Cristãos do Oriente Médio pedem que Trump os proteja do genocídio islâmico

Carta aberta felicita o presidente eleito e cobra promessas de campanha
Um grupo cristão assírio publicou uma carta aberta ao presidente eleito dos EUA, Donald Trump. Além de parabenizar o bilionário, lembraram do genocídio levado a cabo por grupos terroristas islâmico no Oriente Médio. Pediram ainda quecumprisse suas promessas de protegê-los e os ajude a voltar para casa.

Carlo Kooktapeh Ganjeh, representante norte-americano da Aliança Assíria Universal. Lembrou que existem diferentes ramos do cristianismo, além de outras minorias, do Iraque, Síria, Turquia e Irã, sendo “vítimas de genocídio pelo ISIS (Estado Islâmico) desde sua ascensão no Oriente Médio”.

O governo dos EUA reconheceu o genocídio em 17 de março, anunciado pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry. O mesmo ocorrera um mês antes no Parlamento Europeu. Contudo, a ONU reconheceu apenas o genocídio contra a minoria étnica-religiosa yazidi.

Segundo a Aliança Assíria, o mundo precisa de “direção clara dos Estados Unidos para alcançar paz e segurança duradouras, especialmente no Oriente Médio”. A carta pede um fim às ações de extremas violência de grupos como o Estado islâmico – também conhecido como ISIS, ISIL ou Daesh.

Os cristãos do Iraque há muito eram vítimas de violações dos direitos humanos nas mãos de grupos terroristas, que incluíam o extermínio por causa da intolerância religiosa.

Yonathan Betkolia, secretário-geral da Aliança Assíria Universal, disse em um comunicado: “A violação e o assassinato de mulheres e crianças, a matança de idosos, a ocupação de terras, o deslocamento forçado e a sua utilização como escudos humanos são apenas uma pequena amostra dos crimes destes grupos terroristas que infelizmente ainda não foram efetivamente tratadas por organizações internacionais de direitos humanos e Estados que alegam defender a população na região da Assíria”.

O povo assírio precisa do apoio de Trump para retornar às suas terras ancestrais e retomar seu papel na vida cotidiana no Oriente Médio, especialmente no Iraque e na Síria, diz a carta.

O documento pede que Trump garanta que as planícies de Nínive “não sejam transformadas em um campo de batalha de uma guerra entre as potências regionais”. Também busca o apoio de Washington para a criação de uma “província das Planícies de Nínive autogovernada”, para onde o povo assírio deslocado possa voltar a viver nas terras de seus ancestrais.

O Estado Islâmico e outros grupos radicais islâmicos desde 2011 vêm usando métodos brutais para torturar e matar aqueles que considera serem seus inimigos, em especial os cristãos, a quem desejam exterminar da terra.

Com informações de Christian Post

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