Irã funda novo grupo terrorista para atacar Israel

Al-Sabireen receberá US$ 10 milhões por ano para radicalizar luta contra judeus
Inimigo histórico de Israel (desde quando ainda se chamava Pérsia), a ramificação islâmica xiita domina politicamente o país. Um de seus objetivos declarados é “varrer os judeus do mapa”.

Desde 2012, deterioram-se as relações entre o governo do Irã, e o grupo terrorista Hamas, seu antigo apadrinhado na Palestina. O principal motivo é o apoio iraniano ao governo de Bashar al-Assad, na Síria. Durante algum tempo, tentaram cooptar os extremistas palestinos da Jihad Islâmica, com sede em Gaza, mas as negociações não progrediram.

Agora, surge a denúncia o Instituto Gatestone, especializado em terrorismo, que Teerã está financiando o Al-Sabireen [os pacientes]. Esse grupo terrorista palestino reúne dissidentes da Jihad Islâmica.

O líder do Al-Sabireen é Hisham Salem, ex-comandante de nível médio da Jiahd Islâmica. Segundo o Gatestone ele receberá US$ 10 milhões anualmente do Irã. Para montar sua facção, contará com o contrabando de armas através dos túneis na fronteira com o Egito.

Bandeira do grupo.

Especialistas acreditam que este grupo pode em pouco tempo se tornar uma milícia poderosa, devido a sua aliança já anunciada com o Hezbollah, grupo terrorista libanês igualmente patrocinado pelos iranianos. Tanto que ambos usam o mesmo símbolo para se identificar: um rifle sobre um mapa de Israel, acompanhado de um globo, um Alcorão e uma espada.

Inicialmente o Al-Sabireen conta com 400 soldados. A maioria pertencia a outros grupos terroristas. O salário é cerca de 300 dólares para cada um, enquanto os oficiais receberão 700. Há meses eles têm feito disparos contra o território israelense a partir de Gaza com rifles de longo alcance Steyr, calibre .50. Anunciaram que já possuem mísseis Grad e Fajr, capazes de atingir Tel Aviv.

Embora pouco divulgado pela mídia internacional, Hisham Salem sofreu um atentado. Procurando enfraquecer o mais novo concorrente, terroristas sunitas esfaquearam o líder do Al-Sabireen após ele ter anunciado o estabelecimento da guerrilha no norte da Faixa de Gaza. Apesar dos ferimentos profundos, ele não corre mais risco de morte.

Segundo a denúncia, o Al-Sabireen agora está recrutando dezenas de membros do Fatah, braço armado da Autoridade Palestina, a qual pertence o presidente Mahmoud Abbas. O principal argumento é que os palestinos não estão atacando o território israelense, tanto quanto deveriam.

O site do Gatestone acredita que o Irã está tomando essa iniciativa para se firmar em território palestino por causa do afrouxamento das sanções internacionais e, sobretudo, pelo apoio que recebeu dos Estados Unidos, para a assinatura do tratado nuclear.

Tudo isso parece ser apenas mais um passo para o plano divulgado em agosto, num vídeo produzido pelo Irã que mostrava a união de todos os seguidores de Maomé para a “destruição inevitável” de Israel.

Um mês antes, o aiatolá Ali Khamenei lançou um livro pedindo a destruição de Israel e que a solução para a região é um Estado único (Palestino).

O líder supremo iraniano defende ser “prático e lógico” que Israel volte a ser domínio muçulmano. Defende que seu plano iria promover “a hegemonia do Irã”, e a remoção de “hegemonia do Ocidente” no Oriente Médio.

Neste momento, existem milhares de soldados iranianos em solo sírio, fazendo operações em conjunto com a Rússia. Com um possível fim da guerra na Síria, eles estariam a menos de 20 km das fronteiras com Israel. Teerã testou recentemente com sucesso a capacidade de seus foguetes nucleares atingirem Israel.

GospelPrime

Um comentário:

  1. O mais absurdo nessa história é que há no Brasil quem entenda que essa forma de agir é legítimo. Que tudo o que Israel já fez justifica qualquer atrocidade igual ou maior que as que foram sofridas. A simpatia de setores da Esquerda brasileira com esses grupos é extremamente preocupante!

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