Rússia e China enviam tropas para fronteira com Coreia do Norte

Governos temem que Trump autorize ataque e atinja depósitos de armas nucleares
O presidente da Rússia Vladimir Putin está enviando tropas e equipamentos militares para a fronteira com a Coréia do Norte, temendo que EUA ataquem o país governado por Kim Jong-un.

Moscou trabalha com a possibilidade que haja um enorme êxodo de refugiados norte-coreanos se uma ação militar norte-americana for iniciada contra Pyongyang.

“O movimento de equipamento militar por diferentes meios de transporte está sendo observado em toda a região Primorsky desde a semana passada”, disse à imprensa Stanislva Sinitsyn, um veterano do exército russo.

Vídeos divulgados na manhã desta quinta-feira (20) mostram tanques russos sendo levados por trem até a região do porto naval de Vladivostok, onde a Rússia já tem grande poderio militar instalado.

Comentarista militar russo Konstantin Asmolov afirmou que “Se os EUA atacarem com mísseis as instalações nucleares da Coréia do Norte, uma nuvem radioativa chegará a Vladivostok dentro de duas horas”.






O analista do Instituto Russo sobre o Extremo Oriente alertou que, no caso de uma guerra em grande escala, os “milhões de pessoas famintas poderão fugir para as fronteiras pedindo asilo”.

Nesta quarta-feira a Rússia deu sinais de apoio ao regime comunista norte-coreano conseguindo bloquear no Conselho de Segurança da ONU a condenação do último teste de mísseis de Pyongyang.

Por outro lado, a China, considerada até recentemente o maior aliado da Coréia do Norte, surpreendeu ao apoiar a declaração formulada pelos Estados Unidos, a qual exige que a Coréia do Norte “não realize mais testes nucleares” e suspenda os lançamentos de mísseis.

Na semana passada, Pyongyang realizou um desfile militar onde exibiu supostos mísseis nucleares. Neste domingo realizou um teste, mas que se mostrou fracassado.

A Rússia insiste nas Nações Unidas a necessidade de se alcançar uma solução através do diálogo. O vice-ministro das Relações Exteriores de Moscou, Sergei Ryabkov, admitiu que ‘o risco de um conflito sério na região aumentou substancialmente”. Ele pediu uma “demonstração de responsabilidade” de todos os lados para se evitar um confronto.



Os movimentos de tropas e equipamentos foram descritos como “uma medida preventiva, mas necessária”.

Nos últimos dias, a China enviou 150.000 soldados para suas fronteiras com a Coreia do Norte, querendo igualmente impedir um êxodo em massa na região. 

Com informações Independent e Daily Mail

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