Inscrição islâmica milenar reconhece ligação de judeus com Monte do Templo, em Israel


Inscrição islâmica da Mesquita de Umar, em Nuba. (Foto: Jerusalem Post)

A inscrição da mesquita de Umar, em Nuba se refere ao local do Monte do Templo, como "a rocha do Bayt al-Maqdis" ("O Templo Sagrado") - uma tradução literal do termo hebraico para o templo de Jerusalém.

Uma inscrição encontrada recentemente em uma mesquita, perto de Hebrom (Israel) oferece uma visão sobre como, até meados do século 20, o mundo muçulmano considerou a Cúpula da Dourada de Jerusalém (ou "Cúpula da Rocha") como a sucessora de dois antigos santuários judaicos que antigamente estiveram no topo do Monte do Templo, como já citado na Bíblia.

A inscrição da mesquita de Umar, em Nuba (uma aldeia situada a quase 26 quilômetros a sudoeste de Jerusalém), menciona a vila como uma doação para a Cúpula e a Mesquita Al-Aqsa. Mas o que é impressionante é que a Cúpula da Rocha é referida no texto como "a rocha do Bayt al-Maqdis" ("O Templo Sagrado") - uma tradução literal do termo hebraico para o templo de Jerusalém que os primeiros muçulmanos usaram para se referir a Jerusalém como um todo, e ao santuário da Cúpula Dourada em particular.

A tradição local atribuiu a construção da mesquita ao Califa Umar ibn al-Khattab. Sob sua regência os exércitos árabes conquistaram Jerusalém e o resto da Palestina bizantina em meados do século VII. Foi sob o seu eventual sucessor Abd al-Malik, o quinto califa, que a construção da mesquita foi concluída em 691 dC.

O bloco de calcário no qual o manuscrito foi esculpido está acima do 'mihra'b da mesquita (o nicho apontando para Meca), e diz: "Em nome de Deus, o misericordioso, o compassivo, este território, Nuba, e todos os seus limites e toda a sua área, são uma doação à rocha de Bayt al-Maqdis e à mesquita de Al-Aqsa, como foi dedicado pelo comandante do fiel, Umar ibn al-Khattab para a glória de Allah".

Dois eruditos muçulmanos que anteriormente descreveram a inscrição, a atribuíram ao século VII, o tempo de Umar. Mas os pesquisadores israelenses, que apresentaram suas descobertas durante uma conferência sobre a arqueologia de Jerusalém na semana passada, a dataram nos séculos IX ou X, baseando-se na ortografia e formulação da escrita árabe comparadas às inscrições dedicatórias das mesquitas em Ramle e Bani Naim.

Garotos Judeus olham para o Monte do Templo e Muro das Lamentações, em Jerusalém. (Foto: Reuters)
Histórico negado
Em duas resoluções recentemente votadas na UNESCO (ONU), os laços dos judeus com o Monte do Templo foram negados e o local irá passar a ser oficialmente chamado apenas por seus nomes muçulmanos "Mesquita Al-Aqsa / Al-Haram Al-Sharif".

As decisões foram duramente criticadas pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que as chamou de "teatro do absurdo".

"Obviamente, eles nunca leram a Bíblia", disse o governante na época. "Mas gostaria de aconselhar os membros da UNESCO a visitarem o Arco de Tito, em Roma, onde eles podem ver o que os romanos levaram para lá, depois de terem destruído e saqueado o Monte do Templo há dois mil anos. É possível ver gravado no arco o menorah de sete braços, que é o símbolo do povo judeu, bem como o símbolo do Estado judaico hoje".

"Certamente a UNESCO vai dizer que o imperador Tito era uma parte da propaganda sionista", acrescentou.

Guiame

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