Aécio Neves muda o tom e avalia possibilidade de PSDB apoiar impeachment de Dilma Rousseff

Se em março o senador Aécio Neves (PSDB - MG) disse que impeachment "não estava na agenda do PSDB", agora o discurso do presidente da legenda é que “impeachment não é palavra proibida.”

A mudança de tom veio após a denúncia da Folha de S.Paulo de que a CGU (Controladoria Geral da União) postergou a abertura de processo de investigação envolvendo pagamento de propina da SBM Offshore à Petrobras para depois da releição de Dilma Rousseff para que isso não prejudicasse a atual presidente durante a disputa eleitoral.

O tucano também se manifestou nas redes:


Aécio Neves
Político · 4.707.788 curtidas
 · 20 h · 
Por iniciativa do vice-presidente da CPI, deputado Antonio Imbassahy, em colaboração com o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio, uma comissão especial suprapartidária irá a Londres ouvir o ex-diretor da empresa SBM Offshore, que acusa a Controladoria-Geral da União (CGU) de ter abafado uma denúncia de pagamento de US$ 139 milhões em propinas por meio de contratos da Petrobras para favorecer a candidatura da presidente Dilma Rousseff. O fato é extremamente grave e se for comprovado indicará que a CGU cometeu crime de prevaricação por ter omitido da sociedade brasileira uma séria denúncia contra o governo em plena campanha eleitoral. - Aécio Neves


Segundo a Época, o pronunciamento ocorreu após um encontro com a bancada do PSDB da Câmara dos Deputados, em que todos os membros votaram a favor de o partido abrir processo de cassação da presidente Dilma Rousseff.

Inúmeros são os fatos. Teve Correios, o TCU, através do relatório do procurador do Ministério Público do TCU anuncia. E agora essa denúncia de hoje, que é de extrema gravidade. 

A CGU é acusada de ter prevaricado e, amanhã, a CPI vai criar um grupo, nós vamos apresentar um requerimento, um grupo de cinco parlamentares que vai a Londres ouvir esse representante da empresa que disse que em agosto já tinha entregue todos os documentos à CGU, que resolveu abrir a investigação só em novembro, depois das eleições. 

E sem que qualquer outro documento, qualquer outro fato novo ocorresse nesse período. Isso é extremamente grave, é a demonstração clara da utilização permanente do Estado a serviço de um projeto de poder, que não é mais nem um projeto de país.

[...] [O impeachment] Não é ainda a posição do PSDB, mas nós temos a obrigação de avaliar todas as alternativas e o impeachment, como já disse antes,não é uma palavra proibida. Impeachment não é golpe, impeachment é uma previsão constitucional. 

Não existem ainda claramente apresentados ou caracterizados esses crimes, mas isso não quer dizer que eles não possam ser caracterizados em um futuro próximo.

Brasil Post

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