hoje", defendeu Cunha.

Entretanto, a manobra de Cunha é vista como uma retaliação ao PT, cuja bancada na Câmara Federal decidiu votar contra ele no Conselho de Ética.

O peemedebista é alvo da Operação Lava Jato e investigado por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. Autoridades suíças encontraram US$ 5 milhões em contas secretas de Cunha no país.

O Conselho de Ética analisa se o deputado quebrou o decoro parlamentar por mentir ao Parlamento que não tinha contas no exterior.

"Que o País possa passar por esse processo, superar esse processo e, com isso, superar nossas crises políticas econômicas. Sem fazer nenhum julgamento de valor nem torcida", concluiu Cunha.

Pelo Twitter, a equipe de comunicação de Cunha disse que atendeu "ao pedido das ruas" e, por isso, acolheu pedido de impeachment.

BrasilPost

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