Ex-lésbica fala sobre superações por meio da fé: "Você não pode desistir de Jesus"


Depois de viver quase 25 anos como lésbica, Michelle finalmente encontrou o amor inegável e indescritível de Jesus. (Foto: Pexels)


Depois de viver quase 25 anos como lésbica e feminista orgulhosa, que vagava por diversos tipos de crenças, Michelle finalmente encontrou o amor inegável e indescritível de Jesus.

Depois de sete anos fora de casa, Michelle D. Smith retornou para visitar seus pais com mais duas acompanhantes: sua namorada, Ann, e a filha dela. Sua mãe recebeu as três de forma calorosa e acolhedora, mas deu um aviso à filha:

"Michelle, eu te amo e todas vocês são bem-vindas para ficar aqui esta noite. Mas vocês vão ter que dormir em quartos separados", disse ela depois de ter chamado a filha de canto.

Michelle ficou furiosa, mas entendeu o aviso prévio e foi com sua namorada para um hotel. Depois disso, sua mãe continuou demonstrando amor através do envio de cartas e dinheiro para presentear nos aniversários.

A jovem passou a ter uma vida mais estável e tranquila, e começou a pensar na possibilidade de buscar uma identidade religiosa para si. “Eu ainda estava buscando a Deus. Eu sabia que não poderia retornar ao cristianismo — só de pensar nisso já me dava calafrios —, mas eu tinha um profundo desejo que eu não poderia satisfazer. Eu ainda escrevia, lia e assistia pornografia”, relatou Michelle.

Então, a jovem passou a estudar a cabala e o zohar (que fazem parte do misticismo judaico) e decidiu procurar um rabino para aprender mais sobre os aspectos fundamentais do judaísmo. “Me encontrei com um rabino de tradição reformada, que me assegurou que não havia problemas se eu continuasse minha vida como lésbica”, relatou Michelle.

Embora o pensamento de entrar em uma igreja cristã ou falar antigos mentores e amigos cristãos fosse refutado por Michelle, ela estava em contato com a Bíblia por causa da busca pelo conhecimento judaico.

Me mantive presa ao Antigo Testamento, que me manteve longe dos escritos desagradáveis e perturbadores de Paulo. Eu não poderia mais lidar com Jesus, mas para mim não havia problemas. Ele parecia estar abrigado em segurança no Novo Testamento”, lembra a jovem.

Durante um ano, Michelle passou a se encontrar com o rabino uma vez por semana, em um pequeno grupo. Ela raramente frequentava a sinagoga. Até que finalmente, o rabino disse a ela que era hora de escolher uma data para sua cerimônia oficial de conversão.

Mudança

No entanto, poucos dias antes da celebração, Michelle recebeu uma notícia devastadora. “A tia Jan, tão amada e apenas 11 anos mais velha do que eu, tinha morrido inesperadamente. Toda a minha família sentiu esta perda. Eu viajei com a minha namorada até Oklahoma para o funeral”, relembra.

Enquanto Michelle estava sentada na capela, ouvindo uma pregação feita por um amigo inexperiente de seu tio, ela ouviu uma voz que disse: "Você não pode desistir de Jesus". A jovem virou a cabeça para os lados, mas ninguém estava olhando para ela.

"Você não pode desistir de Jesus". Mais uma vez, Michelle olhou em volta e ninguém estava prestando atenção nela. Outra vez, ela ouviu a frase e passou a dizer para si mesma: "Eu não posso desistir de Jesus. Eu não posso desistir de Jesus".

“A voz do ministro tinha se desvanecido. Eu não estava ligada a mais nada, apenas àquela frase. Eu sabia que me converter ao judaísmo seria negar Jesus. Só que eu não estava preparada para fazer isso”, disse ela.

Apesar dessa profunda experiência, Michelle continuou buscando respostas em lugares errados. Ela pesquisou na internet algumas igrejas que aceitassem a prática homossexual, e ficou animada para conhecê-las. No entanto, em apenas uma visita, ela teve a certeza de que nunca mais voltaria a este tipo de denominação.

“Era como se houvesse uma nuvem pesada sobre cada uma delas. Era como uma sala gigante, iluminada apenas com algumas lâmpadas de 25 watts. Qualquer igreja que me aceitasse como lésbica, para mim não tinha credibilidade. Eu sabia que era errado, e ter alguém me dizendo que ‘estava certo’ me fazia perder todo o respeito por sua autoridade”, disse Michelle.

“Eu tinha experimentado um relacionamento com Deus quando eu era criança. Eu desejava ser profundamente amada e querida por Ele”, disse Michelle.

Depois de viver quase 25 anos como lésbica e feminista orgulhosa, que vagava por diversos tipos de crenças, Michelle finalmente encontrou o amor inegável e indescritível de Jesus. Hoje, ela não apenas leva o amor de Deus à comunidade LGBT, mas também à igreja, compartilhando uma mensagem de esperança e transformação.

Guiame

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