"A religiosidade extrema tira a pessoa do relacionamento com Deus", diz psicólogo cristão


Cristãos religiosos usam 'máscaras espirituais' para disfarçar seus pecados. (Foto: Reprodução).



Quem nunca se deparou com a seguinte pergunta: “Você é uma pessoa religiosa?” Para alguns, religiosidade pode ser algo bom, que te leva para perto de Deus. Mas, para alguns crentes, esse termo pode ser visto de forma negativa. É o que explica o psicólogo cristão Dalton Ricaldoni.

“A ideia de religiosidade no meio cristão evangélico é uma expressão negativa. É como se você dissesse que é o excesso de ser religioso. Esses termos são usados, por exemplo, na ideia de que o Brasil é um país religioso. As pessoas têm essa visão espiritual, mas tem que definir isso entre uma atitude espiritual, a religião como uma norma e a religiosidade como uma deturpação desse sentido”, disse.

Dalton explica: “Por mais que a gente separe o espiritual do religioso e o relacionamento com Deus, que é o sentido de religião, isso é uma religação com Deus, um relacionamento, uma busca por Deus. Claro que existe a Bíblia, os princípios e as normas. São normas éticas para que a gente viva. Mas, algumas pessoas vivem mais em cima dessas normas e começam a criar preceitos como os próprios judeus criaram, além daquilo que Deus tinha colocado para que as pessoas seguirem”, ressaltou.

“Então ele já sai do princípio, que é a busca por Deus, para fazer uma normatização e muitas vezes cobram de si mesmos e dos outros em excesso e perdem a noção da busca de Deus, do relacionamento com Deus e da vida cristã”, pontuou.

O hábito
Dalton alerta sobre a questão dos hábitos que nos tornam religiosos. “Eu vou a igreja todo domingo, eu dou o dízimo. Uma parte do hábito é boa, mas no caso da questão espiritual você tem que ter a organização. Mas tem que ter a busca interior. Porque se ficar só no exterior, no hábito, você perde a qualidade da vida, que é exatamente a religação com Deus”, comentou.

“Aí você corre o risco de cair na ideia de criar aquele sistema como se aquilo fosse a verdadeira religião para si mesmo e impor aos outros. Você sai da graça e começa a permanecer na lei. É muito mais fácil o ser humano viver na lei. Mas, quanto mais ele for rigoroso na ideia de tentar viver na lei do que viver na graça”, colocou.

Confira a entrevista na íntegra:



Guiame

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