Padre preso em MG por suspeita de pedofilia é encontrado morto na cela

Imagem: Google
O padre Bonifácio Buzzi, 56, foi encontrado morto na manhã deste domingo (7) no presídio de Três Corações, em Minas Gerais. O religioso, que já havia sido condenado por casos de pedofilia citados no filme "Spotlight", foi preso novamente na sexta-feira pela Polícia Civil suspeito de ter abusado sexualmente de dois meninos, de 9 e 13 anos, no ano passado na cidade mineira.

Segundo a polícia, Buzzi estava sozinho em sua cela e teria cometido suicídio. No local, foi encontrado um lençol amarrado na janela. Será aberta uma investigação para apurar a causa da morte.

O padre foi detido na última sexta-feira no município de Barra Velha (SC), a cerca de 50 km de Joinville, para onde havia fugido desde que teve a prisão preventiva decretada em Minas Gerais. Em nota divulgada pela polícia, o delegado Pedro Paulo Marques disse que Buzzi confessou os crimes ao ser preso.

Além desse caso, o religioso já havia sido condenado outras duas vezes por abuso sexual de crianças: em 1995, acusado de abuso de garotos em um hospital psiquiátrico; em 2004, acusado pela prática de sexo oral em um menino. Os casos foram citados no filme "Spotlight" (2015), que recebeu o Oscar de melhor filme ao reconstituir as investigações do jornal "The Boston Globe" sobre casos de pedofilia cometidos por membros da Igreja nos Estados Unidos.


RENÚNCIA

Em outro caso relacionado à pedofilia, o papa Francisco aceitou no início de julho a renúncia do arcebispo da Paraíba Aldo Pagotto, 66, suspeito de ter abrigado em sua diocese padres e seminaristas acusados de abusar sexualmente de crianças e adolescentes.

Em 2002, quando era bispo de Sobral (CE), ele foi acusado pelo Ministério Público de coagir vítimas para que mudassem seus depoimentos a fim de proteger um frei que as teria estuprado.

Em entrevista à Folha, o agora arcebispo emérito confirmou que foram descobertos cinco casos de padres suspeitos de pedofilia na Paraíba desde 2004, quando assumiu a Arquidiocese. Ele disse ter encaminhado as suspeitas ao Ministério Público e ao Vaticano: "Não me omiti".



Fonte: Folha de São Paulo

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