Após alerta da OMS e registro de casos no exterior, Zika se torna preocupação mundial


Mario Tama via Getty Images
O presidente norte-americano, Barack Obama, orientou sua equipe de saúde a acelerar os esforços nas pesquisas para desenvolver vacinas e tratamentos para conter o vírus Zika.

Em reunião realizada com lideranças da área de Saúde e Segurança Nacional, ele determinou que todos os americanos recebam informações sobre o vírus e as medidas que devem tomar para se proteger da infecção.

Segundo informações da Casa Branca, o presidente está preocupado com a disseminação do Zika e de outros vírus transmitidos por mosquitos nas Américas e quer medidas para proteger a população.

Em pouco mais de uma semana, o vírus passou, de um problema localizado, para uma preocupação mundial. Todos os países do continente americano provavelmente terão a circulação interna do vírus Zika, com exceção do Chile e Canadá.

Nesta quinta-feira (28), autoridades revelaram um dado preocupante: segundo a OMS, o Zika poderá afetar entre três milhões e quatro milhões de pessoas no mundo inteiro, incluindo 1,5 milhão apenas no Brasil.

Também na quarta, a Dinamarca anunciou que um cidadão que retornou de viagem ao México e ao Brasil teve um exame positivo para o vírus Zika, mas se espera que ele se recupere em breve.

O médico disse que não via risco de a doença se espalhar na Dinamarca. "O estado dele é bom, ele está se recuperando e terá alta do hospital em breve".

Recentemente, autoridades de saúde emitiram alertas de viagens e orientações sobre o perigo de visitas a países onde o vírus está presente, com especial atenção às mulheres grávidas. No alerta, o Brasil foi citado como um dos países que oferecem perigo. Outra preocupação do governo americano é com os potenciais impactos econômicos do alastramento do vírus no Hemisfério Ocidental.

A determinação de Obama foi dirigida aos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, conhecidos nos Estados Unidos pela sigla CDC. Entre as atribuições do CDC, que tem centros espalhados por todo o território norte-americano, está o monitoramento de doenças que possam chegar aos Estados Unidos por visitantes estrangeiros ou por americanos que tenham viajado para o exterior.

Depois de ter verificado que o vírus Zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, já se espalhou para pelo menos 25 países, o CDC começou alertar as mulheres grávidas a respeito do risco de viagens para os países atingidos. O CDC também está orientando os ginecologistas norte-americanos para avaliar ultra-sonografias de bebês e fazer testes maternos para mulheres grávidas que tenham viajado para esses países.

No Hawai, uma mulher que passou pelo Brasil durante a gravidez, deu à luz um bebê com microcefalia. No estado de Illinois, duas mulheres grávidas que viajaram para a América Latina fizeram teste para o vírus e o resultado foi positivo. As autoridades de saúde estão monitorando a gravidez.

Diante do alerta, a Latam - que engloba a Lan e a Tam - anunciou que grávidas com passagens compradas para países nos quais circula o vírus Zika, poderão pedir reembolso do bilhete.

Para as grávidas que se encontram em um dos destinos citados, as empresas colocam a possibilidade de adiantarem o retorno, sem cobranças adicionais, dependendo apenas da disponibilidade de assentos.

Para as que ainda não viajaram, a alternativa é alterar o destino do voo, com pagamento de possíveis diferenças de tarifas, ou solicitar o reembolso do bilhete.

Maior companhia aérea do mundo, a American também anunciou um programa de reembolso para gestantes com passagens marcadas para os países afetados pelo vírus.

Uma das preocupações das autoridades norte-americanas é o Brasil, que vai sediar asOlimpíadas, que ocorrerão no Rio de Janeiro, de 5 a 21 de agosto deste ano.

Colômbia

A Colômbia emitiu na terça (26) alerta referente ao Zika, que já infectou 13,8 mil pessoas no país, avisando que o número deve aumentar. O Ministério da Saúde aconselhou os presidentes das câmaras de cidades abaixo de determinada altitude a “declararem alerta verde para os hospitais públicos e privados que enfrentem um possível aumento de casos de Zika”.

Vários municípios foram chamados a emitir o alerta, indicou o ministério em comunicado. “O alerta foi emitido porque a infeção por Zika está atualmente em fase de expansão”, disse Luis Fernando Correa, chefe do Gabinete de Gestão de Emergências e Desastres.

O vírus proliferou em vários países da América Latina e Caribe, causando particular alarme entre grávidas por estar ligado ao nascimento de bebês com malformações, como microcefalia.

A Colômbia é o segundo país mais atingido, depois do Brasil. Até 16 de janeiro, foram confirmados 13.808 casos, incluindo 890 grávidas, além de 2.611 casos suspeitos.

Além do Brasil e da Colômbia, Barbados, Bolívia, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana Francesa, Guatemala, Guadalupe, Guiana, Haiti, Honduras, Martinica, México, Panamá, Paraguai, Porto Rico, San Martin, Suriname e Venezuela notificaram casos transmissão interna de Zika.

(Com informações da Agência Brasil)

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