Em troca de fim de sanções, Irã aceita controle de programa nuclear por 25 anos

IRAN NUCLEAR
O Irã e o grupo P5+1 - China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha -, selaram os parâmetros de um acordo final destinado a impedir que Teerã desenvolva armas nucleares, mas o abrandamento das sanções só ocorrerá após a implementação das medidas.

A declaração conjunta, lida em uma coletiva de imprensa na cidade suíça de Lausanne nesta quinta-feira, diz que "medidas decisivas" haviam sido tomadas nas negociações nucleares de longa duração.

Nos dez primeiros anos, os programas de enriquecimento de urânio serão totalmente interrompidos e 95% dos estoques serão liquidados ou transferidos para outro país. Mais de 5 mil centrífugas da usina de Natanz serão coletadas do local e colocadas sob controle da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês).

Em troca, sanções unilaterais dos EUA e da Europa serão retiradas imediatamente após a aplicação do acordo nas áreas econômicas e financeiras. O acordo também prevê que o Ocidente se compromete a não adotar novas sanções unilaterais.

Autoridades disseram que os negociadores já começaram a elaborar um texto final, que deve ser apresentado até 30 de junho.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, escreveu no Twitter que as partes "têm agora os parâmetros para resolver as principais questões sobre o programa nuclear". Ele disse ainda que as discussões para um acordo final voltarão em breve.

Separadamente, o presidente do Irã, Hasan Rouhani, ecoou o comunicado dos EUA, dizendo que as partes haviam selado os principais parâmetros de um acordo.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que é contra o acordo, também comentou o anuncio no Twitter. "As concessões oferecidas ao Irã em Lausanne garantirão um mau negócio que colocará em risco Israel, o Oriente Médio e a paz no mundo", escreveu. 

Ele pediu que a comunidade internacional exija melhores condições e disse que qualquer acordo deve abordar habilidades nucleares do Irã, bem como sua agressão regional.

Com informações Dow Jones Newswires./BrasilPost

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